• Deus é bom. Sempre.

  • Dê as mãos a Deus.

  • O futuro é tão promissor quanto as promessas de Deus.

  • Deixe a sua luz brilhar.

  • Todo o bem que eu puder fazer, o farei agora.

Âncora

  • As Boas Novas do Evangelho em uma Cultura de Consumismo

    Compilação

    [The Good News in a Culture of Consumerism]

    No livro Life: The Movie, o autor, Neal Gabler, oferece uma visão muito elucidativa, argumentando que o entretenimento dominou a realidade. Ele diz que a vida se tornou um palco e que se tornar uma celebridade é o caminho para o sucesso. Gabler afirma que passamos a vida comprando e adquirindo coisas com base nas imagens e ideais que alimentamos, na tentativa de nos moldarmos ao filme no qual somos os protagonistas.

    O uso constante de celebridades e famosos para propaganda de roupas, artigos esportivos e cosméticos sutilmente nos transmite a mensagem que, se possuirmos esses produtos, poderemos ser como aqueles que admiramos. Somos estrategicamente convencidos de que não precisamos simplesmente acompanhar a vida dos ricos e famosos — podemos nos tornar como eles. A democratização do crédito e a facilidade para a aquisição de bens garantem a nossa capacidade de desempenhar o papel ou papeis que escolhermos.

    Os meios são muitos e práticos. As opções de crédito e financiamento questionam abertamente: “Por que esperar?” Antigamente, as pessoas precisavam pensar se poderiam pagar pelo que compram; talvez precisassem esperar até pouparem o suficiente. Muitas vezes, o tempo entre ver e adquirir era considerável, mas hoje as coisas mudaram. As mensagens são claras e afirmam que, se quisermos, podemos ter, e ter agora mesmo. É claro que isso tem um preço alto em termos de endividamento e crescente ansiedade. ...

    Será o objetivo ganhar dinheiro a qualquer custo? Será a felicidade fruto de podermos obter tudo o que desejamos e quando desejamos? Talvez seja hora de reconhecermos que a vida é muito mais do que essas noções triviais, no entanto poderosas. Talvez seja hora de tomar uma atitude contra essa situação e insistir que a vida real tem muito mais nuances e objetivos, e é muito mais holística do que os profetas do materialismo têm a oferecer.

    Segundo a visão e alternativa cristãs nós somos obra de um Criador pessoal e amoroso, e nossas vidas, oportunidades e recursos são dádivas que recebemos. Nós interagimos com a natureza e o mundo material, e ali vemos Deus, mas a nossa natureza também tem outras dimensões. O salmista explica isso de uma forma que grande parte do mundo rejeita: E a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas enchem o mar. Por termos sido criados por Deus e para Deus, a nossa glória máxima, a nossa vocação se encontra em Deus.

    As aspirações do mundo são muitas, as seduções imensas e os chamarizes poderosos. No entanto, em um mundo de desejos invasivos e demandas intrusivas onde satisfazer a si próprio é uma ocupação constante, podemos ouvir outra voz, que diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.” A resposta não está em um produto, mas em uma Pessoa viva.—Stuart McAllister

    Dar a mensagem na cultura contemporânea

    O cristão tem a tarefa de transmitir as boas novas, o Evangelho, a mensagem de amor e salvação de Deus para o mundo de hoje. Para que isso aconteça de forma relevante é preciso entender as transformações fundamentais sofridas pela sociedade, as quais afetaram a visão de mundo das pessoas, seus valores e percepção do cristianismo. Reconhecer que essas mudanças são profundas e geram temores, inseguranças, e também ceticismo, pode nos ajudar a transmitir melhor a mensagem de forma que seja relevante para as pessoas às quais fomos incumbidos de alcançar.

    Sabemos que o Evangelho é uma mensagem para o mundo de hoje, mas encontrar como alcançar aqueles que ainda não foram atraídos por ela, ou que por algum motivo foram afastados dela, representa um desafio crescente. Ao longo dos últimos trinta anos o mundo tem mudado muito e rapidamente, e continua assim. O secularismo permeou massivamente as esferas do pensamento e influencia com valores que promovem o auto interesse e o materialismo, bem como outros valores que não são compatíveis e que, em última análise, minam o cristianismo e os valores tradicionais.

