• O futuro é tão promissor quanto as promessas de Deus.

  • Esperança em Deus. Âncora para a alma.

  • Onde Deus está, aí está o amor. (1 João 4:7-8)

  • Compartilhando as Boas Novas. A tempo e fora de tempo.

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Âncora

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  • Podemos aprender com os erros

    Uma compilação

    [We Can Learn from Mistakes]

    Todo pastor comete erros e enfrenta derrotas. Erros fazem parte da vida. Infelizmente, o pecado também. Nem mesmo aqueles que ministram a Palavra estão isentos de Romanos 3:23, “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus”.

    Nenhum de nós é perfeito.

    A diferença entre líderes bem-sucedidos e malsucedidos não é que os primeiros não falham, mas sim que aprendem com suas falhas.

    Há alguns anos, eu ouvi uma história sobre um jovem que indagou a um executivo qual era o segredo do sucesso.

    — O segredo do sucesso é tomar as decisões certas – respondeu o executivo.

    — Como se tomam as decisões certas?

    — Com experiência.

    — E como se adquire experiência?

    — Cometendo erros.

    Eu sempre dizia à minha equipe na igreja Saddleback para considerar o fracasso parte do processo formativo. E como fazíamos mais coisas que não davam certo do que coisas que davam, tínhamos uma equipe com formação superior.

    Um fator importante é que não tínhamos receio de admitir nossos erros e aprender com eles. O caminho para o sucesso é pavimentado com fracassos, quando aprendemos com eles.

    Em Josué 7, lemos um bom exemplo de aprender com os fracassos. Os israelitas chegaram ao vilarejo de Ai depois de uma grande vitória em Jericó. Tinham acabado de enfrentar a maior e mais fortificada cidade da região e conquistado uma vitória militar avassaladora! Depois disso, ficaram um pouco confiantes demais em si mesmos, achando que podiam contar com a graça de Deus como algo garantido. Josué enviou uma tropa de cerca de 3.000 soldados para a batalha – e foram derrotados.

    É importante notar a resposta de Josué a essa situação. Ele se lançou no chão e clamou a Deus, que então lhe disse que ele precisava cuidar de uma situação entre o povo. O fato é que um homem chamado Acã pegara para si alguns despojos de guerra, apesar de Deus ter dito claramente que não o fizessem. Como resultado desse pecado, todos no acampamento estavam sofrendo.

    Josué obedeceu à instrução de Deus. Ele poderia ter defendido a atitude de Acã e se recusado a confrontá-lo, mas admitiu que havia pecado entre o povo de Israel.

    Ele permitiu que sua derrota lhe servisse de correção — e essa é uma característica de um grande líder.

    A verdadeira marca da liderança é a disposição de dizer: “Eu estava errado. Errei”.

    Mas sabe o que é melhor do que aprender com seus erros? – Aprender com os erros dos outros. É sensato aprender com as experiências, mas é ainda mais sensato aprender com as experiências dos outros. Afinal, não temos tempo para cometer todos os erros por conta própria.

    Faça o que fizer, permita que suas derrotas o corrijam e aprenda com os erros dos outros, para que não precise cometer todos eles por conta própria. —Rick Warren1

    *

    Quando eu era criança, minha mãe costumava deixar uma pilha de roupas para consertar, a maioria nossa, dos filhos, ao lado da máquina de costura. Ela as consertava pacientemente todas as manhãs de sábado. Tenho muitas lembranças felizes de quando me sentava ao seu lado e aprendia noções básicas de costura, fazendo vestidinhos para minhas bonecas. Mas a lição mais importante que ela me ensinou veio num dia em que disse: “A vida é como esse trabalho de remendar roupas que faço toda semana. Quando alguma coisa dá errado, a gente conserta; se outra coisa rasga, a gente remenda também. É assim que seguimos em frente”.

    E como ela tinha razão! À medida que cresci, aprendi que a vida nem sempre é como uma roupa nova. Volta e meia algo rasga, descostura ou perde um botão. Como minha mãe me ensinou, basta tentar de novo ou pedir desculpas e procurar corrigir o erro que cometemos, perdoar as falhas dos outros ou ajudá-los a consertar o que fizeram de errado.

    Provérbios 27:6 ensina: “As feridas feitas por um amigo sincero são melhores que os beijos de um inimigo” (NVT). Fiquei chocada quando li isso pela primeira vez. Eu achava que amigo era quem sempre dizia coisas positivas, nunca criticava nem chamava a atenção do outro. Mas aprendi que poderia me beneficiar ao ouvir as correções de pessoas que sabia que me amavam, como amigos bem-intencionados, meu marido, meus irmãos e irmãs e meus próprios filhos, já adultos.

