Nossas Crenças

A Família Internacional (AFI)

A Família Internacional (AFI) é uma comunidade cristã internacional dedicada à difusão da mensagem do amor de Deus em todo o mundo. Acreditamos que todos podem ter um relacionamento pessoal com Deus por meio de Jesus Cristo, que proporciona alegria, paz de espírito, a motivação para ajudar os outros e para divulgar as boas novas do Seu amor. De um modo geral, nossas crenças fundamentais são as mesmas abraçadas pelos demais cristãos em todo o mundo. Temos também algumas doutrinas não tradicionais. Uma característica que define nossa maneira de viver e nossa fé é a forma como aplicamos o princípio da Lei do Amor de Deus que, ensinou Jesus, se encerra em dois mandamentos, dos quais dependem “toda a lei e os profetas”.

Mateus 22:37–40

A Palavra de Deus

A Palavra de Deus é a pedra angular de nossas crenças e práticas. Acreditamos que a Bíblia seja a Palavra de Deus, escrita por homens de fé inspirados pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:21). Seus princípios eternos são o fundamento de nossa fé e as verdades nela contidas, a base da mensagem que pregamos.

Acreditamos que Deus seja um Deus vivo, que Se comunica com Seu povo e lhes transmite Sua mensagem por meio de contínuas revelações, profecias, palavras de orientação e conselho espiritual.

A Palavra de Deus detalha o Seu plano para a humanidade, nos ensina a viver em harmonia com Ele, com os demais, guia as nossas ações, decisões, é essencial para a nossa força e crescimento espirituais.

João 1:1; Mateus 24:35; João 8:31–32; Mateus 4:4; Romanos 10:17, 15:4; Atos 2:17; Amós 3:7; Provérbios 1:23

Deus

Acreditamos em um único Deus: o Ser onipotente, onisciente, onipresente e eterno que criou o Universo e dá vida a tudo o que nele há. A Bíblia nos ensina que “Deus é espírito” (João 4:24) e que “Deus é amor” (1 João 4:8). Acreditamos que Ele ame cada pessoa, que cuide de cada uma com um amor eterno e que deseje conduzir todo homem, mulher e criança a um relacionamento pessoal com Ele.

Deus existe eternamente na Trindade formada por três pessoas ao mesmo tempo distintas e inseparáveis: Deus, o Pai; Jesus, o Filho; e o Espírito Santo.

Isaías 43:10–11; João 4:24; João 14:23; 1 João 4:19, 5:7; Mateus: 28:19; 1 Coríntios 8:6; Apocalipse 4:11

Jesus Cristo

O amor de Deus pelo mundo foi tão grande que Ele enviou Seu único filho, Jesus Cristo, para trazer salvação ao mundo (João 3:16) e para ensinar à humanidade o Seu amor. Jesus é a manifestação do amor de Deus e sofreu a morte na cruz para remir os pecados da humanidade, para que esta pudesse se reconciliar com Deus (Isaías 53:4–6).

Acreditamos que Jesus foi milagrosamente concebido pelo Espírito Santo e que nasceu da Virgem Maria. Tornou-se carne e viveu como humano, para que pudesse se tornar mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). Três dias após Sua morte na cruz, ressuscitou e, 40 dias depois de ressurgir dos mortos, ascendeu ao Céu (Atos 1:3). Acreditamos que Ele retornará ao mundo para estabelecer o Seu reino de amor e justiça na Terra (Apocalipse 11:15).

1 Timóteo 3:16; João 1:14 Filipenses 2:5–11; Hebreus 4:14–15; 2 Coríntios 5:21; 1 Pedro 2:24–25; 1 Coríntios 15:3-6; Mateus 28:18; Atos 1:9–11

O Espírito Santo

Antes de Jesus subir ao Céu, prometeu enviar o Espírito Santo aos Seus seguidores, para fortalecê-los e guiá-los em suas vidas espirituais, em seu relacionamento com Deus e para permanecer ao lado deles sempre. (João 14:16).

