• O mundo passará, mas a Palavra de Deus permanecerá eternamente.

  • Deixe a sua luz brilhar.

  • O louvor é a essência da adoração a Deus.

  • Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro.

  • Buscando primeiro o Seu reino.

Âncora

Devocionais fáceis de usar

  • Compartilhando as Boas Novas — Um Coração de Cada Vez

    Tesouros

    [Sharing the Good News—One Heart at a Time]

    Compartilhar a fé e conduzir as pessoas à salvação por meio da fé em Cristo é uma tarefa desafiadora, porém muito gratificante. Nem todos têm interesse em conhecer Jesus ou em buscar um relacionamento com Deus. Mas quando as pessoas recebem um testemunho e vêm a Cristo — seja no local ou depois — é um privilégio maravilhoso fazer parte disso ou desempenhar um papel de alguma forma.

    Algumas pessoas com quem conversamos ou para quem damos um folheto do evangelho estão em um momento da vida em que estão abertas e prontas para receber a mensagem e aprender sobre o cristianismo. Talvez outras já tenham plantado sementes na forma de testemunha, ou Deus tenha agido em suas vidas de outras formas para levá-las até esse ponto. Então o Senhor as coloca no nosso caminho para podermos ajudá-las a conhecer o salvador de Cristo e a receber Jesus como Senhor e Salvador.

    Mas não se surpreenda se algumas pessoas rejeitarem abertamente o seu testemunho ou até menosprezarem a sua fé. Pode ser desanimador quando você se aproxima para compartilhar a verdade que libertará as pessoas (João 8:31–32), e é ignorado, elas mudam de assunto, olham com desconfiança ou, em alguns casos, o ridicularizam ou atacam verbalmente. Quando isso acontecer (como acontece com todos em algum momento), não desista. Nosso papel é plantar as sementes da verdade e da fé e somente Deus pode fazê-las crescer em corações receptivos, como vemos na Parábola do Semeador.

    O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Parte dela caiu sobre pedras e, quando germinou, as plantas secaram, porque não havia umidade. Outra parte caiu entre espinhos, que cresceram com ela e sufocaram as plantas. Outra ainda caiu em boa terra. Cresceu e deu boa colheita, a cem por um.

    Este é o significado da parábola: A semente é a palavra de Deus. As que caíram à beira do caminho são os que ouvem, e então vem o diabo e tira a palavra dos seus corações, para que não creiam e não sejam salvos. As que caíram sobre as pedras são os que recebem a palavra com alegria quando a ouvem, mas não têm raiz. Creem durante algum tempo, mas desistem na hora da provação. As que caíram entre espinhos são os que ouvem, mas, ao seguirem seu caminho, são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida, e não amadurecem Mas as que caíram em boa terra são os que, com coração bom e generoso, ouvem a palavra, a retêm e dão fruto, com perseverança. —Jesus,Lucas 8:5–151

    A experiência com jardinagem ou agricultura nos ensina que quem planta a semente não controla se ela irá crescer ou não. O jardineiro ou agricultor faz a sua parte ao preparar o solo, plantar a semente e regá-la e adubá-la, mas apenas Deus pode fazer a semente crescer. Não importa quão eficazmente você compartilhe o Evangelho com outras pessoas, o fruto final ou o resultado do seu testemunho está nas mãos do Senhor, de acordo com a resposta de cada indivíduo. Uma pessoa pode preparar o solo, outra plantar a semente e outra regar, mas é Deus quem dá o crescimento (1 Coríntios 3:6).

    A primeira reação de algumas pessoas ao testemunho cristão é negativa simplesmente porque foram pegas de surpresa. Não esperavam nem estavam preparadas para entrar em uma conversa sobre um tema tão profundo quanto a fé em Deus ou o destino após esta vida. Outras podem ter tido experiências ruins ou ouvido argumentos contra o cristianismo que as deixaram desiludidas. Algumas precisam ser conquistadas por meio de um exemplo pessoal — o evangelho encarnado na vida cotidiana — antes de estarem dispostas a ouvir a mensagem.

    Algumas podem sentir que, se receberem Jesus como Salvador, estariam traindo a religião na qual foram criadas ou seriam rejeitadas por sua família e cultura. Outras ainda não descobriram a futilidade de buscar a verdade máxima, o propósito e o sentido da vida nas coisas deste mundo, ou não querem pensar na morte e na vida após ela, muito menos do pecado e de seu destino eterno.

