• Dê as mãos a Deus.

  • Deus amou o mundo de tal maneira! Cada pessoa.

  • Sua alegria. Nossa força.

  • Deus é bom. Sempre.

  • Eis que estou convosco sempre, até à consumação dos séculos.

Âncora

Devocionais fáceis de usar

  • Todos Precisam de Perdão

    Uma compilação

    [We All Need Forgiveness]

    A palavra “perdoar” significa cancelar uma dívida, deixar de lado o rancor em relação a algo ou alguém e recomeçar do zero. A Bíblia diz que todos somos pecadores e precisamos do perdão de Deus. Eclesiastes 7:20 afirma: “Não há um só justo na terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque”.

    Ainda bem que temos um Deus amoroso e misericordioso, disposto a perdoar nossos pecados! 2 Pedro 3:9 diz: “Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento”. Deus deseja nos perdoar, por isso abriu um caminho para o nosso resgate.
     2 Coríntios 5:21 ensina: “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus”. Jesus recebeu o castigo e morreu na cruz no nosso lugar! 1 João 2:2 diz: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos pecados de todo o mundo”. Jesus ressuscitou dos mortos, proclamando Sua vitória sobre o pecado e a morte (1 Coríntios 15:1–28). Graças a Deus, pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, a segunda parte de Romanos 6:23 nos garante: “mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor”.—GotQuestions.org1

    *

    Deus não guarda rancor nem quer “acertar as contas” conosco, pois Jesus pagou o preço por todos os nossos erros e pecados.

    Deus planejou isso muito antes de você nascer. Efésios 1:4 diz: “Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença”.

    Muito antes de darmos nosso primeiro suspiro, Deus tinha um plano para a culpa em nossas vidas. 

    Como Deus nos perdoou, espera que também perdoemos aos outros. A Bíblia diz: “Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou” (Colossenses 3:13).2

    Seguem-se as razões por que o perdão é tão importante.

    — Porque Deus nos perdoou. O perdão de Deus é muito maior e mais abrangente do que o perdão que alguma vez teremos que dispensar a alguém. Quando recebemos Jesus, todos os nossos pecados foram desfeitos. Se aceitamos a Cristo em nossas vidas, Deus não guarda registro dos nossos pecados. Já que Ele nos concede esse tipo de perdão, devemos oferecê-lo livremente aos outros. 

    — Porque o ressentimento nos deixa infelizes. Não perdoar prejudica muito mais a nós mesmos do que a outra pessoa.

    — Porque precisaremos ser perdoados por nossos erros futuros. Pecaremos. Falharemos. Cairemos. Ainda precisaremos do perdão de Deus e dos outros em alguma ocasião. Mas Jesus ensinou: “Se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas” (Mateus 6:14-15).—Rick Warren3

    Meu advogado—uma história

    Depois de viver uma vida “decente”, chegou a hora de eu partir desta Terra. A primeira coisa de que me lembro é estar sentado na sala de espera do que parecia ser um fórum. As portas se abriram e recebi instruções para entrar e sentar-me à mesa da defesa.

    Ao olhar à minha volta, vi o promotor. Era um senhor mais velho, de olhar maldoso, que ficou me encarando, vociferando entre dentes. Era sem dúvida a pessoa mais malévola que eu já vi.

    Sentei-me, e vi então à minha esquerda o meu advogado. Ele me parecia familiar. Era um homem amável e gentil.

    A porta do canto se abriu e o juiz entrou na sala. Ele tinha uma aparência impressionante. Vestia uma beca esvoaçante, e eu não conseguia tirar os olhos dEle enquanto atravessava a sala. Ao tomar o seu lugar atrás da tribuna, ordenou o início da sessão.

    Levantando-se, o promotor apresentou-se: “O meu nome é Satanás e estou aqui para mostrar por que o lugar deste homem é no Inferno”. Começou então a mencionar todas as mentiras que eu contara, coisas que furtara e todas às vezes que enganei as pessoas. Quanto mais ele falava, mais eu me afundava na cadeira.