O Espírito Santo guia os crentes em toda verdade, ajuda-os a compreender a Palavra de Deus, auxilia-os na oração e lhes dá o poder para serem testemunhas do Evangelho de Jesus Cristo (Atos 1:8). Acreditamos que todo o que crê pode ser preenchido pelo Espírito Santo, bastando pedir a Deus por isso. Sua presença na vida daqueles que creem pode se manifestar por meio de diversos dons espirituais, tais como sabedoria, conhecimento, fé, cura, milagres e profecia (1 Coríntios 12:4–11).

João 16:7,13; Atos 1:5,8; João 14:15–18,26; Lucas 11:13; Romanos 8:26–27; 1 Coríntios 12:4–11; Provérbios 8: 1, 23, 30

A Criação

Acreditamos que Deus criou o Universo conforme o relato bíblico da Criação, formou o primeiro homem e a primeira mulher à Sua imagem e lhes soprou o fôlego da vida (Gênesis 2:7), o que os tornou almas viventes pela criação divina e não pela evolução acidental. A criação visível de Deus dá testemunho claro de Sua existência invisível (Romanos 1:20).

Acreditamos que Deus tenha dado à humanidade a responsabilidade de cuidar do mundo e daqueles que nele habitam.

Gênesis 1:1; 26–27, 2:15; Salmo 8:4–8, 33:6–9; Jeremias 32:17; Hebreus 11:3

Salvação pela Graça

Acreditamos que Deus criou o primeiro homem e a primeira mulher sem pecado e que lhes concedeu o livre arbítrio. Quando eles optaram por Lhe desobedecer, cometeram pecado, que passou, desde então, a ser parte na natureza humana (Romanos 5:12–14) e a separou de Deus. Todavia, Ele, em Seu amor e misericórdia infinitos, reconciliou a humanidade Consigo mesmo dando Seu filho unigênito ao mundo, “para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Portanto, acreditamos, que todo aquele que aceita, por meio de Jesus Cristo, o perdão de Deus para seus pecados será perdoado, remido e, na vida porvir, viverá eternamente na presença de Deus.

A salvação (remissão dos pecados), uma dádiva do amor, da misericórdia e do perdão de Deus, somente pode ser obtida pela fé em Jesus. “Não por obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a Sua misericórdia” (Tito 3:5). Quando uma pessoa recebe a dádiva da salvação, está salva para sempre e, quando morrer, sua alma viverá eternamente no Céu. “Eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; ninguém poderá arrebatá-las da Minha mão.” (João 10:28). As pessoas que aceitam Jesus continuam passíveis de falhas e necessitadas do perdão de Deus, porém, suas fraquezas e pecados não lhes causam a perda da salvação.

Gênesis 3:17–19; 1 Coríntios 15:21–22; Romanos 3:23; 6:23; Efésios 2:7–9; 1 João 1:8; Atos 4:12; 1 João 5:12; Romanos 5:8–9, 8:38–39

A Bíblia diz que Deus honra e recompensa aqueles que pela fé se aproximam dEle (Hebreus 11:6). A fé cresce e se fortalece pelo estudo da Palavra de Deus (Romanos 10:17). Uma fé viva é a que se traduz em ações (Tiago 2:17). Acreditamos que a nossa deve estar integrada a cada aspecto de nossas vidas e interações com os demais. “O justo viverá da fé” (Romanos 1:17).

Acreditamos que Deus se importe com cada um de Seus filhos e queira orientar, apoiar, consolar, fortalecer e prover para eles. Nossa fé nos dá o poder para confiar nEle quanto aos desafios da vida, mesmo que nem sempre entendamos os Seus caminhos ou os Seus motivos para permitir nossas dificuldades. Ao entregarmos nossas vidas, esperanças e futuro em Suas mãos, confiamos que Ele cumprirá as promessas que nos fez e fará com que tudo que ocorrer na vida daqueles que O amam concorra, no final, para o seu bem (Romanos 8:28).