    Entendi que, para crescer espiritualmente, precisamos da contribuição de todas as fontes e devemos escutar os bons conselhos e refletir sobre eles, em vez de arrogantemente rejeitar o que nos dizem logo de início. Podemos também tentar aconselhar as pessoas a quem queremos bem a não continuar por um caminho que, por experiência própria, sabemos que só lhes trará derrotas e desgostos.

    Quando estamos ao volante, é muito mais fácil ver os faróis dos outros carros do que os nossos. Isso também se aplica às nossas fraquezas e limitações. Os bons amigos nos ajudarão a reconhecer nossas fraquezas e limitações e a melhorar. Assim, cresceremos espiritualmente e nos aproximaremos cada vez mais daquilo que Deus sabe que somos capazes de ser. Com o tempo, também nos sentiremos mais felizes e realizados, como quando somos aprovados nas provas e avançamos para as séries seguintes na escola.

    Por isso, quando algo der errado, não se desespere. Sempre é possível melhorar. Deus está sempre disposto a nos dar uma segunda chance. O importante é aprender com nossos erros, passar de ano e seguir em frente. Lembre-se de que, quando algo rasga, geralmente pode ser remendado. —Rosane Pereira

    *

    Você já errou feio? Tipo… realmente pisou na bola?

    Então tenho uma ótima notícia para você: não importa o que tenha feito, quem tenha decepcionado ou magoado, Jesus deseja muito perdoá-lo. E não só isso: Ele também quer ajudá-lo a cumprir seu propósito na vida. E não só isso, mas também ajudá-lo a cumprir o propósito da sua vida.

    Quando pecar, recorra a Deus; não se afaste. Deus não fica surpreso quando você peca, nem Se intimida com seus erros. Na verdade, Ele quer estar com você e caminhar ao seu lado mesmo quando você peca. Por meio de Jesus, podemos receber perdão pelos nossos erros!

    Na Bíblia, encontramos uma história que nos ajuda a compreender como Deus é: a parábola do filho pródigo. No relato, o filho pede ao pai a antecipação de sua herança, mas parte para uma vida desregrada e acaba perdendo tudo. Depois de perder tudo, ele volta para a casa do pai. Ao vê-lo se aproximar, o pai corre em sua direção e lhe restitui seu lugar na família.

    Quando você se volta para Deus depois de pecar, Ele corre em sua direção. Não o rejeita nem Se irrita com você, e Seu perdão nunca se esgota. Quando você erra, o lugar mais seguro para onde pode correr é para Deus. Não fuja dEle.

    Quando você pecar, lembre-se de quem você é. Os versículos bíblicos que falam sobre erros ensinam que Deus não o define pelo seu maior erro. Na verdade, a Bíblia diz que Ele nem sequer Se lembra do seu maior erro!

    Sendo assim, você também não deveria deixar o seu pecado definir quem você é. A sua conduta e a sua identidade são coisas distintas.

    Você é escolhido, perdoado, puro e amado. É um filho de Deus. Deus o criou intencionalmente e com um propósito. Nossa identidade não pode ser alterada pelo que fazemos.

    Por meio de Jesus, nossos erros passados são perdoados. Verdadeiramente perdoados. É impressionante quanto Deus nos ama e até onde está disposto a ir para nos purificar da mancha do pecado e dos erros do passado.

    “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

    “Como o oriente está longe do ocidente, assim ele afasta para longe de nós as nossas transgressões” (Salmo 103:12).

    Em 1 João 1:8 lemos que não podemos afirmar que não temos pecado ou que não cometemos erros. Precisamos ser honestos conosco e com Deus acerca dos nossos erros. Então, quando confessamos nossos pecados a Deus, Ele prontamente nos perdoa.

    A melhor maneira de aprender com seus erros é colocar a Palavra de Deus em prática. O que a Bíblia diz sobre os erros? Confesse, arrependa-se e aprenda os caminhos de Jesus! Estude as Escrituras e coloque-as em prática, aplicando seus ensinamentos à sua vida […]

    Quando erramos, Deus é o melhor e mais seguro refúgio. Não precisamos nos esconder dEle por vergonha. Ele está à sua procura, deseja ter um relacionamento com você e quer restaurar o que está errado. —askaboutmyfaith.com2

    Publicado no Âncora em outubro de 2026.