    Estava tão constrangido que nem conseguia olhar para ninguém, nem para o meu advogado, pois o Diabo estava mencionando pecados dos quais eu nem me lembrava mais. Por mais chateado que estivesse com ele por falar todas essas coisas a meu respeito, também estava chateado com meu advogado, que ficou ali sentado calmamente sem fazer nada para me defender.

    Eu sabia que era culpado de tudo aquilo, mas tinha feito algumas coisas boas na vida. Será que não poderiam pelo menos compensar parte do dano que causei? Satanás encerrou seu discurso com fúria: “O lugar deste homem é no Inferno. Ele é culpado de todas as acusações que fiz, e não há ninguém que possa provar o contrário”.

    Quando chegou a vez do meu advogado, Ele primeiro perguntou se podia aproximar-se do juiz. Ao receber permissão, aproximou-se, sob os veementes protestos de Satanás. Quando meu advogado se levantou e começou a andar pela sala, pela primeira vez Eu consegui ver o Seu esplendor e como Ele era imponente. Então entendi por que achava que já o conhecia. Era Jesus, o Meu Senhor e Salvador, que me defendia!

    Achegando-se à tribuna, Ele cumprimentou gentilmente o Juiz: “Oi Pai.” E dirigiu-Se aos presentes:

    — Satanás tem razão ao dizer que este homem pecou. Não negarei nenhuma das acusações feitas. É bem verdade que ele merece a punição sugerida, ou seja, ir para o Inferno para pagar pelos seus pecados”.

    Jesus respirou fundo e, de braços estendidos, olhou para o Seu Pai e proclamou:

    — Mas Eu morri na cruz para pagar pelos pecados deste homem, para que ele possa ter a vida eterna. Ele Me aceitou como Salvador, portanto pertence a Mim. O nome dele está registrado no Livro da Vida e ninguém pode tirá-lo de Mim. Satanás ainda não entende que este homem não deverá receber justiça, mas sim misericórdia”.

    Pausando um instante, Jesus sentou-Se e, olhando para Seu Pai, afirmou:

    — Não é preciso fazer mais nada. Eu já fiz tudo.

    O Juiz ergueu Sua poderosa mão e declarou o veredicto:

    — Este homem está livre. A sua pena já foi paga por completo. Caso encerrado.

    Enquanto Jesus me orientava sobre aonde ir depois disso, perguntei se Ele já tinha perdido algum caso. Sorrindo, e com muito amor Ele disse:

    — Todos os que vieram a Mim e Me pediram para ser seu advogado de defesa foram absolvidos com as mesmas palavras: “A pena já foi paga por completo.—Autor desconhecido4

    *

    Desde o princípio, Deus determinou que todos que viessem a Ele, se tornariam como Seu filho. E o Seu Filho seria, efetivamente, o primogênito entre muitos irmãos.

    Portanto, quando recebemos Jesus como Salvador, o Pai nos “absolve”. Ele nos preenche com a bondade de Cristo e nos promete a glória como a do nosso Salvador.

    O que diremos, pois, diante dessas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas? — Romanos 8:29–32

    Publicado no Âncora em março de 2026.


    1 “Got Forgiveness?” GotQuestions.org, 4 de janeiro de 2022, https://www.gotquestions.org/got-forgiveness.html

    2 Rick Warren, “Four Ways to Love Others Like Jesus,” Pastors.com, https://blog.pastors.com/articles/four-ways-to-love-others-like-jesus/

    3 Rick Warren, “How Jesus Gives Us Freedom,” Pastors.com, https://blog.pastors.com/articles/how-jesus-gives-us-freedom/

  • Fev 26 O Pecado da Incredulidade
  • Fev 25 Quando Está Preocupado com Dinheiro
  • Fev 24 Além das Aparências
  • Fev 23 A História de Rute — 1ªParte
  • Fev 20 A Felicidade do Cristão
  • Fev 16 Caminhando na Fé
  • Fev 12 Investir na vida espiritual
  • Fev 10 O que o amor significa?
  • Fev 6 Consolo de Deus na Dor de Se Perder um Filho
   

Espaço dos Diretores

Estudos bíblicos e artigos para edificação da fé

  • 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 37–58)

    [1 Corinthians: Chapter 15 (verses 37–58)]

    O post anterior desta série terminou em 1 Coríntios 15:35–36, onde Paulo abordou perguntas e objeções sobre a ressurreição e a vida após a morte, por parte daqueles que afirmavam não existir ressurreição.