Hebreus 11:1,6; Marcos 9:23; Mateus 8:24-26; 2 Coríntios 5:7; Mateus 9:29; Hebreus 10:35; Provérbios 3:5-6; Isaías 55:8-11: Salmo 27:13-14, 23:1-4, 34:15, 17-19, 91:14-16

Viver uma Vida Divina

Acreditamos que a vida de um cristão, tanto suas palavras quanto suas ações, deva ser um exemplo vivo do amor de Deus. Nossas vidas devem manifestar as virtudes espirituais relacionadas na Bíblia: amor, gozo, paz longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22–23).

Acatamos a admoestação das Escrituras que nos diz: “não ameis o mundo, nem o que há no mundo” (1 João 2:15). Entendemos que isso signifique que aquele que crê deve evitar as atividades e as práticas da sociedade secular que sejam incompatíveis com os ensinamentos de Deus, e não viver em conformidade com atitudes e valores contrários aos Seus princípios.

Embora acreditemos firmemente que a salvação seja eterna e que não possa ser perdida, independentemente de nossas ações, podemos nos afastar dEle quando nossos atos não estiverem em conformidade com Seus mandamentos de amar Deus e os outros. Acreditamos que devemos nos esforçar para seguir os passos de Cristo, viver segundo os princípios ensinados em Sua Palavra, superar fraquezas e pecados pessoais que interferem em nosso relacionamento com Ele e com os outros.

Como nosso corpo pertence ao Senhor e é o santuário no qual o Espírito Santo habita, acreditamos que os cristãos devam se empenhar para ter um estilo de vida saudável (1 Coríntios 6:19–20).

1 João 2:5–6; Tiago 2:26; 1 João 2:15–17; Romanos 12:1–2; Provérbios 16:6; Tiago 3:17–18

Comunicação com Deus

A oração é o meio pelo qual nos comunicamos com Deus. Por ela, manifestamos nossa dependência de Deus, expressamos nosso louvor e gratidão, pedimos por necessidades e pela dos outros.

Acreditamos que a oração, mais do que um mero ritual religioso, deve ser um aspecto vibrante de nosso relacionamento com Deus, capaz de liberar o poder de Deus, segundo a Sua vontade, e obter dEle provisão, cura, consolo, paz de espírito, orientação e milagres. Jesus disse: “Tudo o que pedirdes em oração, crede que recebestes e será vosso.” (Marcos 11:24).

Acreditamos que Deus quer Se comunicar com as pessoas. Deseja ser uma presença próxima na vida de cada um, e oferecer orientação, ânimo e instrução. Ele fala ao coração daqueles que O buscam, de maneiras imperceptíveis e com sinais visíveis de Sua presença.

Deus prometeu revelar Suas palavras aos Seus filhos pelo Seu Espírito (Provérbios 1:23). A Bíblia denomina dom de profecia a habilidade de receber mensagens diretamente. Profetizar é um dom do Espírito Santo, disponível aos que creem e pode ter um papel ativo em suas vidas (Atos 2:17).

Jeremias 33:3; João 14:13-14; Mateus 7:7-8; 1 João 5:14-15; 1 Tessalonicenses 5:17; Romanos 12:6; Atos 2:17–18; Provérbios 3:5,6; Efésios 5:20; Salmo 34:1

A Grande Incumbência

Os cristãos receberam de Cristo a missão de disseminar as boas novas de Seu amor e salvação (Marcos 16:15), dádivas que Deus, por intermédio de Jesus, oferece a toda a humanidade e devem ser compartilhadas gratuitamente com todos. Acreditamos que os cristãos devam levar a mensagem de Deus às pessoas de todas as camadas da sociedade, por métodos alinhados com os valores cristãos.

Jesus foi um exemplo para Seus seguidores de alguém ativo na pregação das verdades espirituais, mas também de compaixão pelos necessitados, inclusive pelos pobres e desfavorecidos de Sua época. Portanto, acreditamos que os cristãos devam se esforçar para consolar, auxiliar e ministrar para os que precisam.