    Enquanto isso, no ocidente, certos princípios ou conceitos considerados pétreos pelos últimos cinquenta anos já não são tão sólidos como se pensava. Muitas pessoas se sentem inseguras com relação ao seu futuro. Confiam muito menos nas instituições governamentais, religiosas e educacionais, ou na veracidade do que leem e escutam nas notícias e na mídia. Até mesmo poupar apresenta maiores riscos, já que muitas instituições financeiras faliram, e até mesmo países estão à beira de um colapso econômico.

    O atual ambiente cultural, social, intelectual e moral, fundido com o questionamento, o ceticismo, e rejeição generalizada dos padrões e valores aceitos por anos, provocou em muitos uma mudança fundamental de valores, ética, visão de mundo, relacionamento com autoridade e interação com outras pessoas. Para muitos ficou bem mais difícil saber no que se pode confiar. Embora para algumas pessoas, as condições do mundo e da sociedade podem levá-las à mensagem do Evangelho, para outras esse ambiente faz com que seja mais difícil se identificarem com o Evangelho, e muito menos acreditar ou aceitá-lo.

    Isso representa vários desafios para aqueles de nós que temos o compromisso de dividir o Evangelho, dentre os quais o fato de sermos chamados para levar uma mensagem sobre um homem que viveu, morreu e ressuscitou a 2 mil anos atrás—afirmando que é a mensagem mais importante que jamais encontrarão. Portanto, é essencial que o cristão voltado à missão encontre formas inovadoras e criativas para expressar e transmitir a mensagem atemporal do amor de Deus que falem com as pessoas do mundo de hoje. Não há dúvida que os cristãos do passado também enfrentaram desafios, mas o mundo de hoje é o nosso desafio.

    Nosso desafio é como apresentar Jesus de forma que ressoe com as pessoas com as quais interagimos, especialmente quando, ao menos no ocidente, muitos não cristãos adotam valores que fazem com que o cristianismo pareça ser irrelevante em suas vidas e visão de mundo. Em muitos países, às vezes pode ser mais difícil falar sobre Deus, que dirá Jesus, devido ao secularismo e materialismo generalizados que substituíram a fé em Deus e O tornaram irrelevante em seu sistema de crença.

    Muitas pessoas hoje desconfiam das mensagens que escutam, e por que não seria diferente? Todos os dias na Internet, televisão, noticiários, nas propagandas, elas são bombardeadas com mensagens dizendo que precisam disto, daquilo e daquilo mais, que esta é a melhor forma de pensar, e que devem ter uma certa posição.  Para elas a mensagem do Evangelho pode parecer mais uma propaganda dizendo o que precisam, como devem viver, o que as fará felizes. As pessoas muitas vezes não são propensas a confiar nessas mensagens, pois a experiência que tem é que muitas dessas mensagens são pouco ou nada válidas. As pessoas buscam respostas, mas muitas são cautelosas com relação àquilo em que depositam a sua confiança.

    Para ser eficaz em divulgar o Evangelho é necessário se identificar com as pessoas. Para alcançar as pessoas na sua cidade ou país, ou com as quais trabalha, seus vizinhos e conhecidos, é preciso entendê-las, sua cultura e o que elas valorizam. Cada pessoa em cada país ou cultura merece e precisa ouvir o Evangelho. Nós, enquanto cristãos, fomos incumbidos de levar a Palavra às pessoas no país, cultura e comunidade onde convivemos, da maneira que seja mais fácil elas entenderem, se identificarem com a mensagem e aceitá-la.—Peter Amsterdam

    Opor-se ao evangelho do consumismo

    O evangelho do consumismo tem três princípios básicos: (1) cada um de nós foi criado para ser um consumidor; (2) devemos ser passivos; (3) nosso único dever é consumir mais.

    O primeiro princípio está relacionado à nossa identidade: quem somos e a visão que temos de nós vemos. O segundo princípio está relacionado à nossa capacidade: se temos condições de efetuar mudanças e conseguir a participação das pessoas ao nosso redor. O terceiro princípio está relacionado ao nosso propósito: qual é a razão da nossa vida e do modo de vida? O evangelho do consumismo infiltra cada fibra da nossa personalidade e vai contra... o Deus revelado nas Sagradas Escrituras.

