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  • Do Senhor é a terra, e todos que nela habitam.

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Âncora

Devocionais fáceis de usar

  • Vista-se de mansidão

    Uma compilação

    [Put on Gentleness]

    Portanto, como escolhidos de Deus, santos e amados, vistam‑se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. — Colossenses 3:12

    Outro dia, saí para caminhar no campo, quando o sol nascia. Notei algo à distância flutuando no ar e fui verificar. Encontrei uma penugem bem macia. Olhei ao redor e não vi nenhum pássaro. A minha intenção aqui não é criar mistério ou espiritualizar a situação, porque sei que era apenas uma pequena pena que provavelmente caiu de uma pomba. Mas a maneira tão suave como ela veio flutuando até o solo realmente falou comigo.

    Mansidão. Você sabia que esse é um dos frutos do Espírito destacado em Gálatas 5? Ela aparece ali, entre “bondade” e “fidelidade”. Para ser sincero, raramente penso nisso. Quando estava no culto, o pastor começou a mencionar os frutos do Espírito, mas pulou a “mansidão”. Eu nem percebi e acho que ninguém mais percebeu, até que alguém lá na primeira fila disse: “Você deixou de fora a mansidão”. Aquela frase foi reveladora, pelo fato de eu nem ter percebido a omissão.

    Como cristãos, até mesmo quando precisamos confrontar alguém que nos prejudicou, devemos agir com mansidão. Se o Espírito Santo (a pomba celestial) estiver presente na nossa vida, nos revelará como ser mansos. Você se lembra do que Jesus disse aos discípulos quando os enviou para ministrar? “Sejam prudentes como as serpentes e inocentes como as pombas” (Mateus 10:16).—Greg A. Lane1

    A imagem perfeita

    Gálatas 5:22-23 diz que o Espírito Santo opera em nós para nos tornar mais semelhantes a Cristo (Efésios 4:14-16), e parte do fruto, ou resultado, dessa obra é a mansidão. Mansidão também pode ser traduzida como “brandura” e não significa fraqueza. Pelo contrário, envolve humildade e gratidão a Deus, resultando em um comportamento educado e controlado. O contrário de mansidão é ira, desejo por vingança e autoexaltação. …

    Se a mansidão estiver presente na nossa vida, corrigiremos as pessoas com brandura, em vez de agirmos com ressentimento e raiva, porque sabemos que a salvação delas está acima do nosso orgulho (2 Timóteo 2:24–25). Perdoamos imediatamente, porque qualquer ofensa contra nós não é nada em comparação com as nossas ofensas contra Deus—ofensas que Ele já perdoou (Mateus 18:23-35). …

    Jesus nos deu a imagem perfeita da mansidão, quando disse: “Eis que o seu Rei vem a você, humilde e montado em um jumento” (Mateus 21:5), e agora Ele nos oferece Sua mansidão como um presente. Se permitirmos que o Espírito Santo nos conduza, seremos cheios do fruto da mansidão.—GotQuestions.org2

    O que isso significa para mim

    Mansidão é prautes no original grego. Foi traduzido como “mansidão” e “bondade”. Segue uma breve compilação do que esse conceito significa para mim.

    Submissão a Deus: Jesus é o perfeito exemplo de devoção total à realização da vontade de Deus, a qualquer custo. Mesmo quando estava prestes a ser preso para, na sequência, ser executado, disse ao Seu Pai: “Não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26:39).

    Mansidão significa pensar menos no que quero e mais no que Deus quer.

    Estar pronto para aprender: O físico, matemático, astrônomo e filósofo italiano Galileu Galilei (1564–1642) disse: “Jamais encontrei um homem tão ignorante que nada tivesse a me ensinar”. Se Galileu pôde dizer isso, quanto mais isso se aplica a mim!

    Mansidão significa nunca pensar que sei o suficiente ou que sou bom demais, ou importante demais para aprender com os outros.

    Consideração: Quando o próprio irmão e a irmã de Moisés atacaram sua posição como líder dos israelitas, ele permaneceu gentil com eles e permitiu que Deus lidasse com a situação. Mesmo depois de Deus o haver defendido, a preocupação de Moisés era que Miriã fosse perdoada e curada.3

    A mansidão nunca é presunçosa, mas sempre bondosa e cordial.

