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  • Os Efeitos do Cristianismo: Trabalho e Descobertas Científicas

    Por Peter Amsterdam

    [The Effects of Christianity: Work and Scientific Discoveries]

    Este artigo aborda alguns dos efeitos do cristianismo no mundo, destacando duas contribuições significativas dos cristãos para mudar o mundo pela visão do trabalho físico e de diferentes descobertas científicas.1

    A dignidade do trabalho físico

    Gregos e romanos da Antiguidade viam o trabalho físico com preconceito, a ser desempenhado apenas pelas classes sociais inferiores e escravos. Cristãos e judeus, porém, tinham uma perspectiva muito mais positiva. Jesus, que viveu no primeiro século, trabalhou no ofício de carpinteiro, e o apóstolo Paulo fabricava tendas. Na segunda epístola aos Tessalonicenses, Paulo escreveu: “Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3:10). Esses exemplos fizeram os cristãos verem o trabalho como honrado e como uma forma de agradar a Deus.

    Nos mosteiros medievais, o trabalho era uma atividade louvável, enquanto a preguiça figurava dentre os sete pecados capitais. No século VI, os monges beneditinos o consideravam “um componente espiritual importante da disciplina, uma perspectiva que aumentava exponencialmente o prestígio e o amor próprio do trabalhador”.2 O trabalho também era visto como antídoto para o pecado da preguiça. No século IV, São Basílio de Cesareia afirmou: “O ócio é um grande mal; o trabalho nos preserva dos maus pensamentos”.

    Durante a Reforma Protestante (1517-1648), a valorização do trabalho e das tarefas físicas receberam bastante apoio. Para Martinho Lutero, trabalhar era uma vocação, uma forma de servir a Deus, sem distinção entre trabalho “nobre ou inferior”, “bom ou ruim”. Independentemente da sua natureza, o trabalho de um cristão era considerado honroso, realizado para a glória de Deus e para servir à humanidade (1 Coríntios 10:31), sendo visto como um dever nobre, um chamado divino.

    Ciência

    As antigas culturas politeístas greco-romanas acreditavam em deuses ciumentos e de comportamento imprevisível, o que tornava a investigação científica do mundo algo fútil. Já o cristianismo e o judaísmo ensinam que Deus é um ser racional. Por sermos criados à Sua imagem, também somos seres racionais, capazes de estudar e investigar o mundo com base em processos lógicos.

    Durante 1.500 anos, prevaleceu o conceito ensinado por Aristóteles (384-322 a.C.) de que o conhecimento só poderia ser adquirido pelo raciocínio dedutivo. No século XII, filósofos cristãos como Robert Grosseteste (1168-1253), bispo franciscano e primeiro reitor da Universidade de Oxford, propuseram o método indutivo e experimental como uma abordagem para o conhecimento científico.3

    Trezentos anos depois, Francis Bacon (1561-1626), anglicano devoto, consolidou o conceito de raciocínio indutivo, registrando seus experimentos e resultados. Promoveu o conceito de que a ciência envolve observação cuidadosa e metódica, juntamente com rigoroso ceticismo sobre o que é observado. Ele é conhecido como o pai do método científico.

    Nicolau Copérnico (1473-1543), criado por um tio, padre católico, estudou medicina, teologia e direito canônico, chegando a fazer parte de uma ordem religiosa. Introduziu a teoria heliocêntrica, que coloca o Sol no centro do sistema solar e afirma que a Terra gira em torno do sol. Até então, as pessoas pensavam que a Terra fosse o centro do nosso sistema solar. Teve receio em publicar sua teoria, porque a Igreja Católica à época muitas vezes considerava novas descobertas científicas heresias, e perseguia seus autores. No entanto, dois amigos luteranos convenceram-no a fazê-lo pouco antes de morrer.