    Deus não é um consumidor. Deus é um criador. Ser criado à imagem e semelhança de Deus significa que também fomos feitos para criar. Efésios 2:10 diz que “somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos”.—Reesheda Graham-Washington e Shawn Casselberry[1]

    Moldado para um propósito maior

    Jesus falou muitas vezes sobre o desafio do materialismo. Claro, na época não existiam todas as propagandas, grifes, cosméticos e revistas de moda, mas Ele explicou em Lucas 12 como as coisas podem se infiltrar, dominarem nosso coração e determinarem nossas ações. Ele falou como é fácil entregar nosso coração à tendência errada, nos definirmos com base no que consideramos o nosso “tesouro” e acabarmos servindo ao dinheiro.

    No capítulo 12 aos romanos, Paulo diz que nós “nos conformamos aos padrões deste mundo” sem nem pensarmos. Ele não estava escrevendo sobre o consumismo em si, mas ao fato de que os valores dominantes do império podem nos moldar. O consumismo é uma expressão cultural avançada do materialismo, e apenas uma expressão moderna e institucionalizada do mesmo egoísmo que sempre foi o problema. Como cristãos, somos chamados a viver com uma esperança e um desejo diferentes e lembrar que fomos formados para um propósito maior. …

    A história de Daniel na Bíblia destaca como podemos viver e até mesmo prosperar na Babilônia, — um império que simboliza a adoração falsa. Daniel propôs em seu coração que pertencia a um império mais significativo. Ele orou e buscou o apoio de amigos com valores semelhantes. Ele frequentemente recalibrava o seu pensar com base no propósito de Deus para a sua vida (pelo menos formalmente três vezes por dia) e lembrava que tudo, inclusive seu intelecto e capacidade de interpretar sonhos, era um dom que Deus lhe deu e que somente Deus era digno de glória. …

    Como cristãos, somos chamados a dedicar a nossa vida a uma história diferente. Em vez de nos conformarmos, nós devemos ser transformados.[2] Nós seremos consumidores, mas com uma perspectiva diferente. Encontraremos nossa esperança, desejo e identidade em Jesus e ironicamente teremos vida ao darmos a nossa vida, deixando de fazer o que queremos para servirmos a Deus. Daremos valor às pessoas, dedicaremos tempo para evoluir, servir, compartilhar e adorar de maneiras opostas à comoditização. Viveremos para a glória de Deus em um mundo onde as pessoas se concentram no que é do seu interesse. Este é o ponto de partida para uma vida com sentido que tem valor hoje e na eternidade.—Brendan Pratt[3]

    Publicado no Âncora em outubro de 2021.


     

  • Out 20 Lições Aprendidas com o Alemão Feliz
  • Out 19 Cruzando a Linha de Chegada
  • Out 18 Igualdade em Cristo
  • Out 13 Desenvolver Fé com Esperança Durante as Dificuldades
  • Out 12 Esperança, a Âncora da Alma
  • Out 11 O Tesouro e a Pérola
  • Out 5 Vida Abundante
  • Out 4 Um Dia que o Senhor Fez
  • Set 30 Superando o Estresse
   

Espaço dos Diretores

  • Dias Melhores Virão—1ª Parte

    — Todas as coisas contribuem juntamente para o bem

    [Better Days Ahead—Part 1: All Things Work Together for Good]

    Sabemos [com muita confiança] que todas as coisas contribuem juntamente [segundo um plano] para o bem daqueles que amam a Deus [que está profundamente atento a nós], daqueles que são chamados por seu decreto. —Romanos 8:28

    Deus é bom. Faz todas as coisas bem. Não deixa passar nem esquece as coisas. Ele é onisciente. Nunca diz: “Caramba! Por essa Eu não esperava.” Nunca Se atrasa. É soberano e Sua providência toca todos os aspectos da vida de cada um de nós.

    Os testes, as provações e as perdas que sofremos podem contribuir juntamente para o nosso bem, pois depositamos nossa confiança no Senhor, seguimos Suas orientações e permitimos que o Espírito Santo opere em nossas vidas para realizar Seu plano. Por mais difíceis que sejam as coisas, por mais que soframos, podemos, pela Sua graça, continuar a confiar no Senhor. Sabemos que temos um glorioso e eterno futuro por vir.

    Maria escreveu:

    Como “muitas são as aflições do justo”,[1] é reconfortante saber que “todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam o Senhor, daqueles que são chamados por seu decreto”.[2] Na verdade, para conseguirmos superar nossas muitas provas, provações, dificuldades, e tentações, é de suma importância incluir em nossas vidas esta vital promessa em Romanos 8:28.