    1 Rick Warren, “Learn from Failure,” pastors.com, https://www.pastors.com/free-resources/learn-from-failure

    2 “4 Things You Need to Do When You Mess Up,” askaboutmyfaith.com, https://www.askaboutmyfaith.com/blogs/when-you-mess-up

  • Out 12 Mais como Jesus — Parte 1
  • Out 8 Deus não está com pressa
  • Out 6 Encorajamento para corrermos a nossa corrida
  • Out 1 A História da Figueira Estéril
  • Set 30 A Evolução é Compatível com o Cristianismo?
  • Set 25 O Cego de Nascença
  • Set 22 Não se irrite, seja um reflexo de Jesus
  • Set 21 Juntos
  • Set 17 Comunhão Cristã
   

Espaço dos Diretores

Estudos bíblicos e artigos para edificação da fé

  • A Vida de Discipulado, 12a. Parte: Discipulado no Cotidiano

    [The Life of Discipleship, Part 12: Everyday Discipleship]

    O discipulado é uma jornada para a vida toda que exige perseverança, determinação, convicção, o amor de Deus e o poder do Espírito Santo. O falecido reverendo Billy Graham certa vez disse: “A jornada de vida do cristão não é uma corrida de velocidade, mas uma maratona… Discipulado é um compromisso que se desenrola dia a dia, durante a vida toda”. O processo de crescer no discipulado e ser transformado à imagem de Cristo é uma tarefa que vai até o fim da nossa vida. Como alguém expressou:

    Somos criados como rascunhos que precisam passar por um processo de “edição”. Deus trabalha para nos transformar, passo a passo, em uma obra acabada que valha a pena ser lida. Somos remodelados repetidamente pelas nossas escolhas e decisões; as questões superficiais e supérfluas são eliminadas pelas provações da vida, e somos ajustados e polidos… nas mãos do Grande Editor. —Scott Montrose1

    O nosso discipulado deve abranger todos os aspectos da nossa vida, incluindo nosso relacionamento com Deus e nossa caminhada diária com Ele, bem como nosso amor pelo próximo, que inclui cada pessoa com quem temos contato. Nosso discipulado nos torna embaixadores de Cristo, de modo que devemos compartilhar as boas novas com todos que Ele coloca no nosso caminho. Devemos também ser um exemplo vivo do amor de Cristo em todas as esferas da nossa vida e procurar nos tornar mais semelhantes a Ele.

    Vivemos o discipulado em casa, no trabalho, na escola e na comunidade onde vivemos. Incorporamos os princípios do discipulado à maneira como criamos nossos filhos, aos nossos relacionamentos e ao modo como investimos nosso tempo, nossas habilidades e nossos recursos. Procuramos ser um exemplo da nossa fé para familiares, amigos, vizinhos e para as pessoas com quem interagimos ao longo do dia e em nossas comunicações online.

    O chamado a ser discípulo de Jesus é um chamado para toda uma maneira de viver, no qual reajustamos nossas prioridades para que Deus ocupe o primeiro lugar. Isso não significa que não teremos outras prioridades, mas nossa lealdade é para com Deus acima de tudo – de nossos próprios desejos e vontades, de nossos amados, das nossas posses e até mesmo da nossa própria vida. Não é fácil viver o discipulado cristão. Na verdade, Jesus disse que “o caminho é difícil”, mas é o caminho que “leva à vida” (Mateus 7:13–14). Exige compromisso e dedicação; Deus deve ocupar um lugar central na nossa vida, nas nossas decisões e nos nossos relacionamentos.

    Nos Evangelhos, Jesus desafia Seus seguidores a entregarem a própria vida por amor a Ele e a segui-lO. No evangelho segundo Mateus, Ele diz: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará” (Mateus 16:24–25).

    Negar a nós mesmos pode ser entendido como deixar de lado nossos desejos, ambições e objetivos pessoais e buscar a orientação de Deus na nossa vida, e colocar a Sua vontade acima da nossa. Isso não significa que o Senhor nunca nos conduzirá a buscar nossas ambições e metas pessoais, mas se estamos buscando a Sua vontade e desejamos agradar a Ele, é muito provável que a vontade dEle e os nossos desejos estejam alinhados (Salmo 37:4). No entanto, se a direção de Deus não estiver alinhada com o rumo que estávamos inclinados a seguir, como Seus discípulos, estaremos dispostos a “negar a nós mesmos” para segui-lO.