    Há muitas razões pelas quais as pessoas não abrem o coração para Jesus na primeira vez em que têm essa oportunidade. Em culturas não cristãs e secularizadas, muitas vezes é necessário tempo e paciência para conduzir as pessoas a um conhecimento salvador de Jesus. Em alguns casos, envolve construir amizades e ser um bom vizinho, amigo, colega de trabalho ou aluno. Algumas pessoas são atraídas ao cristianismo por um exemplo vivo da nossa fé, pela maneira como vivemos e pelo amor e cuidado que demonstramos pelos outros.

    Se alguém não estiver pronto para ouvir, não devemos forçar — mas tampouco desistir. Pode ser que nosso encontro seja apenas um passo em sua jornada até Jesus. Podemos continuar a orar e pedir ao Senhor que continue a agir no coração da pessoa e a regar as sementes que plantamos. Podemos nos colocar à disposição e deixá-las saber que teremos prazer em conversar quando desejarem. Talvez possamos encorajar sua fé por meio de um e-mail ou oferecendo, de tempos em tempos, literatura cristã.

    Nossa tarefa é plantar as sementes da Palavra e da verdade de Deus no solo do coração das pessoas. A luz do Seu amor e a água da Sua Palavra resultarão, em alguns casos, no milagre de uma nova vida para aqueles que O receberem. Nossa paixão e desejo são compartilhar as boas-novas da salvação e ajudar outras pessoas a chegarem à fé em Cristo, mas somente Deus pode agir nos corações e vidas. Podemos apenas compartilhar a verdade do evangelho e demonstrar o amor de Deus; se elas escolhem ou não crer, receber e seguir Jesus como seu Senhor e Salvador é algo que pertence a cada pessoa diante de Deus.

    Podemos preparar o solo, amaciá-lo com nossas orações e semear. Talvez nem sempre vejamos a colheita, mas podemos confiar que o Senhor agirá no coração e na vida das pessoas que O receberem. À medida que somos fiéis em compartilhar um testemunho, um folheto evangelístico, um Novo Testamento ou outros recursos cristãos, podemos confiar que o Espírito Santo atuará em seus corações e vidas. Quer essa pessoa escolha ou não receber a mensagem e vir a Cristo, estamos sendo fiéis ao cumprir o nosso chamado de pregar o Evangelho (Marcos 16:15).

    Dicas para compartilhar eficazmente as boas-novas

    Cabe a nós compartilhar as boas-novas com todas as pessoas em todos os lugares. Ao fazermos isso, é importante que vejamos cada pessoa como alguém que possui valor intrínseco aos olhos de Deus e é amada por Ele. Precisamos olhar além da aparência e enxergá-las como Deus as vê, como uma criação única.

    Jesus nos deu um exemplo vivo de como se aproximar de pessoas que, em Sua época, não eram culturalmente aceitáveis. Ele falou com os desprezados cobradores de impostos, como Zaqueu, e chamou um deles, Mateus, para ser Seu discípulo. Ele Se aproximou de Maria Madalena, da mulher samaritana que encontrou junto ao poço, e curou os excluídos e os “intocáveis” de seu tempo. “O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração” (1 Samuel 16:7). Peça a Deus que o ajude a ver cada pessoa que Ele colocar em seu caminho com os Seus olhos.

    Alguns debatem o cristianismo por ceticismo, incredulidade e porque deseja expor seus pontos de vista. Mas nem todos os que parecem argumentativos se enquadram nessa categoria. Algumas pessoas são sinceras e argumentam porque estão genuinamente em busca de respostas; querem que suas objeções sejam rebatidas de maneira satisfatória.

    Jesus deixou um exemplo valioso. Algumas perguntas eram sinceras, de pessoas que queriam conhecer a verdade, como Nicodemos que questionou como alguém poderia nascer de novo (João 3:1–21), e a samaritana junto ao poço, que perguntou sobre a água viva (João 4:5–15). Jesus respondeu e as conduziu à verdade sobre quem Ele era e como poderiam entrar no reino de Deus.