    Johannes Kepler (1571-1630) estudou por três anos para se tornar pastor luterano. Quando foi designado para ensinar Matemática na Áustria, dedicou-se à Astronomia. Seus cálculos comprovaram que os planetas orbitam o sol de forma elíptica e em velocidade variável. Perguntado no leito de morte em que depositava a sua fé, respondeu: “Apenas e tão somente na obra de nosso Redentor, Jesus Cristo”.4

    Isaac Newton (1642–1727), baseando-se nas leis de Kepler, descobriu a lei da gravidade. Sua obra, Princípios Matemáticos da Filosofia Natural de Newton é considerada “uma das maiores contribuições individuais na história da ciência”. Embora alguns historiadores afirmem que Newton não era cristão, alguns de seus escritos expressam claramente a fé em Deus. “Deus governa o mundo invisivelmente, e nos ordenou a adorar a Ele e a nenhum outro deus ... Ressuscitou Jesus Cristo, nosso Redentor, que foi para os céus para receber e preparar um lugar para nós, e ... voltará e reinará sobre nós ... até que ele tenha levantado e julgado todos os mortos”.5

    Alessandro Volta (1745–1827), físico, químico e pioneiro dos estudos da eletricidade. Católico devoto, inventou a bateria elétrica, daí os termos volt e voltagem.

    Robert Boyle (1627-1691), considerado o “pai da química” e formulador da “Lei de Boyle”, destacou-se como um dos pioneiros dos modernos métodos científicos experimentais. Escreveu também em defesa da existência de Deus e da ressurreição de Cristo. Investiu bastante financeiramente promovendo o cristianismo no Oriente. Acreditava que as pessoas deveriam ter acesso à Bíblia em suas próprias línguas e, por isso, ajudou a financiar traduções da Bíblia ou partes dela em vários idiomas.

    George Washington Carver (1864-1943) nasceu escravizado. Quando tinha uma semana de vida, ele, sua irmã e sua mãe foram sequestrados, levados para outro estado e vendidos como escravos. Seu dono original, Moses Carver, contratou um detetive para encontrá-los, mas só conseguiu localizar George. Após a abolição, foi criado por Moses e sua esposa como seu próprio filho. Eles o incentivaram a se dedicar à sua educação. Tendo sido admitido em uma faculdade, sofreu rejeição por causa de sua raça. Tempos depois, frequentou a Faculdade de Agronomia do Estado de Iowa, o primeiro aluno negro daquela instituição. Depois fez mestrado em Ciências.

    Então trabalhou na Universidade Tuskegee, instituição de ensino superior para afro-americanos, como professor e pesquisador. Tornou-se a maior autoridade da América em amendoim e batata-doce. Desenvolveu mais de trezentos subprodutos de amendoim, inclusive café instantâneo, sabão e tinta. Da batata-doce, desenvolveu mais de cem subprodutos, dentre eles farinha, graxa de sapato e doces. Convenceu os agricultores do sul a cultivarem amendoim, batata-doce e nozes, em vez de apenas algodão, o que diversificou a agricultura do Sul dos Estados Unidos. Recebeu inúmeros prêmios por seu trabalho e diversos edifícios, escolas e parques foram nomeados em sua homenagem. Carver converteu-se ao cristianismo aos dez anos. O autor Henry Morris escreveu que Carver era “um cristão sincero e humilde” que nunca hesitou em “confessar sua fé no Deus da Bíblia e atribuir todo o seu sucesso e habilidade a Deus”.6

    Além dos muitos cristãos notáveis ao longo da história cujas realizações impactaram positivamente o mundo, bilhões de cristãos anônimos fizeram o mesmo. São mães e os pais que ensinaram seus filhos sobre Jesus e que, pelo seu exemplo de praticar sua fé, ajudaram seus filhos a decidirem se tornar cristãos. Professores, cuidadores, missionários, empregadores tementes a Deus, cristãos em todas as esferas da vida, e profissões, que compartilharam sua fé e ajudaram a mudar a vida das pessoas.

    Cada um de nós pode, no dia a dia, influenciar positivamente nossa parte do mundo, amando as pessoas, sendo gentis, justos, compreensivos, generosos, positivos e prestativos. Podemos ser inclusivos, respeitosos, perdoadores, humildes, mansos, pacientes e bondosos. Ao praticarmos nossa fé e seguirmos o exemplo de Jesus, Amando a Deus e aos outros, também contribuímos para tornar o mundo um lugar melhor.

    Publicado originalmente em abril de 2019. Adaptado e republicado em janeiro de 2026.


    1 Alguns pontos neste artigo são do texto de Alvin J. Schmidt, How Christianity Changed the World (Zondervan, 2004).

    2 Lynn D. White, “The Significance of Medieval Christianity,” em The Vitality of the Christian Tradition, ed. George F. Thomas (Harper and Brothers, 1945), 91.