    Jesus nos deu a chave para vivermos nosso compromisso com o discipulado, começando com o nascimento espiritual por meio da salvação. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (2 Coríntios 5:17; Gálatas 2:20).

    A capacidade e a graça para viver a vida de discipulado não provêm apenas do nosso desejo de obedecer aos mandamentos de Deus e viver segundo os Seus princípios, mas do poder de Deus por meio de “Cristo em nós” (Colossenses 1:27) e do Espírito Santo que vive em nós (João 14:15–17). “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Efésios 2:10).

    Cristo em nós

    A cada manhã, podemos esperar que o Senhor Jesus Cristo Se expresse por meio de nós naquele dia e realize algum aspecto da Sua obra, quer nós consigamos identificar o que Ele fez ou não. Esse é um privilégio que Ele nos deu e que envolve também responsabilidade.

    Cristo em nós nos dá poder. Só podemos viver de forma eficaz na força que vem da vida de Jesus Cristo, pois Ele disse: “Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15:5). Estar em Cristo nos dá propósito e capacita para cumprir os Seus planos. Não é um poder que nos capacita a viver para nós mesmos.

    Cristo em nós nos dá recursos, pois tudo o que precisamos está em Cristo Jesus, o Senhor. E estar em Cristo nos dá responsabilidades, pois, como parte do Seu corpo, a questão mais importante que preciso enfrentar é: “O que Ele quer que eu faça?

    Cristo em nós é dinâmico. E estar em Cristo é algo que exige de nós. Se Ele quer que algo seja feito, tem o direito de nos usar como instrumentos. Se existe um “eunuco etíope” viajando em uma estrada deserta, Ele tem o direito de nos dizer que deixemos a nossa “Samaria” e vamos ao Seu encontro (Atos 8:26–40). Mas, para cada exigência que faz, Ele provê o poder do Seu Espírito em nós para cumpri-la.

    Assim é a vida do cristão. Ao reconhecermos nossa falha em expressar Sua semelhança e imagem no mundo, vamos à Cruz em busca de perdão. O Espírito Santo passa a habitar em nós, e somos incorporados a Cristo para nos tornarmos instrumentos por meio dos quais a Sua vida e o Seu propósito se expressem. O mundo precisa desesperadamente saber disso, mas não terá fundamento para crer nisso enquanto não vir a vida e o caráter de Jesus Cristo manifestos na sua vida e na minha! —Charles Price2

    Integrando-nos à missão do Seu Reino

    Deus nos convidou a participar com Ele da transformação do mundo. Ele tem um sonho para o mundo, que Jesus chamou de Reino de Deus. Ele nos criou para desempenharmos um papel importante na visão do Seu Reino. Jamais encontraremos o propósito mais profundo da nossa vida enquanto não descobrirmos o nosso lugar na construção do Reino de Deus.

    Não é preciso ter uma mente brilhante para mudar o mundo – nem ser rico, influente ou um gigante espiritual. Mas é preciso dizer sim ao convite. É preciso estar disponível e disposto a ser usado. E talvez seja preciso pagar o preço que vem com seguir Jesus, porque mudar o mundo e seguir Jesus não é fácil, nem acontece sem custo. É inevitável que envolva algum sacrifício.

    A fé cristã não é apenas uma maneira de encontrarmos perdão pelos nossos pecados e recebermos a vida eterna, embora seja isso. Não é apenas um sistema de crenças corretas sobre a verdade suprema e a ordem das coisas, embora seja isso. Não é apenas uma maneira de encontrar o consolo de Deus em tempos de dificuldade ou um código de conduta útil para saber como ter uma vida boa e produtiva, embora também sejam essas coisas.

    Fundamentalmente, a fé cristã é um chamado para […] seguir Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, e participar da grande missão de Cristo no nosso mundo. Só então nos tornaremos pessoas completas, que vivem de acordo com o propósito mais profundo de Deus para nossas vidas. —Richard Stearns3

    Conclusão: O modelo para a vida

    Como temos visto ao longo desta série sobre discipulado, a Bíblia nos ensina sobre o relacionamento que Deus deseja ter conosco e como podemos viver de uma maneira que Lhe agrade. Tornar-nos mais semelhantes a Cristo e sermos transformados à Sua imagem são fundamentos para vivermos uma vida piedosa, que dê frutos e esteja em harmonia com Deus e com os outros, produzindo o fruto do Seu Espírito tanto na nossa vida como na das outras pessoas (Gálatas 5:22–23). É na Bíblia que aprendemos as verdades reveladas por Deus, pelas quais podemos orientar nossa vida.