    Os líderes religiosos da época só faziam perguntas para apanhá-lO em suas próprias palavras. Quando Jesus percebia que apenas queriam causar problemas, respondia com grande cautela, fazendo-lhes perguntas que os expunham e revelavam suas verdadeiras intenções. (Veja, por exemplo, Mateus 22:15–22; João 8:6–9.)

    A Bíblia nos ensina a falar com convicção, mas também com mansidão e respeito. “Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês” (1 Pedro 3:15). O apóstolo Paulo escreveu: “Ao servo do Senhor não convém brigar mas, sim, ser amável para com todos, apto para ensinar, paciente.  Deve corrigir com mansidão os que se lhe opõem, na esperança de que Deus lhes conceda o arrependimento, levando-os ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 2:24–25).

    Se, depois de algum tempo tentando se relacionar com alguém que é argumentativo ou hostil e procurando responder às suas perguntas ou objeções, ficar claro que a pessoa não quer ouvir as respostas oferecidas pela Bíblia, retire-se educadamente da conversa. Em Colossenses, lemos: “Sejam sábios no procedimento para com os de fora; aproveitem ao máximo todas as oportunidades. O seu falar seja sempre agradável e temperado com sal, para que saibam como responder a cada um” (Colossenses 4:5–6). Muitas vezes, ouvir com atenção e depois apresentar a verdade de forma amorosa e positiva é mais eficaz do que rebater.

    Às vezes, quando testemunha para duas pessoas ou mais ao mesmo tempo, uma delas pode se mostrar resistente e tentar atrapalhar o testemunho. – Fazendo comentários depreciativos, perguntas insinceras ou desdenhosas, ou criando distrações. Costuma ser mais eficaz conversar individualmente, pois muitos ficam constrangidos ao falar sobre Deus, fé e assuntos espirituais, especialmente na frente de seus pares. No diálogo pessoal, até mesmo aqueles que pareciam não receptivos em grupo podem se mostrar mais abertos.

    Um testemunho cativante

    Em 1 Coríntios, Paulo declarou sua estratégia para alcançar as pessoas com o Evangelho: “Fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns. Faço tudo isso por causa do evangelho, para ser coparticipante dele” (1 Corinthians 9:19–23).

    Também podemos buscar uma abordagem que se relacione com cada uma em sua situação, história e cultura. Podemos nos aproximar e conversar de maneira amistosa, compreensiva, compassiva e solidária, procurando encontrar os pontos em comum. Ao testemunhar a não cristãos, podemos focar na pessoa de Jesus, a única figura religiosa que assumiu a forma humana, veio à terra e entregou a sua vida para a redenção e salvação da humanidade. Podemos falar do Seu grande amor por toda a humanidade e do Seu poder para transformar, curar, consolar e restaurar corações e vidas quebrantados.

    Jesus disse que veio para “buscar e salvar o que estava perdido” (Lucas 19:10). O Senhor também nos adverte a exercer sabedoria quanto a como, quando e a quem testemunhamos. “Eis que eu os envio como ovelhas no meio de lobos”, disse Jesus aos discípulos; “portanto, sejam astutos como as serpentes e simples como as pombas” (Mateus 10:16). Somos chamados a compartilhar a mensagem do amor e da verdade de Deus com todos, mas especialmente com aqueles que crerão e aceitarão.

    As recompensas

    Como cristãos nascidos de novo, fomos chamados e comissionados para ser testemunhas de Jesus e compartilhar as boas-novas com aqueles que Ele coloca em nosso caminho. “Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Coríntios 5:20). Ser seus embaixadores é tanto o nosso chamado quanto o nosso privilégio.

    Compartilhar as boas-novas do evangelho é profundamente gratificante! É um privilégio participar da transformação que o Senhor realiza no espírito e na vida das pessoas e saber que um familiar, amigo ou alguém a quem testemunhamos foi conduzido à salvação eterna. “Há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10), e nós, como instrumentos de Deus na terra, também participamos dessa alegria. Só isso já seria recompensa suficiente, mas há muito mais, pois Jesus prometeu recompensas abundantes no céu às Suas testemunhas. “Eu lhes digo: quem me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus” (Lucas 12:8).