    Nem odiosa nem passiva: A mansidão nunca odeia, mas tampouco é passiva. É a indignação na hora certa, na medida certa e pelos motivos certos.

    “A resposta calma desvia a fúria, mas a palavra ríspida desperta a ira” (Provérbios 15:1).—Ronan Keane

    De onde vem a mansidão?

    A mansidão vem “do alto” (Tiago 3:17), do “Pai das luzes”, a fonte imutável de todo dom bom e perfeito (Tiago 1:17). A mansidão é um dom divino para pecadores indignos. E, assim como acontece com tudo o que temos em Cristo – nossa identidade, nossos dons, nossas virtudes – a mansidão é um dom que “recebemos”, não o “conquistamos”.

    Jesus Cristo é a personificação máxima da mansidão que vem do alto, porque Ele é a sabedoria divina encarnada (Salmo 45:4; Mateus 11:29). Durante o Seu ministério na Terra, Jesus foi o exemplo máximo de mansidão, pois “quando ele era insultado, não revidava” (1 Pedro 2:23), mas, em vez disso, sofreu as consequências da nossa ira e “levou no corpo nossos pecados sobre o madeiro” (1 Pedro 2:24). …

    Tendo semeado o Seu corpo na terra por meio da humildade e da mansidão, Jesus nos deu uma colheita de justiça em Sua ressurreição e ascensão, e está assentado à direita do trono do Pai (João 12:24; Tiago 3:18), cujos frutos Ele derramou sobre nós por meio do Espírito Santo (Gálatas 5:22-23; Filipenses 1:9-11). Sendo assim, a mansidão que vem do alto vem não apenas por meio de Jesus Cristo, mas também em Jesus Cristo, que nos unge e nos reveste com um “espírito de mansidão” (1 Coríntios 4:21; Gálatas 6:1).

    Apesar de a mansidão ser um dom que “recebemos”, não que “conquistamos”, ela pode ser cultivada.

    Seguem-se dois erros que devemos evitar: Primeiro, achar que podemos conquistar a mansidão por esforço próprio.  … A mansidão é um “fruto do Espírito”, não uma obra da carne (Gálatas 5:22-23 ). Segundo, achar que conquistaremos a mansidão sem fazermos nada. …

    Para receber o dom da mansidão, como todas as graças que nos são concedidas por meio da comunhão com Cristo, devemos agir e tomar posse dela por meio da fé, da esperança e do amor.

    Podemos cultivar a mansidão por meio da união e da comunhão com Jesus Cristo, o que é ilustrado muito bem pela metáfora bíblica de nos revestirmos de Cristo no batismo. … É também algo do qual somos chamados a tomar posse ativamente — algo de que somos chamados a nos “vestir”.

    Se o vício da ira está entre as mais graves aflições espirituais dos nossos dias, então a virtude da mansidão está entre os remédios espirituais mais necessários. Embora existam muitos protocolos úteis que podemos seguir para administrar nossa participação na “máquina da indignação” do mundo moderno (principalmente das mídias sociais), a cura profunda para os nossos males não se dará apenas pela adoção de protocolos de autocontrole -- devemos cultivar a virtude da mansidão.

    Ainda que sejamos insuficientes em muitos aspectos no que diz respeito à virtude da mansidão, é importante lembrar que Jesus Cristo é uma fonte inesgotável de mansidão, e que Ele mansamente nos convida a receber liberalmente da sua infinita plenitude. Quando se trata da virtude da mansidão, Jesus é a videira e nós somos os ramos (João 15:1-5). A força da nossa virtude e do nosso crescimento na virtude não está em nós mesmos, nas nAquele em cuja presença encontramos “tranquilidade e confiança para sempre” (Isaías 32:17).—Scott Swain4