    Na Palavra de Deus, encontramos os princípios bíblicos que servem como bússola para a nossa vida e nos ajudam a enfrentar os desafios do cotidiano e a dar um testemunho eficaz de Cristo. A Sua Palavra transmite princípios que nos orientam na interação com os outros e na nossa tomada de decisões, ajudando-nos a distinguir o certo do errado. Esses princípios espirituais determinam nosso padrão moral e ético, nossas atitudes em relação à vida, ao amor, ao mundo, ao meio ambiente e aos relacionamentos. Embora a Bíblia não trate especificamente de todas as situações que poderíamos enfrentar, ela nos fornece os princípios necessários para nos guiar nas complexidades da vida de uma maneira que agrade a Deus.

    A Palavra de Deus nos ensina a viver o discipulado amando e servindo ao próximo. O nosso amor por Jesus nos move a servir aos outros em Seu nome e nos motiva a sermos Seus embaixadores onde quer que estejamos. Leva-nos a ajudar os necessitados e a oferecer esperança e cura aos que carecem delas. Podemos ser as Suas mãos para ajudar e tocar, a Sua boca para falar a verdade da Sua Palavra e transmitir encorajamento e esperança. Podemos ser os Seus olhos para transmitir compaixão, os Seus pés para caminhar ao lado da alma cansada e os Seus braços que ajudarão a carregar um fardo pesado. É assim que nossa vida O glorifica e abençoa outras pessoas, como destacam os textos a seguir.

    Uma vida bela

    Quando um seguidor de Jesus vive como Jesus pretendia, sua vida se torna algo belo. Ser cristão e ter um relacionamento com Deus deveria permear nossas experiências diárias, integrar-se às nossas decisões e dar cor à nossa percepção de nós mesmos, dos outros e da vida em geral. As inúmeras expressões do amor de Deus compartilhadas com outros ao longo da vida cristã podem parecer pequenas quando consideradas isoladamente; porém Deus as vê no contexto da totalidade de uma vida que O glorifica e Se deleita na beleza que elas compõem.

    Quanto mais determinados estivermos a fortalecer nossa caminhada com Jesus, e quanto mais desejarmos uma conexão espiritual mais profunda com Ele, mais Ele poderá manifestar o Seu Espírito por meio de nós. Somos obra de Suas mãos. Conforme permitimos que Ele combine as cores do Seu amor e da Sua misericórdia e desenvolva em nós a beleza que Ele pretendia para nós, tornamo-nos Sua obra-prima, que falará ao coração de muitos. Abracemos com entusiasmo a dádiva inestimável da Sua presença em nossa vida. E, ao cultivarmos a beleza cativante do amor de Deus em tudo o que fazemos e dizemos, outros serão atraídos a Ele por nosso intermédio. —Maria Fontaine

    O aroma de Cristo

    O apóstolo Paulo escreveu que a Igreja é o aroma de Cristo para o mundo: “Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo” (2 Coríntios 2:15). Com isso, ele quer dizer que cada crente e cada congregação de crentes tornam perceptível aos não cristãos a presença de Cristo no mundo.

    Que aroma é esse? Como devemos esperar que os outros percebam a presença de Jesus em nós? Existem duas maneiras principais: a verdade do Evangelho e o amor de Jesus Cristo. A verdade de Deus abrange todos os aspectos da vida humana. Por meio da Sua Palavra da verdade, pela ação do Seu Espírito, Cristo está fazendo novas todas as coisas em nossa vida (Apocalipse 21:5). Isso significa que, em todas as áreas – relacionamentos, funções e responsabilidades – manifestaremos uma novidade de vida que não se conforma ao espírito do mundo, mas sim ao Espírito Santo de Cristo. Nossa conversa será diferente — não marcada por implicância e queixas, banalidades e frivolidades, críticas e mesquinhez. Nossas palavras serão sempre cheias de graça e edificantes, respeitando as pessoas com quem conversamos (Colossenses 4:6 NTLH; Efésios 4:29).

    Isso também se aplica à maneira como fazemos nosso trabalho, criamos nossos filhos, participamos da cultura do nosso tempo e nos conduzimos com dignidade e graça. Somos novas criaturas em Jesus Cristo e, portanto, em muitos aspectos, estamos fora de sintonia com a cultura ao nosso redor. Mas, ao vivermos a verdade em todos os aspectos da nossa vida, refletimos a luz de Jesus e exalamos o aroma da Sua visão de mundo em cada canto da nossa existência.