    Se não passarmos os acontecimentos do nosso dia a dia pelo crivo de Romanos 8:28, se não observarmos constantemente nossos desapontamentos, mágoas, provas, doenças, adversidades, à luz de Romanos 8:28, sinto dizer que deixaremos de aprender muitas e valiosas lições que o Senhor quer nos ensinar. Além disso, deixaremos de sentir a paz resultante da confiança nessa preciosa promessa e princípio.

    Se aprendermos a simples equação: “provações = bem,” teremos uma vida mais rica, aprenderemos maiores lições, sentiremos paz, e será mais fácil reconhecer a mão do Senhor em tudo que nos acontece. Faz uma grande diferença quando encaramos um dilúvio de problemas, batalhas, e tribulações esperando pelo pior, ou se encaramos essas dificuldades como desafios procurando descobrir tudo de bem que o Senhor vai gerar por meio disso. —Maria Fontaine

    É um privilégio saber que podemos confiar no Senhor, independentemente das adversidades, dificuldades ou desafios em nossas vidas. George Mueller disse uma vez: “Em cada mil provações pelas quais passa o crente, não são quinhentas que concorrem para o seu bem. São 999 mais uma”.

    Romanos 8:28 não é um slogan “sinta-se bem” ou um mantra que nos ajuda a passar por um momento difícil visualizando um dia melhor. É uma promessa de nosso Pai, feita aos que O amam e que, por Sua graça, estão fazendo o melhor ao seu alcance para segui-lO. O trecho a seguir explica algumas ressalvas importantes sobre essa conhecida promessa.

    Para começar, Romanos 8:28 não significa que podemos viver como quisermos, porque Deus consertará nossas bagunças. Para entender a verdade de Romanos 8:28, não podemos apenas citar a parte do versículo que gostamos: “Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem...” e ignorar o resto: “daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto.”

    Romanos 8:28 é uma promessa para os crentes — para os verdadeiros crentes, aqueles que vivem para Cristo... O versículo se refere àqueles que amam a Deus e estão fazendo o melhor que conseguem para obedecerem às Suas ordens: “Ainda que coisas ruins/tristes/malignas/ímpias toquem sua vida, Eu (Deus) as usarei para produzir benefícios, na sua vida e no mundo.”

    Joni Eareckson Tada, palestrante motivacional, escritora e cantora, é tetraplégica, confinada a uma cadeira de rodas há mais de 40 anos. Quando lhe perguntam por que Deus permite o sofrimento, ela frequentemente diz: “Deus permite o que ele odeia para realizar o que ama”. E o que Deus ama? Que as pessoas tenham um relacionamento com Ele e se tornem mais como Ele. A vida e obra de Joni são um testemunho impressionante de como Deus pode usar uma tragédia como um acidente incapacitante durante um mergulho para impactar a vida de milhões de pessoas.

    Romanos 8:28 nos diz que Deus pode usar todas as coisas para contribuírem juntamente para o bem. Ele não diz que todas as coisas são boas... A verdade de Romanos 8:28 nos lembra que, embora o pecado e Satanás sejam poderosos, Deus é maior. Pode redimir e restaurar qualquer coisa para o nosso benefício e para a Sua glória. Nem tudo é bom, mas Deus pode e usará todas as coisas para o bem. —Lori Hatcher[3]

    Pessoas com uma imaginação muito boa acham mais fácil entender um princípio espiritual se a explicação contiver algo que possam visualizar mentalmente. Recentemente, li o artigo a seguir, que me pareceu ilustrar essa verdade de forma edificante e animadora.

    O meu bem mais valioso é um colete salva-vidas que uso para navegar no mar da vida. Se, ao contemplar o horizonte, percebo nuvens escuras, coloco o meu colete bem firme e fico pronta para enfrentar a implacável tormenta.

    Minha pequena embarcação é açoitada pelas fortes ondas que ameaçam inundar tudo e me afogar. Mas sei que com o meu salva-vidas vou sobreviver. Na verdade, vou fazer bem mais do que isso. Vou me reerguer, talvez exausta e machucada, mas vitoriosa.

    Às vezes as tempestades me pegam desprevenida, e a fúria das águas fazem meu barco emborcar, me lançando nas águas geladas. Engasgo, cuspo fora água, pego ar, mas me vejo presa num redemoinho. Quanto mais me esforço mais a água me prende.