    Reflexões sobre mansidão

    “Em nosso individualismo áspero e rude, vemos a mansidão como uma fraqueza, algo suave e contrário à autoafirmação. Não é bem assim! Ela inclui qualidades invejáveis, como a capacidade de controlar a força, manter a calma e a paz em um ambiente dominado pela hostilidade, produzindo um efeito tranquilizador sobre os que estão com os ânimos exaltados ou fora de si. É devido à mansidão que conseguimos ter tato e sermos bondosos, fazendo com que outros mantenham a autoestima e a dignidade.” ―Charles R. Swindoll

    *

    “Um cristão revela verdadeira humildade mostrando a mansidão de Cristo, estando sempre pronto para ajudar os outros, falando palavras amáveis e realizando atos altruístas, que elevam e enobrecem a mensagem mais sagrada que já chegou ao nosso mundo.” ―Ellen G. White

    *

    “Mansidão é a capacidade de suportar censuras e afrontas com moderação, sem partir rapidamente para a vingança, e não ser facilmente provocado pela raiva ou contencioso, mas estar livre de amargura, tendo tranquilidade e estabilidade no espírito.” ―Aristóteles

    *

    “Mansidão não é apatia, mas uma expressão agressiva de como vemos as pessoas. Consideramos as pessoas tão valiosas que as tratamos com mansidão, temendo o menor dano a alguém por quem Cristo morreu. Ser apático é entregar as pessoas a elementos cruéis e destrutivos; amar verdadeiramente as pessoas nos faz ser agressivamente mansos e gentis.” ―Gayle D. Erwin

    *

    “Se o zelo fosse apropriado para endireitar a humanidade, por que Deus, o Verbo, assumiu um corpo, recorrendo à mansidão e à humildade para levar o mundo de volta ao Pai?” ―Isaque de Nínive

    *

    “Mansidão não é fraqueza, mas seu oposto. Cultivar um espírito manso em um mundo sem coração exige coragem, determinação e resiliência extraordinárias. Não subestime o poder da mansidão, porque é força envolta em paz, o poder de mudar o mundo.” ―L. R. Knost

    *

    “Escolho a mansidão ... Nada é ganho pela força. Escolho ser gentil. Se levantar minha voz, que seja apenas em louvor. Se cerrar o punho, que seja apenas em oração. Se eu fizer uma exigência, que seja de mim mesmo.”—Max Lucado

    Publicado no Âncora em junho de 2026.


    1 Greg A. Lane, My Morning Walks with God (Inspired Design & Graphics, 2016).

    2 “The Fruit of the Holy Spirit—What is gentleness?” GotQuestions.org, https://www.gotquestions.org/fruit-Holy-Spirit-gentleness.html

    4 Scott Swain, “Cultivating Gentleness in an Age of Outrage,” Desiring God, December 12, 2019,  https://www.desiringgod.org/articles/masters-of-self

  • Jun 26 Fé na Idade Avançada
  • Jun 25 O Deus da Bíblia é amor
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  • Jun 19 Como Enfrentar Desafios na Sua Jornada de Fé
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Espaço dos Diretores

Estudos bíblicos e artigos para edificação da fé

  • A Vida de Discipulado, 12a. Parte: Discipulado no Cotidiano

    [The Life of Discipleship, Part 12: Everyday Discipleship]

    O discipulado é uma jornada para a vida toda que exige perseverança, determinação, convicção, o amor de Deus e o poder do Espírito Santo. O falecido reverendo Billy Graham certa vez disse: “A jornada de vida do cristão não é uma corrida de velocidade, mas uma maratona… Discipulado é um compromisso que se desenrola dia a dia, durante a vida toda”. O processo de crescer no discipulado e ser transformado à imagem de Cristo é uma tarefa que vai até o fim da nossa vida. Como alguém expressou:

    Somos criados como rascunhos que precisam passar por um processo de “edição”. Deus trabalha para nos transformar, passo a passo, em uma obra acabada que valha a pena ser lida. Somos remodelados repetidamente pelas nossas escolhas e decisões; as questões superficiais e supérfluas são eliminadas pelas provações da vida, e somos ajustados e polidos… nas mãos do Grande Editor. —Scott Montrose1

    O nosso discipulado deve abranger todos os aspectos da nossa vida, incluindo nosso relacionamento com Deus e nossa caminhada diária com Ele, bem como nosso amor pelo próximo, que inclui cada pessoa com quem temos contato. Nosso discipulado nos torna embaixadores de Cristo, de modo que devemos compartilhar as boas novas com todos que Ele coloca no nosso caminho. Devemos também ser um exemplo vivo do amor de Cristo em todas as esferas da nossa vida e procurar nos tornar mais semelhantes a Ele.