     Nem sempre é uma tarefa fácil, e haverá momentos em que ficaremos desanimados ou frustrados quando nosso testemunho parecer não estar produzindo muitos frutos. Nessas ocasiões, ajuda lembrar que todo sacrifício feito nesta vida valerá a pena quando virmos Jesus. Um dia experimentaremos a alegria de saber que tivemos participação na salvação de outras pessoas e que fomos fiéis à Grande Comissão.

    Publicado no Âncora em fevereiro de 2026.

    [Adapted/Rewritten from Get Activated booklet “One Heart at a Time”]


    1 A parábola do semeador também se encontra em Mateus capítulo 13 e Marcos capítulo 4.

  • Fev 2 O Chamado para Perdoar
  • Jan 30 4 Razões Válidas Para Aceitarmos os Evangelhos Como Testemunhos Oculares
  • Jan 29 Maravilhas Eternas
  • Jan 27 Seguindo a Orientação de Deus
  • Jan 22 Os Efeitos do Cristianismo: Trabalho e Descobertas Científicas
  • Jan 21 A História da Relojoeira que Perdoou a Seus Inimigos
  • Jan 19 Comunicação com Deus
  • Jan 16 A História de Elias
  • Jan 13 Cruzando a Linha de Chegada
   

Espaço dos Diretores

Estudos bíblicos e artigos para edificação da fé

  • 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 20–36)

    [1 Corinthians: Chapter 15 (verses 20–36)]

    Em 1 Coríntios 15:14–19, Paulo abordou as implicações da negação da ressurreição de Cristo e concluiu afirmando: “E, se Cristo não ressuscitou, inútil é a fé que vocês têm, e ainda estão em seus pecados [...] Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão.” Agora, na próxima seção de seu discurso sobre a ressurreição, Paulo não usa mais a  abordagem do se e a declara como fato.

    Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram (1 Coríntios 15:20).

    Deus ressuscitou Jesus após Sua morte na cruz. Paulo se refere à sua ressurreição como "as primícias" dos mortos. Primícias é um termo usado para os primeiros frutos colhidos, o primeiro feixe da colheita de grãos, que era trazido ao templo e oferecido a Deus para consagrar a colheita.

    Diga o seguinte aos israelitas: Quando vocês entrarem na terra que lhes dou e fizerem colheita, tragam ao sacerdote um feixe do primeiro cereal que colherem. O sacerdote moverá ritualmente o feixe perante o Senhor para que seja aceito em favor de vocês (Levítico 23:10–11).

    Quando Cristo ressuscitou, Ele foi o primeiro fruto e precursor daqueles que morreram e ressuscitarão em corpo de ressurreição. Sua ressurreição mostra o que está por vir para todos os crentes no futuro. “Eis que eu lhes digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (1 Coríntios 15:51). “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, pois o veremos como ele é”  (1 João 3:2). Assim como Deus ressuscitou Jesus, ressuscitará todos aqueles que confiam em Cristo quando chegar a hora. Porque Cristo ressuscitou, nós também ressuscitaremos.

    Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados  (1 Coríntios 15:21–22).

    Paulo usa como exemplo Adão, o primeiro homem, que por ter pecado, a morte veio ao mundo. Por outro homem, Jesus, veio a vida e a ressurreição dos mortos. Ele abriu caminho para que todos aqueles que acreditam nele sejam perdoados por seus pecados.

    O pecado de Adão trouxe a morte ao mundo, e sua morte foi o padrão para todos os outros que viriam depois dele. Como Adão morreu, todos os outros humanos pereceram. Da mesma forma, a ressurreição de Cristo tornou possível que aqueles que são perdoados por seus pecados pela fé nele fossem ressuscitados. Desde que Jesus ressuscitou, aqueles que estão em Cristo também serão "feitos vivos" por meio de sua ressurreição corporal do túmulo.

    Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem (1 Coríntios 15:23).

    Paulo descreve a ordem em que os crentes são ressuscitados. Explica que, porque Cristo ressuscitou dos mortos, há uma promessa de que todos os salvos também ressuscitarão. Sua ressurreição não foi um evento isolado, mas sim o primeiro fruto dos crentes que também ressuscitarão dos mortos.

    Na segunda vinda de Cristo, os mortos em Cristo ressuscitarão assim como Ele foi após Sua crucificação. Sua ressurreição mostra o que está por vir para todos os crentes. Isso nos tranquiliza de que, enquanto todos enfrentamos a morte, podemos fazê-lo sem medo, pois assim como Cristo ressuscitou dos mortos, nós também seremos.