Mateus 28:19–20; 2 Timóteo 4:2; Daniel 12:3; Atos 26:18; Mateus 5:14,16; Lucas 9:1-2; Mateus 10:8; Provérbios 3:27; Provérbios 19:17; 1 Coríntios 16:14

A Comunidade de Fé

Acreditamos que a Igreja seja uma entidade espiritual formada por todos que acreditam em Jesus Cristo. A cristandade não se define por prédios, denominações ou instituições, mas é uma comunidade de fé, unida em espírito e amor. “Deus é Espírito, e importa que os que O adoram O adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24).

Acreditamos que o relato no Novo Testamento da convivência estreita, dos esforços cooperativos e da união de espírito vividos pela Igreja primitiva serve não somente como narrativa histórica, mas de modelo para as outras gerações de crentes.

Os membros da Família Internacional fazem parte de uma comunidade mundial de fé e se consideram irmãos e irmãs em espírito, unidos pelas crenças e propósito que compartilham. Acreditamos que da mesma forma que Jesus deu Sua vida por nós “devemos dar a nossa vida pelos irmãos” (1 João 3:16), servindo uns aos outros em amor e deferência (Gálatas 5:13). Acreditamos que, por sermos cristãos, devemos trabalhar em harmonia com outros para compartilhar o amor de Deus com o mundo e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

1 Pedro 2:5 Efésios 2:19–22; 1 Coríntios 12:12–14; Atos 2:46; 1 João 1:7; Salmo 133:1; 1 Pedro 4:8; João 15:13

A Noiva de Cristo

Na Bíblia, o relacionamento entre Deus e Seu povo, Cristo e Sua Igreja, é assemelhado ao de um noivo e sua noiva. A Bíblia nos diz que devemos ser “de outro, dAquele que ressurgiu dentre os mortos [Jesus], a fim de darmos fruto para Deus” (Romanos 7:4).

Acreditamos que a metáfora bíblica que designa a íntima união entre Jesus e Sua Igreja é representativa da calorosa união de coração, mente e espírito que Jesus busca com cada um de Seus seguidores.

Oséias 2:19–20; Isaías 61:10, 62:5; Efésios 5:25; Apocalipse 19:7–9

Discipulado

O discipulado cristão é caracterizado pelo empenho em crer nos ensinamentos de Jesus e os seguir. “Se permanecerdes no Meu ensino, verdadeiramente sereis Meus discípulos.” (João 8:31). Acreditamos que Jesus ainda ofereça também aos crentes de hoje o mesmo desafio de segui-lO e viver de acordo com Seus ensinamentos. Seu chamado para serviço é essencialmente o mesmo que fez aos pescadores na costa da Galileia há muito tempo: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4:19).

Os Evangelhos relatam trechos da vida de Jesus e de Seus discípulos mais próximos, os quais fizeram do serviço para Deus a vocação de suas vidas. Acreditamos que Deus ainda hoje chame pessoas a dedicar suas vidas ao Seu serviço. A maneira e o grau de dedicação de tempo e recursos a Cristo são questões de fé e convicções pessoais.

Lucas 9:23–24; João 8:31–32; João 15:16; João 12:26; Marcos 8:34–38

A Lei do Amor de Deus

Acreditamos que a Lei do Amor de Jesus, expressa em Mateus 22:35-40 deva governar todo aspecto da vida de um cristão e de sua interação com outras pessoas. Um especialista na lei mosaica testou Jesus com esta pergunta: “Mestre, qual é o grande mandamento na Lei?” E recebeu a seguinte resposta do Senhor: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas”. Portanto, acreditamos que as ações das pessoas devem ser motivadas por amor altruísta e abnegado —o amor de Deus pelo próximo.

A Lei do Amor de Deus é o cumprimento máximo das leis bíblicas, inclusive dos Dez Mandamentos, pois reúne a essência de todas elas. “Toda a lei se cumpre numa só palavra, a saber: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Gálatas 5:14). Portanto, cremos que pela salvação concedida por Cristo e pela Sua Lei do Amor, os cristãos estão livres das leis mosaicas do Antigo Testamento e não têm mais a obrigação de observá-las. Em vez disso, devem cumprir uma lei maior, a Lei do Amor de Cristo, a qual deve reger suas interações com os demais.