    Paulo continua sua explicação sobre a forma corporal que os ressuscitados terão nos versículos seguintes.

    Quando você semeia, não semeia o corpo que virá a ser, mas apenas uma simples semente, como de trigo ou de alguma outra coisa (1 Coríntios 15:37).

    Ele destaca que a semente plantada no solo não é a planta adulta, mas sim "uma simples semente". Na realidade, uma semente não se parece em nada com a planta, pelo que não conseguimos ver tudo que ela se tornará simplesmente olhando para ela. Da mesma forma, nossos corpos humanos são como sementes em comparação com nossos corpos ressuscitados.

    Um estudioso da Bíblia explicou isso da seguinte forma:

    A semente corresponde ao nosso corpo perecível que deve morrer primeiro, enquanto a vida incorporada que emerge dessa morte representa nosso novo corpo de ressurreição. O corpo perecível que é enterrado não é o que emerge na nova vida, mas a ilustração da semente indica continuidade de identidade. De alguma forma, vamos saber que somos nós mesmos no novo corpo, e vamos reconhecer os outros em seus novos corpos.1

    Paulo então diz: Mas Deus lhe dá um corpo, como determinou, e a cada espécie de semente dá seu corpo apropriado (1 Coríntios 15:38).

    Na ressurreição, nossos corpos serão transformados. Enquanto nossos corpos físicos atuais são mortais e perecíveis, na ressurreição se tornarão espirituais e imperecíveis. A mudança que ocorrerá é comparável à de uma semente da qual brota uma linda flor. Nossos corpos ressurrectos serão sobrenaturais e não terão limitações nem sofrerão degeneração e decomposição.

    Paulo destaca que foi Deus que tudo isso faz parte do plano de Deus. Como um autor expressou:

    Assim como Deus faz a semente brotar, também a molda na forma apropriada. Em Sua soberania, escolhe como cada planta será. Paulo diz que, na ressurreição, os crentes terão o tipo de corpo determinado por Deus. Os corpos ressuscitados serão diferentes dos mortais, assim como uma semente difere da planta já desenvolvida.2

    Nem toda carne é a mesma: os homens têm uma espécie de carne, os animais têm outra, as aves outra, e os peixes outra (1 Coríntios 15:39).

    Os corpos que teremos com a ressurreição não serão nossos corpos na forma atual: haverá uma transformação. Deus planejou para que os corpos ressurrectos sejam especialmente adequados para a eternidade junto a Ele.

    Há corpos celestes e há também corpos terrestres; mas o esplendor dos corpos celestes é um, e o dos corpos terrestres é outro. (1 Coríntios 15:40).

    Paulo afirma que existem duas categorias de corpos —celestes e terrestres— e aborda a diferença entre eles. A expressão "corpos celestes" pode se referir às estrelas, aos planetas ou aos anjos. "Corpos terrestres" se referem a plantas e animais, incluindo os seres humanos, que habitam a Terra. Paulo destaca as maravilhas da criação de Deus referindo-se à glória de cada tipo.

    Um é o esplendor do sol, outro o da lua, e outro o das estrelas; e as estrelas diferem em esplendor umas das outras (1 Coríntios 15:41).

    Paulo então destaca a singularidade das diferentes glórias do sol, da lua e das estrelas. Cada astro é único em seu esplendor e glória. Paulo salienta as maravilhas e a diversidade da criação de Deus, cada parte com sua beleza gloriosa, mas diferentes entre si.3

    Assim será com a ressurreição dos mortos. O corpo que é semeado é perecível e ressuscita imperecível. (1 Coríntios 15:42).