    Então virá o fim, quando ele entregar o Reino a Deus, o Pai, depois de ter destruído todo domínio, autoridade e poder (1 Coríntios 15:24).

    Uma vez que todos os crentes tenham ressurgido, a história chega ao seu fim. O tempo dará lugar à eternidade. Jesus falou desse dia, que seria precedido por Sua segunda vinda, em Mateus 24. “¹⁴ E este evangelho do Reino será pregado em todo o mundo como testemunho a todas as nações, e então virá o fim” (Mateus 24:14).

    O fim virá quando Cristo tiver completado Sua obra e, portanto, entregar o reino ao Pai. Ele terá cumprido o plano de Deus e destruído todo domínio, autoridade e poder (2 Pedro 3:10–13). Sobre esse ponto, o estudioso da Bíblia Leon Morris escreveu:

    Depois que Cristo voltar, então o fim virá. Será hora do julgamento final e da nova criação. Neste momento, Cristo entregará o reino a Deus Pai. …depois que tiver destruído todo domínio, autoridade e poder. Em outros lugares, Paulo usou essa terminologia para descrever tanto a autoridade humana (Romanos 13:1–3) quanto os poderes demoníacos (Efésios 1:21). Nesse contexto, ele se referiu à destruição de todos os poderes que se erguem contra o reino de Cristo, sejam humanos ou sobrenaturais.1

    Isso representa a derrota final de toda oposição e enfatiza a vitória de Cristo. Este versículo também incentiva os crentes a permanecerem fortes em sua fé, sabendo que, embora possamos enfrentar dificuldades e dificuldades, fazem parte de um plano divino que termina em vitória.

    Pois é necessário que ele reine até que todos os seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés (1 Coríntios 15:25).

    O reinado de Cristo continuará após a ressurreição corporal dos crentes, até que todos os inimigos sejam derrotados e sob seus pés. Isso significa a autoridade total de Jesus sobre todo adversário. Colocar Seus "inimigos sob seus pés" expressa a vitória de Cristo e Sua derrota final de todo inimigo. Todo pecado, luta e oposição terminarão sob Seu reinado.

    O último inimigo a ser destruído é a morte (1 Coríntios 15:26).

    Paulo olha para um futuro em que a morte é destruída e o medo da morte não têm mais poder sobre nós. Nossa esperança está na promessa da eternidade com Deus. Esse conhecimento nos ajuda a superar o medo da morte e liberta "aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte" (Hebreus 2:14–15). A vitória de Cristo sobre a morte nos dá esperança e segurança. Embora todos enfrentemos a morte, temos a promessa da vida eterna.

    Porque ele "tudo sujeitou debaixo de seus pés". Ora, quando se diz que "tudo" lhe foi sujeito, fica claro que isso não inclui o próprio Deus, que tudo submeteu a Cristo (1 Coríntios 15:27).

    Ao dizer que Deus colocou tudo sob os pés de Cristo, afirma que o Filho tem autoridade sobre toda coisa criada, incluindo anjos, governantes, forças naturais e demônios. Essa subordinação a Cristo resulta na ressurreição de todos os crentes e na derrota e destruição da própria morte. Paulo acrescenta uma exceção ao "tudo" na submissão, que é Deus. Deus é quem colocou tudo sob Cristo, exceto a Si Mesmo.

    Quando, porém, tudo lhe estiver sujeito, então o próprio Filho se sujeitará àquele que todas as coisas lhe sujeitou, a fim de que Deus seja tudo em todos (1 Coríntios 15:28).

    Uma vez que Cristo tenha vencido todos os inimigos, inclusive a morte, e tenha trazido todas as coisas sob Sua autoridade, Ele se apresentará de volta ao Pai "a fim de que Deus seja tudo em todos." "Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém" (Romanos 11:36). Jesus estará em submissão eterna ao Pai. Claro, Jesus também é igual a Deus enquanto a Segunda Pessoa da Trindade. Assim como o Pai tem autoridade absoluta sobre tudo como Criador, assim Jesus tem autoridade absoluta como Criador. " Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação, pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades; todas as coisas foram criadas por ele e para ele" (Colossenses 1:15–16).