    3 Roger Bacon, Opus majus, trans. Robert Belle Burke (Russell e Russell, 1962), 584.

    4 Max Caspar, Johannes Kepler (W. Kohlhammer Verlag, 1948), 73

    5 Isaac Newton, “God and Natural Philosophy,” em Newton’s Philosophy of Nature: Selections from His Writings, ed. H. S. Thayer (Hafner Publishing, 1953), 66–67.

    6 Henry Morris, Men of Science—Men of God (Creation-Life Publishers, 1982), 104–5.

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Estudos bíblicos e artigos para edificação da fé

  • A Vida de Discipulado, 7ª Parte: Servir a Deus Servindo ao Próximo

    [The Life of Discipleship, Part 7: Serving God by Serving Others]

    Nos Evangelhos, Jesus destacou Seu próprio exemplo de santidade para os discípulos seguirem. Ele os desafiou a amarem-se uns aos outros como Ele os amava. “Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (João 13:34).

    Jesus também deu exemplos práticos de como desejava que vivessem, por meio de gestos simbólicos, como quando lavou os pés dos discípulos. Lemos no Evangelho segundo João que, enquanto preparava os discípulos para Sua morte iminente, Jesus pegou uma bacia com água e uma toalha e lavou os pés de cada um deles -- uma tarefa que normalmente cabia a um servo quando convidados chegavam a uma casa (João 13:1–11). Em seguida, explicou o significado do que fizera:

    Pois bem, se eu, sendo Senhor e Mestre de vocês, lavei-lhes os pés, vocês também devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei o exemplo, para que vocês façam como lhes fiz (João 13:14,15).

    Um comentário bíblico oferece a seguinte reflexão sobre esse ato:

    Diante de Sua iminente crucificação, Jesus lava os pés dos discípulos como prova final de Seu amor por eles, estabelecendo um exemplo de humildade e serviço que representava a purificação dos pecados por meio da Sua morte. Em uma demonstração marcante de amor até por Seus inimigos, Jesus lava os pés de todos, incluindo de Judas. O que torna esse gesto ainda mais notável é o fato de que lavar os pés das pessoas era uma tarefa reservada aos escravos não judeus.—ESV Study Bible1

    Em vez de simplesmente instruir verbalmente Seus seguidores a servirem uns aos outros, Jesus ensinou por meio da ação. Deu o exemplo concreto de como o cristão deve servir ao próximo com amor e humildade. Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus acrescentou: “Digo-lhes verdadeiramente que nenhum escravo é maior do que o seu senhor, como também nenhum mensageiro é maior do que aquele que o enviou” (João 13:16). Se o Mestre realizou um ato tão humilde de serviço ao próximo, então os discípulos também deveriam estar dispostos a fazê-lo.

    Em outra ocasião, quando os discípulos discutiam sobre quem era o maior entre eles, Jesus mais uma vez apontou para Seu exemplo de servir:

    “… o maior entre vocês deverá ser como o mais jovem, e aquele que governa como o que serve. Pois quem é maior: o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como quem serve” (Lucas 22:26-27).

    Jesus não ensinou o discipulado apenas com palavras e mensagens, mas com Seu exemplo de servir aos outros com amor. “Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:45). “O maior entre vocês deverá ser servo” (Mateus 23:11).

    Servir o próximo é parte de cumprir o mandamento de amar ao próximo como a nós mesmos. O cristão é chamado a amar e servir porque Cristo nos amou primeiro e nos deu o exemplo. Jesus praticou o que pregou, demonstrou amor, serviu os outros e nos convida a fazer o mesmo, como destacam os artigos a seguir.

    Porque Jesus lavou os pés dos discípulos

    A cena da Santa Ceia, com Jesus de joelhos lavando gentilmente os pés dos discípulos para que pudessem cear confortavelmente, é uma das representações mais profundas do amor do nosso Salvador! Ele Se importava com os detalhes da vida de Seus seguidores! Estava disposto a Se sujar para alcançar, ensinar e mostrar amor ao Seu grupo de discípulos, ainda que fossem imperfeitos.