Romanos 13:8–10; Tiago 2:8; Gálatas 2:16, 3:23-25; Romanos 13:10; João 13:34; Romanos 10:4; Mateus 5:38-46

A Santa Ceia

A Santa Ceia, também conhecida como “comunhão”, é uma singela cerimônia que Jesus solicitou que Seus seguidores observassem para recordarem Seu sacrifício pela humanidade (1 Coríntios 11:25). Os crentes partilham do pão, dividido para representar o corpo de Jesus, partido pela cura dos nossos corpos, e do vinho, símbolo do Seu sangue derramado pela remissão de nossos pecados. Acreditamos que, pelo sofrimento e pela morte de Cristo na cruz, Deus não só oferece à humanidade salvação espiritual, mas também cura para suas enfermidades físicas.

Mateus 26:26–28; Lucas 22:17–20; João 6:51; 1 Coríntios 11:23–26; Isaías 53:5

A Vida após a Morte

Acreditamos que todas as pessoas possuem uma alma eterna e que, ao morrerem, passam para outra dimensão, onde serão julgadas segundo a sua conduta na Terra, com base no que será determinado onde continuarão vivendo.

Deus tem preparado um lugar no Céu de eterna beleza, paz e alegria para todos os que acreditam em Jesus Cristo (1 Coríntios 2:9) e que aceitam a Sua dádiva de Salvação. “Deus habitará com eles, e eles serão o Seu povo, e o próprio Deus estará com eles, e será o seu Deus.” (Apocalipse 21:3–4)).

Embora o ingresso no Céu seja uma dádiva, acreditamos que as recompensas entregues depois desta vida àqueles que creem dependem de suas ações na Terra e da forma como obedeceram às leis de amor de Deus.

A Bíblia diz que Deus “não [quer] que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9), e que Jesus pregou para os espíritos em prisão e para os mortos (1 Pedro 3:18–20, 4:6). Acreditamos que Ele continuará determinado que todos se conciliem com Ele (Colossenses 1:20). Não entendemos que todos que morram sem receber Jesus como Salvador automaticamente sejam lançados ao Inferno —lugar de desolação e sofrimento— nem que jamais poderão receber a salvação e ser remidos. Acreditamos que Deus, em Seu amor, continua a amar as pessoas que morrem sem serem salvas e que continua procurando levá-las ao conhecimento da verdade. (1 Timóteo 2:4).

João 14:1–3, 1 Pedro 1:3-5; 2 Coríntios 5:1–2; 1 Timóteo 2:4, 4:10; Apocalipse 20:11–13; Romanos 5:18, 21; 2 Coríntios 5:10, 18–19; Romanos 8:18; Apocalipse 22:12; 1 Coríntios 3:13-15

Anjos e Crentes Falecidos

Os anjos são poderosos seres imortais designados pelo Senhor para cuidar da humanidade. Na Bíblia, há muitos exemplos de como eles intervêm para proteger, auxiliar e transmitir as mensagens de Deus para Seu povo, e acreditamos que eles continuem a desempenhar essas funções hoje.

Acreditamos que, além dos anjos, os espíritos de crentes falecidos recebem de Deus poder para ministrar e levar Suas mensagens ao Seu povo. Encontramos evidências disso nas Escrituras, como na passagem em que os espíritos dos profetas que já haviam deixado esta vida, Moisés e Elias, apareceram para conferenciar com Jesus (Lucas 9:28–31). Paulo chamou os crentes falecidos de uma “grande nuvem de testemunhas” que assiste as pessoas na Terra. (Hebreus 12:1).

Salmo 34:7; 91:11–12; 2 Reis 6:15–17; Atos 12:7–11; Mateus 1:20–24; Lucas 2:9–15; Apocalipse 19:10; Hebreus 12:22–23

A Guerra Espiritual

Acreditamos na existência de um plano espiritual, invisível ao mundo físico, habitado por Deus, Seus anjos e espíritos, assim como por Satanás (o Diabo), o inimigo de toda justiça. Ele e seus espíritos maus estão em rebelião contra Deus e são os responsáveis por instigar grande parte do mal e do sofrimento que têm afligido a humanidade ao longo das eras.