    Vivemos o discipulado em casa, no trabalho, na escola e na comunidade onde vivemos. Incorporamos os princípios do discipulado à maneira como criamos nossos filhos, aos nossos relacionamentos e ao modo como investimos nosso tempo, nossas habilidades e nossos recursos. Procuramos ser um exemplo da nossa fé para familiares, amigos, vizinhos e para as pessoas com quem interagimos ao longo do dia e em nossas comunicações online.

    O chamado a ser discípulo de Jesus é um chamado para toda uma maneira de viver, no qual reajustamos nossas prioridades para que Deus ocupe o primeiro lugar. Isso não significa que não teremos outras prioridades, mas nossa lealdade é para com Deus acima de tudo – de nossos próprios desejos e vontades, de nossos amados, das nossas posses e até mesmo da nossa própria vida. Não é fácil viver o discipulado cristão. Na verdade, Jesus disse que “o caminho é difícil”, mas é o caminho que “leva à vida” (Mateus 7:13–14). Exige compromisso e dedicação; Deus deve ocupar um lugar central na nossa vida, nas nossas decisões e nos nossos relacionamentos.

    Nos Evangelhos, Jesus desafia Seus seguidores a entregarem a própria vida por amor a Ele e a segui-lO. No evangelho segundo Mateus, Ele diz: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará” (Mateus 16:24–25).

    Negar a nós mesmos pode ser entendido como deixar de lado nossos desejos, ambições e objetivos pessoais e buscar a orientação de Deus na nossa vida, e colocar a Sua vontade acima da nossa. Isso não significa que o Senhor nunca nos conduzirá a buscar nossas ambições e metas pessoais, mas se estamos buscando a Sua vontade e desejamos agradar a Ele, é muito provável que a vontade dEle e os nossos desejos estejam alinhados (Salmo 37:4). No entanto, se a direção de Deus não estiver alinhada com o rumo que estávamos inclinados a seguir, como Seus discípulos, estaremos dispostos a “negar a nós mesmos” para segui-lO.

    Jesus nos deu a chave para vivermos nosso compromisso com o discipulado, começando com o nascimento espiritual por meio da salvação. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (2 Coríntios 5:17; Gálatas 2:20).

    A capacidade e a graça para viver a vida de discipulado não provêm apenas do nosso desejo de obedecer aos mandamentos de Deus e viver segundo os Seus princípios, mas do poder de Deus por meio de “Cristo em nós” (Colossenses 1:27) e do Espírito Santo que vive em nós (João 14:15–17). “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Efésios 2:10).

    Cristo em nós

    A cada manhã, podemos esperar que o Senhor Jesus Cristo Se expresse por meio de nós naquele dia e realize algum aspecto da Sua obra, quer nós consigamos identificar o que Ele fez ou não. Esse é um privilégio que Ele nos deu e que envolve também responsabilidade.

    Cristo em nós nos dá poder. Só podemos viver de forma eficaz na força que vem da vida de Jesus Cristo, pois Ele disse: “Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15:5). Estar em Cristo nos dá propósito e capacita para cumprir os Seus planos. Não é um poder que nos capacita a viver para nós mesmos.

    Cristo em nós nos dá recursos, pois tudo o que precisamos está em Cristo Jesus, o Senhor. E estar em Cristo nos dá responsabilidades, pois, como parte do Seu corpo, a questão mais importante que preciso enfrentar é: “O que Ele quer que eu faça?