    Se não há ressurreição, que farão aqueles que se batizam pelos mortos? Se absolutamente os mortos não ressuscitam, por que se batizam por eles? (1 Coríntios 15:29).

    Neste versículo e nos versículos 30–34, Paulo usa a lógica para tentar persuadir os coríntios de que haverá uma ressurreição do fim dos tempos de todos os cristãos dos mortos. Sua abordagem é apelar às próprias experiências deles e às de Paulo e dos apóstolos para colocar a questão de por que fazer essas coisas se não há ressurreição?2

    Paulo começa referindo-se ao que parece ser uma prática entre alguns na igreja coríntia. Embora várias interpretações sobre o significado desse versículo tenham sido apresentadas, a mais evidente é que os coríntios praticavam batismos vicários em nome daqueles que haviam falecido.3 Parece que Paulo pode estar fazendo referência a essa prática para levar os coríntios a refletirem sobre suas crenças sobre a vida após a morte — ou seja, se não houver ressurreição dos mortos, que significado teria tal prática? Não há indicação, no entanto, de que ele endossasse essa prática, e ela não é praticada na igreja atualmente. Como observou um comentário bíblico, "A Bíblia não dá suporte à ideia de que alguém pode ser salvo sem a fé pessoal em Cristo."4

    Também nós, por que estamos nos expondo a perigos o tempo todo?(1 Coríntios 15:30).

    Paulo prossegue neste versículo para apelar aos desafios enfrentados e sacrifícios feitos por ele mesmo e por outros apóstolos ao proclamar o evangelho e construir a igreja primitiva. Sobre esse ponto, um comentarista observou:

    Ele [Paulo] pediu que se explicasse o fato de que eles se colocavam em perigo a cada hora. Aqueles que primeiro levaram o evangelho de Cristo o fizeram com grande risco pessoal. Eles foram presos, espancados, apedrejados e assassinados. … Todo o ministério de Paul envolvia perigo e sacrifício diários. Sua perda pessoal foi tão certa quanto o fato de que ele sentiu glória ou alegria pelos fiéis crentes coríntios em Cristo Jesus, o Senhor.5

    A declaração de Paulo também indica que enfrentar o perigo faz parte de ser cristão. Viver uma vida baseada na fé envolve risco, sacrifício e sair da nossa zona de conforto. Devemos enfrentar desafios, permanecer firmes e acreditar nas promessas de Deus. Ao enfatizar a expressão "a cada hora", Paulo destaca que nossa caminhada com Cristo não é um evento único; é um compromisso diário — a cada hora — de segui-lO.

    Todos os dias enfrento a morte, irmãos; isso digo pelo orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus, nosso Senhor! (1 Coríntios 15:31).

    Ao falar sobre morrer diariamente, Paulo se refere aos sacrifícios que faz diariamente e à autonegação e abandono dos desejos pessoais que ele sofre para seguir Cristo. Ele aponta o custo de seu discipulado ao afirmar: "Eu morro todos os dias." Em outros lugares, ele se refere aos perigos que enfrentou ao pregar o evangelho, pois sua vida como missionário foi marcada por dificuldades. Cinco vezes foi espancado com trinta e nove chicotadas. Três vezes foi espancado com varas. Uma vez ele foi apedrejado. Ele naufragou três vezes. (Veja  2 Coríntios 11:24–25.)

    Se foi por meras razões humanas que lutei com feras em Éfeso, que ganhei com isso? Se os mortos não ressuscitam, "comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (1 Coríntios 15:32).

    Paulo se refere às suas experiências em Éfeso, onde enfrentou desafios e perigos ao espalhar o Evangelho, para mais uma vez levantar a questão de que significado isso teria sem a ressurreição. Quando menciona lutar contra feras selvagens, provavelmente se refere às provações e lutas que enfrentou, ao falso ensinamento que teve que refutar e à intensa perseguição que enfrentou enquanto trabalhava para pregar o evangelho e construir a igreja local. Paulo argumenta que os sacrifícios envolvidos em viver por Cristo não podem ser justificados sem a esperança da ressurreição.6

    Paulo destaca que, se não há esperança além desta vida, o esforço que colocamos para viver de maneira piedosa e os sacrifícios que fazemos para servir a Cristo são em vão. Se não houver ressurreição, então simplesmente existimos em um mundo cheio de dificuldades e sofrimento, e nosso único recurso seria "comer e beber, pois amanhã morremos." Felizmente, não é o caso. A ressurreição é real. A promessa da vida eterna existe. "A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos" (Hebreus 11:1:).