    Assim como quando sementes são plantadas no solo e depois brotam e se transformam em uma planta, nossos corpos também ressuscitarão em uma nova forma. Atualmente, estamos sujeitos a doenças, fraqueza e morte, pois nossos corpos são uma habitação temporária (2 Coríntios 5:1). No entanto, quando Cristo Se sacrificou e deu a vida por todo aquele que crê, passamos a fazer parte da promessa de que nossos corpos são apenas vasos temporários à espera da maravilhosa ressurreição. Paulo afirma que nossos novos corpos serão imperecíveis e livres da fraqueza do mundo atual. Esperamos o cumprimento das promessas de Deu, sabendo que um amanhecer abençoado e eterno nos está reservado.

    É semeado em desonra e ressuscita em glória; é semeado em fraqueza e ressuscita em poder (1 Coríntios 15:43).

    Paulo enfatiza que, por meio da ressurreição, seremos "ressuscitados em glória". A nossa forma física é temporária e perecível, ao contrário da forma que receberemos na ressurreição. Nossos corpos serão enterrados na morte e passarão por decomposição. No entanto, isso não é o fim.

    Nossos corpos ressurgirão em glória, completamente transformados, regenerados e gloriosos. Temos um corpo frágil que adoece, envelhece e morre. Mas ressuscitaremos em poder, com um novo corpo cheio de vida e eterno.

    É semeado um corpo natural e ressuscita um corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual (1 Coríntios 15:44).

    Aqui, Paulo fala sobre a transformação que ocorre na ressurreição. Nossos corpos atuais são como uma semente plantada na terra. Assim como a semente cresce e se transforma em uma planta, nossos corpos serão transformados em corpos espirituais. Não teremos mais as restrições físicas. Em outro passagem, Paulo diz que nossos corpos humildes serão transformados para serem como o corpo glorioso de Cristo (Filipenses 3:21).

    Assim está escrito: "O primeiro homem, Adão, tornou-se um ser vivente"; o último Adão, espírito vivificante (1 Coríntios 15:45).

    Paulo compara o primeiro homem, Adão, a Cristo, e refere-se a ele como "o último Adão". Sendo o primeiro homem, Adão recebeu vida de Deus. No entanto, desobedeceu a Deus, introduzindo o pecado e a morte no mundo. Paulo aponta para a vida que herdamos de Adão, a qual inclui também a morte. Por outro lado, refere-se a Cristo como o "espírito vivificante", pois aqueles que estão em Cristo ressuscitarão e herdarão a vida eterna (Mateus 19:29).

    Não foi o espiritual que veio antes, mas o natural; depois dele, o espiritual (1 Coríntios 15:46).

    Paulo então nos lembra de que devemos valorizar tanto nossas vidas naturais quanto espirituais. Embora habitemos corpos físicos, temos um propósito que vai além do plano físico. O corpo natural é a primeira etapa da vida do crente; o espiritual, o estado que os crentes terão na ressurreição. Essa compreensão dá esperança aos que creem, na certeza de que as dificuldades da vida na Terra serão substituídas por uma existência espiritual gloriosa. “E assim estaremos com o Senhor para sempre” (1 Tessalonicenses 4:17).

    O primeiro homem era do pó da terra; o segundo homem, do céu. Os que são da terra são semelhantes ao homem terreno; os que são do céu, ao homem celestial. (1 Coríntios 15:47–48).

    No livro de Gênesis, lemos que Deus criou o primeiro homem, Adão, a partir do pó da terra e o colocou no Jardim do Éden. Depois que pecou, Adão foi retirado do Éden e obrigado a cultivar a terra. Passou a ter teve um tempo limitado de vida, pois morreria e retornaria ao pó de onde veio (Gênesis 3:17–19). A introdução do pecado no mundo transformou todos em pecadores por natureza e experimentam a morte (Romanos 5:12-15).