    Cristo em nós é dinâmico. E estar em Cristo é algo que exige de nós. Se Ele quer que algo seja feito, tem o direito de nos usar como instrumentos. Se existe um “eunuco etíope” viajando em uma estrada deserta, Ele tem o direito de nos dizer que deixemos a nossa “Samaria” e vamos ao Seu encontro (Atos 8:26–40). Mas, para cada exigência que faz, Ele provê o poder do Seu Espírito em nós para cumpri-la.

    Assim é a vida do cristão. Ao reconhecermos nossa falha em expressar Sua semelhança e imagem no mundo, vamos à Cruz em busca de perdão. O Espírito Santo passa a habitar em nós, e somos incorporados a Cristo para nos tornarmos instrumentos por meio dos quais a Sua vida e o Seu propósito se expressem. O mundo precisa desesperadamente saber disso, mas não terá fundamento para crer nisso enquanto não vir a vida e o caráter de Jesus Cristo manifestos na sua vida e na minha! —Charles Price2

    Integrando-nos à missão do Seu Reino

    Deus nos convidou a participar com Ele da transformação do mundo. Ele tem um sonho para o mundo, que Jesus chamou de Reino de Deus. Ele nos criou para desempenharmos um papel importante na visão do Seu Reino. Jamais encontraremos o propósito mais profundo da nossa vida enquanto não descobrirmos o nosso lugar na construção do Reino de Deus.

    Não é preciso ter uma mente brilhante para mudar o mundo – nem ser rico, influente ou um gigante espiritual. Mas é preciso dizer sim ao convite. É preciso estar disponível e disposto a ser usado. E talvez seja preciso pagar o preço que vem com seguir Jesus, porque mudar o mundo e seguir Jesus não é fácil, nem acontece sem custo. É inevitável que envolva algum sacrifício.

    A fé cristã não é apenas uma maneira de encontrarmos perdão pelos nossos pecados e recebermos a vida eterna, embora seja isso. Não é apenas um sistema de crenças corretas sobre a verdade suprema e a ordem das coisas, embora seja isso. Não é apenas uma maneira de encontrar o consolo de Deus em tempos de dificuldade ou um código de conduta útil para saber como ter uma vida boa e produtiva, embora também sejam essas coisas.

    Fundamentalmente, a fé cristã é um chamado para […] seguir Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, e participar da grande missão de Cristo no nosso mundo. Só então nos tornaremos pessoas completas, que vivem de acordo com o propósito mais profundo de Deus para nossas vidas. —Richard Stearns3

    Conclusão: O modelo para a vida

    Como temos visto ao longo desta série sobre discipulado, a Bíblia nos ensina sobre o relacionamento que Deus deseja ter conosco e como podemos viver de uma maneira que Lhe agrade. Tornar-nos mais semelhantes a Cristo e sermos transformados à Sua imagem são fundamentos para vivermos uma vida piedosa, que dê frutos e esteja em harmonia com Deus e com os outros, produzindo o fruto do Seu Espírito tanto na nossa vida como na das outras pessoas (Gálatas 5:22–23). É na Bíblia que aprendemos as verdades reveladas por Deus, pelas quais podemos orientar nossa vida.

    Na Palavra de Deus, encontramos os princípios bíblicos que servem como bússola para a nossa vida e nos ajudam a enfrentar os desafios do cotidiano e a dar um testemunho eficaz de Cristo. A Sua Palavra transmite princípios que nos orientam na interação com os outros e na nossa tomada de decisões, ajudando-nos a distinguir o certo do errado. Esses princípios espirituais determinam nosso padrão moral e ético, nossas atitudes em relação à vida, ao amor, ao mundo, ao meio ambiente e aos relacionamentos. Embora a Bíblia não trate especificamente de todas as situações que poderíamos enfrentar, ela nos fornece os princípios necessários para nos guiar nas complexidades da vida de uma maneira que agrade a Deus.

    A Palavra de Deus nos ensina a viver o discipulado amando e servindo ao próximo. O nosso amor por Jesus nos move a servir aos outros em Seu nome e nos motiva a sermos Seus embaixadores onde quer que estejamos. Leva-nos a ajudar os necessitados e a oferecer esperança e cura aos que carecem delas. Podemos ser as Suas mãos para ajudar e tocar, a Sua boca para falar a verdade da Sua Palavra e transmitir encorajamento e esperança. Podemos ser os Seus olhos para transmitir compaixão, os Seus pés para caminhar ao lado da alma cansada e os Seus braços que ajudarão a carregar um fardo pesado. É assim que nossa vida O glorifica e abençoa outras pessoas, como destacam os textos a seguir.