    Ali, sozinha, indefesa e sentindo-me derrotada, minha esperança só vai se reduzindo e fico aguardando o fim. Afundo mais uma vez e ouço uma Voz saindo da tormenta: “Agarre o salva-vidas! É a sua única esperança.”

    Esforçando-me para ver no escuro, percebo algo flutuando e vejo que é o meu salva-vidas — sempre perto quando mais preciso dele. Eu o visto e imediatamente começo a boiar.

    Envolta nas trevas, as ondas espumando me jogam para lá e para cá, ameaçando me afogar. A chuva cortante continua machucando meu rosto, mas estou à tona, confiando, sentindo-me segura com meu salva-vidas e esperando a tempestade amainar.

    Quer saber o segredo do meu colete-salva-vidas? É tão simples que você talvez nem dê importância. É o versículo da Bíblia: “Sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto” (Romanos 8:28). Todas as coisas — tempestades, a chuva e os ventos também — são para o nosso bem. Um dia entenderemos. —S. Jade 

    Admito que é muito mais fácil confiar no Senhor quando as coisas vão bem, quando temos saúde, nossas necessidades atendidas e quando nós e nossos amados estamos bem e seguros. Porém, quando as circunstâncias não são boas, confiar nEle se torna muito mais difícil, como ensina a história de Jó. Existe a tentação de se preocupar, se queixar, ceder ao estresse, se esforçar mais e tentar “resolver” os problemas à nossa maneira. Todavia sabemos que essa não é a solução.

    Quando sofremos dores e tragédias, na hora nem sempre entendemos por que o Senhor as permite. Em muitos casos, temos de confiar nEle apesar de não vermos o quadro completo. Edward Teller nos lembra: “Quando você chegar ao fim de toda a luz que você conhece e precisar avançar na escuridão do desconhecido, ter fé significa saber que uma de duas coisas acontecerá: você receberá algo sólido no qual se firmar ou lhe será ensinado como voar”. Seguem-se alguns conselhos tocantes sobre esse assunto, do falecido reverendo Billy Graham:

    Quando as coisas vão bem é fácil acreditar que Deus nos ama e Se preocupa conosco, porém quando as coisas desandam, torna-se muito mais difícil acreditar que Ele Se importa conosco.

    Por que continuar acreditando nEle, mesmo quando nada parece mudar, e aparentemente Ele nem está ouvindo? Porque, independentemente das mudanças em nossas vidas, Deus não mudou. A declaração bíblica é verdadeira: “Eu, o Senhor, não mudo” (Malaquias 3:6).

    E se Deus não muda, Suas promessas também não. Ele prometeu estar com você e ainda está. Prometeu guiá-lo e está guiando. Conheça Suas promessas; estude-as, acredite e confie nelas. Na Bíblia lemos que “Ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas” (2 Pedro 1:4).

    Não deixe a sua fé ser vencida pelas circunstâncias. Vença as circunstâncias pela sua fé.[4]

    Se você estiver sofrendo com uma doença debilitante ou perdeu um ente querido, citar e meditar sobre Romanos 8:28 não muda a situação e pode não trazer alívio imediato da sua dor. Vivemos em um mundo de pecado, e quando nós ou aqueles que amamos sofremos perda ou tragédia, dói! Choramos, sofremos e geralmente demora para nos recuperarmos das coisas ruins que acontecem, que muitas vezes põem nossa fé à prova, enquanto confiamos nEle em tempos difíceis. Em seu livro Why Us? (Por que nós?, em tradução livre) Warren Wiersbe afirma que Deus “prova Sua soberania, não intervindo constantemente para impedir coisas que acontecem em nossa vida, mas controlando-as e anulando-as para que até mesmo tragédias acabem cumprindo seus propósitos finais”.[5] Que a história a seguir anime seu coração a esse respeito:

    Não sei se Louis Braille era um crente, mas sua vida é um exemplo de um Deus soberano fazendo todas as coisas contribuírem juntamente para o bem. Na Academia Francesa de Ciências há uma velha sovela, uma agulha de sapateiro, em exibição. A história por trás da peça é bastante extraordinária. Quem olha nunca imagina que a simples ferramenta teria alguma relação com qualquer coisa importante. Na verdade, causou uma dor tremenda.