    Paulo então se refere ao "segundo homem", Cristo, que é "do céu" e é divino e eterno. Com isso, salienta a diferença entre o natural e o espiritual. Adão representa a raça humana pecadora, e Jesus representa a humanidade redimida. A natureza de Adão resultou em morte; a natureza de Jesus resultou em justiça e vida eterna. Embora nossos corpos atuais sejam perecíveis como os de Adão, aqueles que pertencem a Cristo eventualmente terão corpos glorificados como o dEle.

    Ao abordar a diferença entre Adão e Jesus, Paulo aponta que todas as pessoas compartilham a natureza terrena e pecaminosa de Adão, junto com suas fraquezas e sua morte eventual. No entanto, aqueles que pertencem a Cristo compartilham de Sua natureza celestial. Sobre esse ponto, o comentarista bíblico Leon Morris escreveu:

    Nossos corpos são corpos terrenos e compartilham da corrupção que faz parte das coisas terrenas. Mas os cristãos não são apenas terrenos; eles também são 'celestiais' por causa de sua relação com Cristo. Isso significa que o povo de Cristo será como Ele (1 João 3:2). O corpo ressurrecto do Cristo revela como será a vida para os crentes naquele novo mundo que a ressurreição nos trará.4

    Assim como tivemos a imagem do homem terreno, teremos também a imagem do homem celestial (1 Coríntios 15:49).

    Paulo explica que, assim como os humanos carregaram a imagem da natureza pecadora e mortal de Adão, eles carregarão a imagem celestial, que é justa, imortal e conforme à semelhança de Cristo.

    Irmãos, eu lhes declaro que carne e sangue não podem herdar o Reino de Deus, nem o que é perecível pode herdar o imperecível (1 Coríntios 15:50).

    Paulo argumenta que nosso estado atual —mortal e fraco— não é compatível com a natureza divina do reino de Deus. As coisas da terra perecem e não alcançarão o que é eterno. O corpo perecível não pode entrar em estado de incorrupção nem entrar no reino dos céus em sua condição atual. A ressurreição é necessária para transformar o corpo em, como lemos na carta de Paulo aos filipenses: "A nossa cidadania, porém, está nos céus, de onde esperamos ansiosamente um Salvador, o Senhor Jesus Cristo [...]ele transformará os nossos corpos humilhados, para serem semelhantes ao seu corpo glorioso." (Filipenses 3:20–21).

    Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta. Pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis e nós seremos transformados (1 Coríntios 15:51–52).

    Paulo começa dizendo "Eis”, para indicar que o que ele está prestes a dizer é importante. A palavra "mistério" nesse contexto refere-se a uma verdade divina anteriormente não revelada.5 Paulo já aludiu à ressurreição que acontecerá quando Cristo voltar para os que Lhe pertencem (1 Coríntios 15:22–23). Claro, algumas pessoas ainda estarão vivas por ocasião da volta de Cristo. Elas serão transformadas ao entrarem na eternidade e seus corpos serão transformados em corpos glorificados (1 Tessalonicenses 4:16–17).

    A mudança que ocorrerá será instantânea. Será acompanhada pelo toque de trombeta, associado no Novo Testamento ao retorno de Cristo, à ressurreição dos mortos e ao início da nova criação.6 Num piscar de olhos, todos os corpos mortais serão substituídos por imortais. Os mortos ressuscitarão e não enfrentarão mais a morte nem a degeneração. Aqueles que estiverem vivos serão transformados.

    Esses versículos nos dão a certeza de que, mesmo na morte, carregamos a promessa de uma nova vida que nunca perecerá. Temos a certeza de que a transformação será a realidade de todo aquele que crê.

    Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é mortal, se revista de imortalidade. (1 Coríntios 15:53).

    Paulo aborda o que ocorre quando os crentes fazem a transição do mundo mortal para a vida eterna. Fala sobre deixarmos nossa natureza perecível e sobre a existência imortal. Nossos corpos mortais serão substituídos por corpos imperecíveis.