    Uma vida bela

    Quando um seguidor de Jesus vive como Jesus pretendia, sua vida se torna algo belo. Ser cristão e ter um relacionamento com Deus deveria permear nossas experiências diárias, integrar-se às nossas decisões e dar cor à nossa percepção de nós mesmos, dos outros e da vida em geral. As inúmeras expressões do amor de Deus compartilhadas com outros ao longo da vida cristã podem parecer pequenas quando consideradas isoladamente; porém Deus as vê no contexto da totalidade de uma vida que O glorifica e Se deleita na beleza que elas compõem.

    Quanto mais determinados estivermos a fortalecer nossa caminhada com Jesus, e quanto mais desejarmos uma conexão espiritual mais profunda com Ele, mais Ele poderá manifestar o Seu Espírito por meio de nós. Somos obra de Suas mãos. Conforme permitimos que Ele combine as cores do Seu amor e da Sua misericórdia e desenvolva em nós a beleza que Ele pretendia para nós, tornamo-nos Sua obra-prima, que falará ao coração de muitos. Abracemos com entusiasmo a dádiva inestimável da Sua presença em nossa vida. E, ao cultivarmos a beleza cativante do amor de Deus em tudo o que fazemos e dizemos, outros serão atraídos a Ele por nosso intermédio. —Maria Fontaine

    O aroma de Cristo

    O apóstolo Paulo escreveu que a Igreja é o aroma de Cristo para o mundo: “Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo” (2 Coríntios 2:15). Com isso, ele quer dizer que cada crente e cada congregação de crentes tornam perceptível aos não cristãos a presença de Cristo no mundo.

    Que aroma é esse? Como devemos esperar que os outros percebam a presença de Jesus em nós? Existem duas maneiras principais: a verdade do Evangelho e o amor de Jesus Cristo. A verdade de Deus abrange todos os aspectos da vida humana. Por meio da Sua Palavra da verdade, pela ação do Seu Espírito, Cristo está fazendo novas todas as coisas em nossa vida (Apocalipse 21:5). Isso significa que, em todas as áreas – relacionamentos, funções e responsabilidades – manifestaremos uma novidade de vida que não se conforma ao espírito do mundo, mas sim ao Espírito Santo de Cristo. Nossa conversa será diferente — não marcada por implicância e queixas, banalidades e frivolidades, críticas e mesquinhez. Nossas palavras serão sempre cheias de graça e edificantes, respeitando as pessoas com quem conversamos (Colossenses 4:6 NTLH; Efésios 4:29).

    Isso também se aplica à maneira como fazemos nosso trabalho, criamos nossos filhos, participamos da cultura do nosso tempo e nos conduzimos com dignidade e graça. Somos novas criaturas em Jesus Cristo e, portanto, em muitos aspectos, estamos fora de sintonia com a cultura ao nosso redor. Mas, ao vivermos a verdade em todos os aspectos da nossa vida, refletimos a luz de Jesus e exalamos o aroma da Sua visão de mundo em cada canto da nossa existência.

    Os cristãos precisam se empenhar para exalar o perfume de Jesus. Ao nos impregnarmos da Palavra de Deus e vivermos em atitude de oração […] passamos a exalar a fragrância do Rei Jesus cada vez mais em diversos aspectos e áreas do nosso cotidiano. Que decidamos ser esse perfume de verdade e amor, e descobriremos que o vento do Espírito de Deus nos acompanhará por onde quer que vamos, levando a fragrância de Jesus a todos, sem exceção, e a Deus. —T. M. Moore4

    Jesus nos confiou a responsabilidade de transmitir o Seu amor pessoal, incondicional e abrangente aos nossos semelhantes — às pessoas que compartilham este planeta conosco hoje. A missão que Ele confiou aos Seus discípulos é levar o evangelho a todo o mundo. O seu campo missionário é onde quer que o Senhor o tenha chamado e você é chamado a servir e alcançar as pessoas que Ele coloca no seu caminho. Cada um de nós tem alguma oportunidade, alguma rede ou alguma esfera de influência em que podemos compartilhar o Seu amor e a Sua verdade com os outros, fortalecendo a fé, a esperança e o ânimo das pessoas.