    Foi essa sovela que um dia caiu da mesa do sapateiro e feriu o olho do filho de nove anos do sapateiro. A lesão foi tão grave que o garoto perdeu a visão em ambos os olhos, pelo que foi matriculado em uma escola especial para crianças cegas. O menino aprendeu a ler manuseando grandes blocos de madeira esculpida.

    Quando o filho do sapateiro se tornou adulto, pensou em uma nova maneira de ler. Envolvia aprender um sistema de pontos traduzidos nas letras do alfabeto que pudesse ser lido a partir de um pedaço de papel em qualquer superfície plana. Na verdade, Louis Braille usou a sovela que o cegara quando menino para formar os pontos em um novo sistema de leitura para cegos — conhecido hoje como Código Braille.[6]

    É claro que talvez não experimentemos pessoalmente uma manifestação tão visível do benefício que Deus prometeu trazer para nossas vidas. Nesses momentos em que nossa fé está sendo duramente testada, tudo se resume a colocar nossas vidas, nossos entes queridos, nossa saúde, nosso sustento nas mãos de Deus e confiar que Ele cuidará de nós. Mesmo quando o Senhor parece estar em silêncio, as provações infindas, ou sofremos grandes perdas, Deus é misericordioso, fiel e Ele nunca nos deixará nem nos abandonará.

    Na história de José no Antigo Testamento, encontramos um belo exemplo de como Deus produziu benefícios de uma situação aparentemente sem esperança. Como R. W. De Haan comentou:

    [Faz-me lembrar] da verdade bíblica de que nada acontece por acaso na vida dos filhos de Deus. Nas Escrituras, lemos como José teve uma experiência difícil que parecia uma grande calamidade. Ele foi atirado em um poço e, em seguida, vendido como escravo. Foi uma grande prova para sua fé e, do ponto de vista humano, parecia um trágico caso de injustiça, não um meio para uma bênção. Mas José mais tarde aprendeu que “Deus o tornou em bem” (Gênesis 50:20).[7]

    Também podemos aprender uma lição com o profeta Habacuque, descrita nestes versículos que tantos conhecemos:

    Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, ainda que o produto da oliveira falhe, e os campos não produzam mantimento, ainda que as ovelhas sejam exterminadas, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor é a minha força; torna os meus pés como os das corças, e me faz andar sobre os lugares altos. —Habacuque 3:17-19 NIV

    É importante lembrar que havia muita maldade acontecendo no tempo de Habacuque e o futuro não parecia promissor. Na verdade, a situação parecia bem sombria. Apesar das circunstâncias difíceis, Habacuque proclamou sua confiança em Deus, dizendo: “Eu me alegrarei no Senhor”. Não estava apenas confiando em Deus, estava se regozijando e lembrando que o Senhor era a sua força. Sabia que, mesmo que lhe faltasse o que comer, nunca ficaria sem Deus.

    Acho que é mais desafiador confiar no Senhor para fazer com que todas as coisas contribuam juntamente para o bem quando você sente que é culpado pela situação difícil em que se encontra. Sente que cometeu erros, avaliou mal uma situação ou tomou decisões imprudentes e, por isso, as coisas pioraram e você entende que merece sofrer as consequências negativas. Você tem essa sensação ruim, de que não está “qualificado” para receber a graça e misericórdia de Deus na forma de Romanos 8:28. Mas precisamos lembrar que esse cumprimento da Palavra de Deus é uma manifestação de Sua graça! O conceito de “reversões divinas” expresso na seguinte mensagem de Jesus me anima muito.

    Eu sou o Deus das reversões divinas. Posso extrair o bem do mal: Meu plano mestre produz a vitória de uma aparente derrota. Venha a Mim assim como você está — ferido de batalha — e exponha suas feridas à Minha Luz curativa...