    O ato abnegado de lavar os pés dos discípulos foi uma poderosa demonstração de humildade, tanto para eles naquele momento marcante quanto para todos os cristãos que desejam seguir o exemplo e os ensinamentos de Jesus! Ele assumiu o papel de servo e lavou os pés empoeirados e sujos de Seus discípulos. Com isso, estabeleceu um padrão singular do que significa ser “semelhante a Cristo” por meio de ações humildes. Condição social, orgulho ou até mesmo a sujeira não O impediram de fazer um esforço para servir os homens que O acompanhavam desde o início de Seu ministério.

    Pouco antes dessa experiência, os discípulos haviam discutido tentando determinar quem era o “maior” entre eles (Lucas 22:24). De uma forma bastante prática, Jesus lhes mostrou que, no Seu reino, os últimos serão primeiros e os primeiros serão os últimos (Mateus 20:16). Jesus até os exortou a terem a mesma disposição para servir uns aos outros (João 13:15), deixando claro que o Seu seguidor deve ser acima de tudo, um servo.—Amanda Idleman2

    O que Jesus disse sobre servir o próximo?

    Jesus deu um exemplo de abnegação como expressão de grandeza e influência no reino de Deus. Quando os discípulos pediram uma posição de honra no reino do Pai, Jesus os chamou e disse:

    “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Pelo contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Marcos 10:42–45)

    Jesus enfatiza o serviço ao próximo como um meio de alcançar a grandeza; explica a liderança pelo serviço e demonstra que Sua obediência a Deus O levaria a Se sacrificar pelos outros. Sendo Deus, Ele veio para servir e espera que Seus seguidores sigam esse exemplo.

    Não devemos servir para “merecer” um relacionamento com Deus, mas por compaixão, por preocupação com o próximo e porque temos um relacionamento com Deus. Servimos aos necessitados como forma de demonstrar gratidão a Deus por enviar Jesus para dar a vida por nós.

    Quanto mais tempo passamos com Deus lendo a Bíblia e em oração, mais Ele prepara nosso coração para vermos os outros como Ele os vê: com compaixão. E isso deveria nos motivar a servir abnegadamente. Deus será glorificado pelo serviço que prestamos por amor a Ele e ao próximo. No Novo Testamento, Marcos, Mateus e Pedro registraram como Jesus espera que Seus seguidores sirvam aos outros.

    1. Servir aos necessitados de formas práticas — alimentando os famintos, dando de beber aos sedentos, sendo hospitaleiros, dando roupa aos que estão nus e visitando presos e enfermos (Mateus 25:31–40).
    2. Servir fazendo discípulos — vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os a obedecer a Deus (Mateus 28:19–20).
    3. Servir apesar das dificuldades ou diversidades— transbordando de amor divino, sendo benevolentes, hospitaleiros, e usando nossos dons espirituais para servir ao próximo (1 Pedro 4:8–11).

    Os seguidores de Jesus servem aos outros para que Deus seja glorificado em tudo por meio de seu serviço altruísta seguindo o exemplo de Jesus e em resposta ao amor de Jesus por eles. —Courage for Life3

    Seguindo os passos de Jesus

    Viver segundo nossa fé e seguir os passos de Jesus significa copiar Seu exemplo de serviço e cuidado pelos outros, como algo que fazemos por Ele. “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens… É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Colossenses 3:23–24). Servimos a Deus servindo aos outros em Seu amor.

    Estendemos a mão aos pobres, aflitos e carentes, oferecendo um toque tangível do amor e da esperança de Deus para o futuro. Agimos com compaixão para com os cansados, atribulados e perdidos. Somos movidos à ação pelo sofrimento dos perseguidos, marginalizados ou forçados a situações desumanas. Choramos com aqueles que sofrem perda, tragédia, doença ou desespero.

    São muitos os céticos religiosos hoje, e, com o avanço da tecnologia, as pessoas são bombardeadas com várias explicações sobre o universo, a origem do homem, a razão da existência e a fé em um ser superior. Para muitas, o cristianismo é apenas mais uma religião. Em muitos casos, o que facilita o entendimento do Evangelho é ver o exemplo de bondade e amor dos cristãos ajudando os outros -- seu trabalho compassivo para melhorar a vida dos necessitados e dos que estão em desvantagem social, educacional e econômica. Como expressa a passagem em Tiago:

    Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: ‘Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até saciar-se’, sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta (Tiago 2:15–17).