    Os cristãos precisam se empenhar para exalar o perfume de Jesus. Ao nos impregnarmos da Palavra de Deus e vivermos em atitude de oração […] passamos a exalar a fragrância do Rei Jesus cada vez mais em diversos aspectos e áreas do nosso cotidiano. Que decidamos ser esse perfume de verdade e amor, e descobriremos que o vento do Espírito de Deus nos acompanhará por onde quer que vamos, levando a fragrância de Jesus a todos, sem exceção, e a Deus. —T. M. Moore4

    Jesus nos confiou a responsabilidade de transmitir o Seu amor pessoal, incondicional e abrangente aos nossos semelhantes — às pessoas que compartilham este planeta conosco hoje. A missão que Ele confiou aos Seus discípulos é levar o evangelho a todo o mundo. O seu campo missionário é onde quer que o Senhor o tenha chamado e você é chamado a servir e alcançar as pessoas que Ele coloca no seu caminho. Cada um de nós tem alguma oportunidade, alguma rede ou alguma esfera de influência em que podemos compartilhar o Seu amor e a Sua verdade com os outros, fortalecendo a fé, a esperança e o ânimo das pessoas.

    Que o Senhor abençoe o seu discipulado, o seu serviço a Ele e o seu testemunho diante dos outros, para que você seja o sal da terra e a luz do mundo que Ele o chamou para ser (Mateus 5:13–14). Jesus disse: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês que está nos céus” (Mateus 5:16). Ao fazermos isso, viveremos um discipulado que glorifica a Deus (1 Coríntios 10:31).

    Para refletir

    Discipulado não é um programa ou um evento; é uma maneira de viver. Não é por um tempo limitado, mas por toda a vida. Discipulado [...] é para todos os que creem, todos os dias da sua vida. —Bill Hull

    Todo cristão que leva a sério sua vocação como discípulo de Jesus verá a si mesmo como um “enviado” onde quer que esteja, e procurará colocar-se em ação nesse lugar. Isso pode assumir a forma de ser uma “boa testemunha” no local de trabalho, um bom vizinho para os que moram perto, ou envolver trabalho voluntário. —Michael Frost e Alan Hirsch

    Não permita que as palavras de Jesus permaneçam apenas impressas na sua Bíblia. Dê-lhes asas e faça-as entrar em ação! Há pessoas na sua vida que precisam do seu cuidado. Considere como você pode demonstrar o seu interesse pelo bem-estar delas, amando e cuidando delas da mesma maneira como você já ama e cuida de si mesmo. Ao fazer isso, completará a corrente de amor que começou quando Deus o amou primeiro. —Karen Ehman

    O que a Bíblia diz

    “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (João 15:4–5; João 15:8).

    “Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão” (Colossenses 2:6–7).

    “Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna” (Judas 1:20–21).

    Uma oração para o discipulado no cotidiano

    Pai celestial, eu Lhe agradeço por ter me salvado, me chamado e me dado um propósito. O Senhor é bom, e a Sua graça me basta. Peço que purifique o meu coração do pecado e livre a minha mente das distrações que tentam me afastar da comunhão com o Senhor hoje. Ajude-me a permanecer em Cristo, a aprender com Ele e a me apoiar nEle, para que eu possa viver para Ele e conduzir outros a Ele. O Senhor é digno de toda a minha devoção e louvor. Faça de mim um discípulo fiel e frutífero, que glorifique o Senhor todos os dias. Peço no poderoso e incomparável nome de Cristo, meu Rei. Amém.5


    1 Scott Montrose, “Editar a Vida,” Contato, janeiro de 2021, https://activated.org/pt/vida/voce-como-todo/crescimento-pessoal/editar-vida/

    2 Charles Price, Christ for Real: How to Grow into Christ’s Likeness (Kregel Publications, 2011).

    3 Richard Stearns, Unfinished: Believing Is Only the Beginning (Thomas Nelson, 2013).

    4 T. M. Moore, “The Fragrance of Truth and Love,” 29 de janeiro de 2010.

    5 Annie McGuire, “What is a disciple of Christ?” Daily His Disciple, 11 de janeiro de 2022, https://dailyhisdisciple.com/2022/01/11/what-is-a-disciple-of-christ/.

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