    Quem vivencia uma reversão divina em sua vida, emociona-se ao observar o quão magistralmente opero no mundo. Seu sofrimento ganha sentido porque você sabe que posso produzir e produzo benefícios, inclusive a partir de coisas ruins. No fim e ao cabo, Meus planos não serão frustrados. Eu tenho a última palavra! Ao perceber como Minha sabedoria e Meus caminhos são superiores aos seus, terá um vislumbre de Minha Glória. Isso inspira você a me adorar — curvando-se diante da Minha inteligência infinita e Meu poder ilimitado. Ao abrir sua alma para Mim em adoração, terá a garantia do Meu amor infalível. “Eu sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos de paz, e não de mal, para vos dar uma esperança e um futuro” (Jeremias 29:11).[8]

    Independentemente do que esteja acontecendo em nossas vidas, por piores que sejam nossas dificuldades, precisamos nos lembrar que ainda temos Deus. Ele nunca nos deixará nem nos abandonará! Deus é bom! Ele é amor! Ele nos permite passar por dificuldades, provações e testes, mas não é tudo. Ele também traz lindas bênçãos. Então, se formos tentados a duvidar e nos perguntar por que as coisas não estão indo como esperávamos, podemos aprender com a lição de Arthur Ashe, no seguinte depoimento:

    O astro do tênis Arthur Ashe morreu de AIDS, contraída em uma transfusão de sangue durante uma cirurgia cardíaca. Mais que um grande atleta, Ashe foi um homem que inspirou e animou muitos com seu comportamento exemplar dentro e fora da quadra. Ele podia ter ficado rancoroso e com pena de si próprio, pela doença que contraíra, mas manteve uma atitude de gratidão.

    Ele explicou: “Se eu perguntasse: ‘Por que eu?’ sobre meus problemas, eu teria que perguntar: ‘Por que eu?’ sobre minhas bênçãos. Por que eu ganhar Wimbledon? Por que me casar com uma mulher bonita e talentosa e ter um filho maravilhoso?” A atitude de Ashe repreende aqueles que muitas vezes resmungam: “Por que eu? Por que Deus está permitindo que isso aconteça?"

    Mesmo que estejamos sofrendo muito, não devemos esquecer as misericórdias que Deus derrama em nossas vidas — tais como comida, abrigo e amigos — bênçãos das quais muitos são privados. E as bênçãos espirituais? Podemos segurar a Palavra de Deus em nossas mãos e lê-la. Temos o conhecimento de Sua graça salvadora, o conforto de Seu Espírito, e a alegre garantia de vida eterna com Jesus. Pense nas bênçãos de Deus e pergunte: “Por que eu?” —Vernon C. Grounds[9]

    Que lembrete importante! Temos tantas bênçãos em nossas vidas! Glória ao Senhor! Se depositar sua confiança no Senhor e esperar pacientemente por Ele, pode confiar que Ele o fortalecerá, abençoará, suprirá suas necessidades e o guiará em Sua vontade. Então, um dia, nesta vida ou na próxima, você verá o cumprimento de Sua promessa infalível de fazer todas as coisas contribuírem juntamente para seu bem!


    [1] Salmo 34:19.

    [2] Romanos 8:28.

    [3] “‘All Things Work Together for Good’—3 Things You Never Noticed About Romans 8:28”, https://www.preaching.com/articles/things-work-together-good-3-things-never-noticed-romans-828/

    [4] Billy Graham, “Don’t let your faith be overcome by your circumstances”, Gaston Gazette, 12 de outubro de 2012,  https://www.gastongazette.com/article/20121012/Lifestyle/310129772

    [5] https://www.preceptaustin.org/romans_828-39

    [6] https://www.preceptaustin.org/romans_828-39

    [7] https://www.preceptaustin.org/romans_828-39

    [8] Sarah Young, Jesus Vive (Thomas Nelson, 2009).

    [9] https://www.preceptaustin.org/Habacuque-devotionals-and-sermon_illustrations

     

  • Ago 17 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 17: Oração de Jesus (2ª Parte)
  • Ago 14 “Minhas Ovelhas Ouvem a Minha Voz …”
  • Ago 10 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 17: Oração de Jesus (1ª Parte)
  • Ago 3 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 16:23–33
  • Jul 27 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 16:13–22
  • Jul 20 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 16:1–12
  • Jul 13 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 15: Se o Mundo Vos Odeia
  • Jul 6 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 15: Permanecei no Meu Amor
  • Jun 29 Jesus — Sua Vida e Mensagem: João 14: Eu Vou para o Pai
   

Crenças

Mais…
  • De um modo geral, nossas crenças fundamentais são as mesmas abraçadas pelos demais cristãos em todo o mundo. Temos também algumas doutrinas não tradicionais. Uma característica que define nossa maneira de viver e nossa fé é a forma como aplicamos o princípio da Lei do Amor de Deus que, ensinou Jesus, se encerra em dois mandamentos, dos quais dependem “toda a lei e os profetas”.

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