Acreditamos que haja uma guerra espiritual renhida sendo travada por Deus e as forças do bem contra Satanás e as forças do mal, em que cada lado busca influenciar as almas e as mentes das pessoas e o rumo da história.

Acreditamos que os cristãos possam participar dessa guerra espiritual pelas escolhas e ações acertadas com o propósito de promover o reino de Deus. Por outro lado, algumas pessoas por meio de suas ações erradas contribuem com os esforços das forças do mal para suprimir a fé e a bondade (Efésios 6:12).

A Bíblia prediz que, no final, Satanás e suas forças serão derrotados e que o plano de Deus para a humanidade triunfará (Apocalipse 20:1–3,10). O reino de Jesus será estabelecido na Terra e “os reinos do mundo [virão] a ser de nosso Senhor e do Seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11:15).

Atos 26:18; Lucas 10:18; 1 Pedro 5:8; Apocalipse 12:7–9; 1 João 3:8; 1 Coríntios 10:3-5; Efésios 6:11-12

Intervenção Divina

Na Bíblia lemos sobre muitos atos sobrenaturais realizados por Deus, difíceis de ser explicados. Acreditamos que, ao longo da História, Ele interveio no mundo natural para mudar de forma sobrenatural circunstâncias e condições, o que ainda faz, para manifestar o Seu amor e poder.

Enquanto Jesus estava na Terra, não só expressou Seu amor pela humanidade ao curar os corações e espíritos das pessoas, mas realizou milagres para alimentar os famintos, curar os doentes e os aleijados. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje, e eternamente.” (Hebreus 13:8), portanto acreditamos que Ele ainda realize milagres hoje.

Mateus 4:23–24; 10:1; Marcos 16:17–18; Mateus 8:16–17; Lucas 7:12-16; 1 Coríntios 12:7,10

As Chaves do Reino

Acreditamos que as dádivas espirituais que Jesus concedeu aos Seus primeiros discípulos estejam também disponíveis aos Seus seguidores atuais. Acreditamos que, ao dizer “Eu te darei as chaves do reino dos Céus; tudo o que ligares na Terra, será ligado nos Céus e tudo o que desligares na Terra, será desligado nos Céus” (Mateus 16:19), Jesus estava literalmente disponibilizando as chaves espirituais para o Reino do Céu, ou seja, permitindo aos Seus seguidores pleno acesso a todo poder de Deus. Ao orar, aqueles que creem podem invocar as chaves do Reino para liberar o poder de Deus e influenciar qualquer situação, segundo a Sua vontade.

Mateus 18:18; Lucas 10:19; Apocalipse 1:18

As Famílias

Acreditamos que Deus tenha criado a unidade familiar para ser um bloco fundamental da sociedade. Ordenou que as pessoas de cada família compartilhassem suas vidas entre si e se apoiassem mutuamente. A unidade familiar é importante para o desenvolvimento e o cuidado de crianças.

As crianças são presentes de Deus e bênçãos que Ele nos confiou, como está escrito: “Os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o Seu galardão” (Salmo 127:3). Cremos que os pais cristãos têm a responsabilidade de cuidar de seus filhos com amor e lhes ensinar valores, bons princípios, o respeito por Deus e pelos outros (Efésios 6:4).

Acreditamos que Deus tenha criado e ordenado a união do homem e da mulher em matrimônio e que o casamento seja a forma ideal de relacionamento para a constituição de famílias estáveis. Ao se casarem, os crentes firmam um pacto perante Deus, comprometendo-se a amar, cuidar, serem responsáveis uns pelos outros e pelos filhos que vierem a ter. (Mateus 19:4–6).