    Quando, porém, o que é corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal, de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: "A morte foi destruída pela vitória" (1 Coríntios 15:54).

    Paulo cita Isaías 25:8 ao declarar que "a morte foi destruída pela vitória". Toda aquele que crê em Jesus assumirá a forma que Deus preparou para Seus filhos. Nossos corpos terrenos serão substituídos por corpos imortais que viverão junto a Deus.

    "Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão? " (1 Coríntios 15:55)

    As duas perguntas de Paulo, onde está a vitória da morte e seu aguilhão, remetem para a derrota da morte na ressurreição de Cristo — e sua derrota final em Seu retorno. A vitória sobre a morte e o túmulo traz conforto e encorajamento aos cristãos, pois nos lembra do futuro triunfante e eterno que nos espera por meio de Cristo. A morte é apenas uma ponte para nossa vida celestial.

    O aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. (1 Coríntios 15:56).

    Paulo destaca a conexão entre pecado, morte e lei. O pecado causa morte espiritual. A lei não nos salva do pecado, ao contrário, ela evidencia nossa necessidade de redenção, mostra o poder do pecado e a necessidade de um Salvador para nos libertar da escravidão do pecado.

    Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Coríntios 15:57).

    Essa bela expressão de agradecimento a Deus aborda o triunfo sobre o pecado e a morte por meio de Cristo. Paulo reúne os temas de ação de graças e adoração, vitória e o papel central de Cristo em nossas vidas. Enquanto o pecado nos separa de Deus, a morte sacrificial de Cristo na cruz nos traz perdão e reconciliação com Deus. Nossa resposta deve ser gratidão contínua e ação de agradecimento por tudo o que nos foi concedido por Cristo.

    Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil (1 Coríntios 15:58).

    Paulo termina sua carta aos coríntios com carinho, dirigindo-se a eles como "meus amados irmãos". Ele os incentiva a permanecerem firmes na fé e leais ao seu chamado, prontos para sempre se entregarem à obra de Deus. Garante que, se fizerem isso, poderão estão certos de que suas obras não serão inúteis. Seus esforços terão sentido e trarão frutos, mesmo que os resultados não sejam imediatamente evidentes.

    Assim chegamos ao fim dos quinze primeiros capítulos de 1 Coríntios. O capítulo final, 1 Coríntios 16, não é abordado nesta série. Encerra a carta, trata de instruções práticas de Paulo para a igreja, dos planos de viagem de Paulo e outros assuntos da igreja local.


    1 Alan F. Johnson, 1 Corinthians, The IVP New Testament Commentary Series (IVP Academic, 2004), 302.

    2 Richard L. Pratt, Holman New Testament Commentary—1 & 2 Coríntios, Vol. 7 (B&H Publishing Group, 2000).

    3 Leon Morris, 1 Corinthians: An Introduction and Commentary, Vol. 7, Tyndale New Testament Commentaries (InterVarsity Press, 1985), 194.

    4 Morris, 1 Corinthians, 198–199.

    5 Johnson, 1 Corinthians, 307.

    6 Veja Mateus 24:31; 1 Tesalonicenses 4:16; Apocalipse 11:15.

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  • Fev 17 A Vida de Discipulado, 8ª Parte: Compartilhando a Fé
  • Fev 3 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 20–36)
  • Jan 20 A Vida de Discipulado, 7ª Parte: Servir a Deus Servindo ao Próximo
  • Dez 16 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 1–19)
  • Dez 2 A Vida de Discipulado, 6ª Parte: Amor pelos Outros
  • Nov 11 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 26–40)
  • Out 28 A Vida de Discipulado, 5ª Parte: Buscar primeiro o Reino de Deus
  • Out 14 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 1–25)
  • Set 30 A Vida de Discipulado, 4ª Parte: Relacionamento com Deus
   

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Vamos à Essência de Tudo
Uma série de ensaios tratando dos princípios da fé e doutrina cristãs.
A Prática do Cristianismo
Como aplicar os ensinamentos da Bíblia ao nosso cotidiano e decisões diárias.