    Que o Senhor abençoe o seu discipulado, o seu serviço a Ele e o seu testemunho diante dos outros, para que você seja o sal da terra e a luz do mundo que Ele o chamou para ser (Mateus 5:13–14). Jesus disse: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês que está nos céus” (Mateus 5:16). Ao fazermos isso, viveremos um discipulado que glorifica a Deus (1 Coríntios 10:31).

    Para refletir

    Discipulado não é um programa ou um evento; é uma maneira de viver. Não é por um tempo limitado, mas por toda a vida. Discipulado [...] é para todos os que creem, todos os dias da sua vida. —Bill Hull

    Todo cristão que leva a sério sua vocação como discípulo de Jesus verá a si mesmo como um “enviado” onde quer que esteja, e procurará colocar-se em ação nesse lugar. Isso pode assumir a forma de ser uma “boa testemunha” no local de trabalho, um bom vizinho para os que moram perto, ou envolver trabalho voluntário. —Michael Frost e Alan Hirsch

    Não permita que as palavras de Jesus permaneçam apenas impressas na sua Bíblia. Dê-lhes asas e faça-as entrar em ação! Há pessoas na sua vida que precisam do seu cuidado. Considere como você pode demonstrar o seu interesse pelo bem-estar delas, amando e cuidando delas da mesma maneira como você já ama e cuida de si mesmo. Ao fazer isso, completará a corrente de amor que começou quando Deus o amou primeiro. —Karen Ehman

    O que a Bíblia diz

    “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (João 15:4–5; João 15:8).

    “Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão” (Colossenses 2:6–7).

    “Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna” (Judas 1:20–21).

    Uma oração para o discipulado no cotidiano

    Pai celestial, eu Lhe agradeço por ter me salvado, me chamado e me dado um propósito. O Senhor é bom, e a Sua graça me basta. Peço que purifique o meu coração do pecado e livre a minha mente das distrações que tentam me afastar da comunhão com o Senhor hoje. Ajude-me a permanecer em Cristo, a aprender com Ele e a me apoiar nEle, para que eu possa viver para Ele e conduzir outros a Ele. O Senhor é digno de toda a minha devoção e louvor. Faça de mim um discípulo fiel e frutífero, que glorifique o Senhor todos os dias. Peço no poderoso e incomparável nome de Cristo, meu Rei. Amém.5


    1 Scott Montrose, “Editar a Vida,” Contato, janeiro de 2021, https://activated.org/pt/vida/voce-como-todo/crescimento-pessoal/editar-vida/

    2 Charles Price, Christ for Real: How to Grow into Christ’s Likeness (Kregel Publications, 2011).

    3 Richard Stearns, Unfinished: Believing Is Only the Beginning (Thomas Nelson, 2013).

    4 T. M. Moore, “The Fragrance of Truth and Love,” 29 de janeiro de 2010.

    5 Annie McGuire, “What is a disciple of Christ?” Daily His Disciple, 11 de janeiro de 2022, https://dailyhisdisciple.com/2022/01/11/what-is-a-disciple-of-christ/.

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  • Abr 29 A Vida de Discipulado, 10a. Parte: Vida no Trabalho
  • Mar 17 A Vida de Discipulado, 9ª Parte: Discipulando
  • Mar 3 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 37–58)
  • Fev 17 A Vida de Discipulado, 8ª Parte: Compartilhando a Fé
  • Fev 3 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 20–36)
  • Jan 20 A Vida de Discipulado, 7ª Parte: Servir a Deus Servindo ao Próximo
  • Dez 16 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 1–19)
  • Dez 2 A Vida de Discipulado, 6ª Parte: Amor pelos Outros
  • Nov 11 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 26–40)
   

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