    Algumas pessoas só se interessarão pelo Evangelho se virem uma manifestação da nossa fé, bondade e compaixão em obras de assistência ao próximo, que são um exemplo vivo do nosso amor e fé. Nossas palavras, boas ações em nossa vizinhança e em nossas relações também são um testemunho para muitos. Respondem ao chamado de Jesus para “que a luz de vocês brilhe diante dos outros, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:16). Cada um de nós encontrará pessoas ao longo do dia para as quais podemos ser exemplos de amor e serviço, como aponta o artigo a seguir.

    A pessoa ao seu lado

    Você já reparou que tudo neste mundo parece drenar nossa energia? A falta de esperança, alegria, paz e amor é evidente. Então, como podemos ser aqueles que inspiram vida e restauram essas qualidades no mundo? Tudo começa pelo efeito que temos na pessoa ao nosso lado. É possível mudar o mundo compartilhando o amor de Cristo com uma pessoa de cada vez. Uma das melhores maneiras de fazer isso é servindo e encorajando os outros...

    Há muitas maneiras de servir e encorajar as pessoas à nossa volta. Interagimos com muita gente todos os dias: familiares, amigos, vizinhos, colegas de escola, professores, irmãos na igreja, médicos, dentistas, o caixa do mercado — a lista é infinita! Servir proporciona uma oportunidade incrível de compartilhar o amor de Cristo.—Focus on the Family4

    Viver o discipulado é traduzir a fé em ações e estender a mão àqueles que o Senhor coloca em nosso caminho – os cansados e atribulados, os desfavorecidos e carentes. Servir é uma linda maneira de comunicar a fé, quer seja servindo ao nosso próximo, ou na comunidade ou por meio de uma organização missionária em outras partes do mundo. Todos precisamos saber que somos amados e que alguém se importa conosco. Deus ama e valoriza cada ser humano e nós, cristãos, somos chamados a fazer o mesmo.

    Santo Agostinho disse certa vez: “Qual é a aparência do amor? Ele tem as mãos para ajudar o próximo. Tem pés para correr em auxílio ao pobre e ao carente. Tem olhos para ver a miséria e a necessidade. Tem ouvidos para ouvir os suspiros e aflições do ser humano. Assim é o amor”.

    Quer estejamos ajudando um vizinho ou amigo, fazendo trabalho voluntário em um hospital ou orfanato, visitando doentes ou idosos, ou alguém na prisão, quando servimos aos outros, “é a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Colossenses 3:24). Aqueles a quem servimos em amor têm em nós um exemplo vivo do amor de Deus. Ao responder às pessoas com compaixão, compreender suas necessidades físicas e espirituais e fazermos o melhor possível por melhorar suas vidas — tanto espiritualmente quanto na prática —, estamos seguindo o exemplo de Jesus. Andamos como Ele andou. Seguimos o Mestre.

    Criados para servir

    Sempre que você serve os outros de alguma forma, está servindo a Deus, pois Ele nos criou para servir. A Bíblia diz: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para que nós as praticássemos” (Efésios 2:10).

    Deus não nos colocou na Terra apenas para ocupar espaço, mas para servir a Ele por meio do serviço aos outros. E você é único! Se você não servir a Deus da maneira como Ele planejou, o mundo sai perdendo.

    “Ministério” é sinônimo de “boas obras”. Sempre que usamos nossos talentos e habilidades para ajudar alguém, estamos ministrando a essa pessoa. A Bíblia diz em 1 Pedro 4:10 (OL): “Deus deu dons a cada um de vocês; certifiquem-se de que utilizam com sabedoria as muitas formas das bênçãos de Deus, para servir os outros”.

    Deus quer que pratiquemos na Terra o que faremos no céu. Lá amaremos a Deus e ao próximo, evoluiremos espiritualmente e nos erviço a Deus, por isso Ele quer que pratiquemos agora.