    Não se deixem enganar: "as más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33).

    Paulo estava preocupado com falsos professores que haviam entrado na igreja coríntia. Ele citou um provérbio de um poeta grego, provavelmente conhecido entre os coríntios: "as más companhias corrompem os bons costumes”. Paulo destaca que os crentes devem ser sábios sobre com quem se relacionam e, neste caso, com pessoas que negam a ressurreição, uma doutrina cristã essencial, pois isso pode afastar as pessoas da verdade.

    Como justos, recuperem o bom senso e parem de pecar; pois alguns há que não têm conhecimento de Deus; digo isso para vergonha de vocês (1 Coríntios 15:34).

    Paulo então chama os coríntios para que voltem à razão. Ele não está dizendo que eles estavam bebendo e que estão literalmente em estado de embriaguez. Na verdade, ele os repreende a acordar e recuperar o "bom senso"  da alma e da mente. Paulo está corrigindo fortemente eles, dizendo que deveriam se envergonhar. Ele os admoesta a parar de pecar, a voltar à razão e a ter um conhecimento correto de Deus e compreensão da futura ressurreição dos crentes. Ao escrever: "Digo isto para a vergonha de vocês", Paulo repreende os coríntios por não viverem de uma maneira que esteja alinhada com o conhecimento deles sobre Deus.

    Mas alguém pode perguntar: "Como ressuscitam os mortos? Com que espécie de corpo virão?” Insensato! O que você semeia não nasce a não ser que morra. (1 Coríntios 15:35–36).

    Paulo passa a abordar objeções e questões sobre a ressurreição e a vida após a morte, que provavelmente já ouviu ou está antecipando. As questões que ele levantou aqui são sobre como Deus trará os mortos de volta à vida e qual forma corporal eles terão. Responde fortemente à pergunta. Provavelmente ele já foi questionado muitas vezes sobre a ressurreição dos mortos e o tipo de corpo que eles terão. Ele provavelmente sabe que não estão fazendo essas perguntas com sinceridade, e chama a pessoa imaginária que faz essas perguntas de tola.

    O apóstolo destaca que as sementes precisam morrer para trazer nova vida, e o que é plantado não cresce a menos que a semente morra primeiro. Na próxima seção deste capítulo, ele argumentará que o corpo ressuscitado é um pouco como o corpo antes da morte. Nossos corpos terrenos passarão por mudanças. Nossos corpos atuais são afetados pelo envelhecimento, doenças e, eventualmente, pela morte. Paulo expressa que na ressurreição haverá uma transformação. Os novos corpos que receberemos serão incorruptíveis e livres de decadência (1 Coríntios 15:51–53).

    (Continua)


    1 Leon Morris, 1 Corinthians: An Introduction and Commentary, Vol. 7, Tyndale New Testament Commentaries (InterVarsity Press, 1985), 186.

    2 Alan F. Johnson, 1 Corinthians, The IVP New Testament Commentary Series (IVP Academic, 2004), 295.

    3 Morris, 1 Corinthians: An Introduction and Commentary, 190.

    4 Crossway, ESV Study Bible (Crossway Bibles, 2008).

    5 Richard L. Pratt, Holman New Testament Commentary—1 & 2 Corinthians. Vol. 7 (B&H Publishing Group, 2000).

    6 Pratt, Holman New Testament Commentary—1 & 2 Corinthians.

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  • Jan 20 A Vida de Discipulado, 7ª Parte: Servir a Deus Servindo ao Próximo
  • Dez 16 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 1–19)
  • Dez 2 A Vida de Discipulado, 6ª Parte: Amor pelos Outros
  • Nov 11 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 26–40)
  • Out 28 A Vida de Discipulado, 5ª Parte: Buscar primeiro o Reino de Deus
  • Out 14 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 1–25)
  • Set 30 A Vida de Discipulado, 4ª Parte: Relacionamento com Deus
  • Set 16 A Vida de Discipulado, 3ª Parte: Permanecer em Cristo
  • Set 2 1 Coríntios: Capítulo 13 (versículos 1–13)
   

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