Salmo 68:6 Efésios 6:1-4; Gênesis 2:18, 21–24; Efésios 5:25–31; Salmo 127:3–5; Mateus 19:13–14; Provérbios 22:6; Deuteronômio 6:5–7

A Sexualidade

Acreditamos que Deus tenha criado a sexualidade humana e a consideramos uma necessidade natural física e emocional. A Bíblia relata que Deus ordenou ao primeiro homem e à primeira mulher: “Frutificai e multiplicai-vos; enchei a Terra” (Gênesis 1:28). E “viu Deus tudo o que tinha feito —o que claramente incluía o primeiro homem, a primeira mulher, seus corpos e sua sexualidade — “e que era muito bom” (Gênesis 1:31).

Acreditamos que o relacionamento heterossexual praticado conforme Deus ordenou e orientou, ou seja, por adultos que optem livremente por isso, seja puro, uma maravilha natural da criação de Deus e permitido pelas Escrituras.

Gênesis 1:26–28; Gênesis 2:18–25; Tito 1:15; Romanos 13:20; Gálatas 5:22–23

A Santidade da Vida

Acreditamos que a vida humana seja sagrada e que cada pessoa tenha o direito de ser tratada com respeito como um indivíduo criado à imagem de Deus. O dever de todo cristão é amar o próximo como a si mesmo (Marcos 12:31), sem levar em conta sua raça, seu gênero, sua cor, seu credo, sua nacionalidade ou sua condição social. Somos opostos a todo tipo de discriminação, preconceito e violência, e os consideramos contrários ao plano de Deus.

Acreditamos que a vida —da concepção à morte— seja uma valiosa dádiva de Deus, deva ser respeitada e preservada. Tendo em vista que Deus é o único que dá a vida, acreditamos que a hora na qual um ser humano deve morrer é algo a ser deixado em Suas mãos. (Salmo 31:15).

Gênesis 1:27; 2:7; Salmo 139:14–16; Gálatas 6:10; Romanos 2:11; 1 Coríntios 16:14

Responsabilidade Civil

Consideramos que é dever dos crentes ser bons cidadãos em todas as questões segundo os valores cristãos, de manifestar honestidade, e integridade e contribuir para o bem-estar da sua comunidade. Aderimos ao ensinamento bíblico que diz, “Toda pessoa esteja sujeita às autoridades superiores” (Romanos 13:1). Entretanto, em situações nas quais as leis e regulamentos ferem as crenças de alguém ou seu direito de praticar sua fé, acreditamos que os cristãos devem ser guiados pela sua consciência (Atos 5:27–29).

Romanos 12:18; 13:1–7; 1 Pedro 2:17; Mateus 22:20–21; Atos 4:19–20

A Segunda Vinda de Jesus

Acreditamos que os versículos que predizem o futuro do mundo se cumprirão, a exemplo de várias outras previsões bíblicas que se realizaram ao longo dos séculos. Acreditamos que vivemos no período conhecido na Bíblia como “Os Últimos Dias” ou “O Tempo do Fim”, uma era imediatamente anterior à segunda vinda de Jesus Cristo (2 Timóteo 3:1). O Seu retorno à Terra trará um novo milênio sem guerras nem violência, em que reinará a paz, a justiça e equidade para todos e cumprirá a Escritura que diz que “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para todo o sempre” (Apocalipse 11:15). (Leia mais sobre nossas crenças sobre o “Tempo do Fim”)

Daniel 12:4; Mateus 24:29–31; Apocalipse 11:15; Daniel 2:44; Isaías 11:9

Nova Série

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Jesus — Sua Vida e Mensagem
Princípios fundamentais dos Evangelhos sobre os quais construirmos nossas vidas.
A Prática do Cristianismo
Como aplicar os ensinamentos da Bíblia ao nosso cotidiano e decisões diárias.
Mais como Jesus
Tornar-se semelhante ao Cristo.
Análise do Equilíbrio da Vida
Cultivar e nutrir uma vida saudável e equilibrada.

Valores

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  • Paixão por Deus

    Amamos a Deus de coração, com nosso entendimento, alma e forças. Procuramos ter uma relação íntima com Jesus e aprender a refletir mais Suas virtudes e viver o Seu amor.

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