    Já que é impossível servir a Deus diretamente na Terra, podemos servi-Lo servindo aos outros. Na verdade, Deus afirma que sempre que ajudamos alguém, estamos fazendo para Ele (Mateus 25:40). Servimos a Deus servindo ao próximo.—Rick Warren5

    Para refletir

    A forma mais nobre de adoração é o serviço cristão abnegado. O maior louvor é o som de passos consagrados indo em busca dos perdidos e desamparados.—Billy Graham

    Uma das principais regras [do cristianismo] é aproveitar toda oportunidade para servir a Deus. E, como não O vemos, devemos servir a Ele servindo ao nosso próximo. Ele aceita isso como sendo feito a Ele, como se estivesse pessoalmente conosco.—John Wesley

    Quando você serve silenciosamente a uma pessoa carente, se torna mais parecido com Jesus. Quando é generoso, seu coração está sendo refeito à imagem de Jesus, nosso Senhor e Salvador.—Allen R. Hunt

    O que a Bíblia diz

    “Cada um exerça o dom que recebeu para servir os outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas… Se alguém serve, faça-o  com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo” (1 Pedro 4:10–11).

    “Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada” (Hebreus 13:16).

    “Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e me deram de beber; fui estrangeiro, e me receberam; necessitei de roupas, e me vestiram; estive enfermo, e cuidaram de mim; estive na prisão, e me visitaram’… ‘Eu lhes garanto: tudo o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’” (Mateus 25:34–40).

    Uma oração para servir aos outros

    Querido Deus, começo o dia pedindo Sua orientação e forças para poder servir aos outros. Ajude-me a lembrar que cada pessoa que encontro foi criada à Sua imagem e merece ser tratada com amor e respeito. Ajude-me a ver as necessidades daqueles ao meu redor e a intervir e ajudar como estiver ao meu alcance. -- Oferecendo uma palavra gentil, um ombro amigo ou uma mão amiga. Por favor, dê-me coragem e compaixão para servir aos outros altruisticamente.

    Senhor, a Sua vida e Seus ensinamentos são exemplos de que a verdadeira grandeza é fruto do serviço ao próximo. Ajude-me a viver conforme o Seu exemplo e a priorizar as necessidades dos outros. Por favor, ajude-me a estar atento aos solitários, aos que sofrem e são marginalizados, com os quais eu tenha contato no decorrer do meu dia. Ajude-me a estender a mão com amor e mostrar-lhes que não foram estão desamparados. Lembre-me de que cada ato de serviço, desde os mais simples, pode fazer uma grande diferença na vida de alguém. Seja ajudando a um vizinho ou fazendo trabalho voluntário em uma instituição de caridade, por favor, ajude-me a ser um instrumento do Seu amor e graça para as pessoas ao meu redor… Em nome de Jesus, amém.6


    1 ESV Study Bible (Crossway, 2008).

    2 Amanda Idleman, “Why Did Jesus Wash the Feet of His Disciples?” Christianity.com,15 de março de 2024, https://www.christianity.com/wiki/holidays/why-did-jesus-wash-the-disciples-feet-at-passover.html.

    3 “What Did Jesus Say About Serving Others?” Courage for Life, 14 de março de 2023, https://courageforlife.org/blog/what-did-jesus-say-about-serving-others/.

    4 “Serve One Another,” Focus on the Family, 11 de agosto de 2023, https://www.focusonthefamily.com/live-it-post/serve-one-another/.

    5 Rick Warren, “God Shaped You for Service,” Daily Hope, 7 de dezembro de 2021, https://www.crosswalk.com/devotionals/daily-hope-with-rick-warren/daily-hope-with-rick-warren-december-7-2021.html.

    6 Stephanie Reeves, “A Morning Prayer for Serving Others,” Abide.com, 2 de junho de 2023, https://abide.com/blog/a-morning-prayer-for-serving-others/.

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  • Dez 2 A Vida de Discipulado, 6ª Parte: Amor pelos Outros
  • Nov 11 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 26–40)
  • Out 28 A Vida de Discipulado, 5ª Parte: Buscar primeiro o Reino de Deus
  • Out 14 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 1–25)
  • Set 30 A Vida de Discipulado, 4ª Parte: Relacionamento com Deus
  • Set 16 A Vida de Discipulado, 3ª Parte: Permanecer em Cristo
  • Set 2 1 Coríntios: Capítulo 13 (versículos 1–13)
  • Ago 12 A Vida de Discipulado, 2a. Parte: Amar a Deus de todo o coração
   

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