• Deus amou o mundo de tal maneira! Cada pessoa.

  • O louvor é a essência da adoração a Deus.

  • Deus é bom. Sempre.

  • Dê as mãos a Deus.

  • Todo o bem que eu puder fazer, o farei agora.

Âncora

Devocionais fáceis de usar

  • O Casamento e o Vinho

    [The Wedding and the Wine]

    No segundo capítulo do Evangelho segundo João, lemos sobre o primeiro milagre que Jesus realizou, em um casamento do qual participou em Caná da Galileia. Caná era uma cidade situada a cerca de 14 quilômetros ao norte de Nazaré e era a terra natal de Natanael, um dos primeiros discípulos de Jesus (João 21:2). Maria, a mãe de Jesus, estava no casamento, ao qual Ele e Seus discípulos também haviam sido convidados (João 2:1–2).

    O costume da época era que as celebrações de casamento durassem até sete dias, e muitos amigos dos noivos permaneciam durante todo esse período. Bem antes da celebração do casamento, o casal já teria firmado um compromisso de noivado — um compromisso legalmente vinculativo que só poderia ser rompido por meio de um processo de divórcio. No dia do casamento, o noivo levava a noiva para a sua casa ou para a casa de seus pais.

    Escritos judaicos falavam da importância do vinho em ocasiões festivas, como os casamentos. O povo antigo na região do Mediterrâneo misturava água ao vinho servido nas refeições, muitas vezes na proporção de duas a quatro partes de água para cada parte de vinho. Os convidados frequentemente bebiam até tarde da noite, e era socialmente inaceitável não cumprir plenamente os deveres de hospitalidade, fornecendo comida e bebida suficientes para as festividades. Ficar sem vinho seria motivo de estigma social e suscitaria mexerico durante anos.1 Contudo, foi essa possibilidade constrangedora que surgiu no casamento do qual Jesus participou:

    “Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: — Eles não têm mais vinho” (João 2:3). Ao ouvir a declaração de Sua mãe, Jesus lhe disse: “Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou” (João 2:4).

    Isso poderia ser entendido como uma leve repreensão, semelhante à que Jesus faria ao oficial cujo filho estava à beira da morte. Nesse caso, Jesus disse: “Se vocês não virem sinais e maravilhas, nunca crerão” (João 4:48), e ainda assim curou a criança. Da mesma forma, a resposta de Jesus à Sua mãe não foi uma recusa.

    O estudioso bíblico Craig Keener propõe: “A principal razão para a repreensão deve ser que sua mãe não compreende o que esse sinal custará a Jesus; ele dá início à jornada que O levará à Sua hora, a cruz”. 2 Philip Yancey escreveu: “O relógio começaria a correr e só pararia quando Jesus estivesse no Calvário”.

    Jesus Se referir à Sua mãe como mulher não era um tratamento comum, mas não foi desrespeitoso. Ele Se dirigiu a mulheres em outras ocasiões usando a mesma palavra, e sempre de modo respeitoso.3 Talvez Ele tenha usado esse termo para Se distanciar um pouco da mãe e indicar que o relacionamento deles estava mudando à medida que Ele avançava em Seu ministério junto ao povo. É semelhante à declaração pública que Ele fez: “Pois quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Marcos 3:34–35).

    Quando Jesus respondeu a Maria que “a Sua hora” ainda não havia chegado, provavelmente referia-Se ao momento de Sua morte, ao Seu chamado messiânico, como ocorre na maioria das vezes em que Ele fala de Sua morte ou de assuntos relacionados a ela.

    Depois que Jesus falou com Maria, ela disse aos serviçais: “Façam tudo o que ele mandar” (João 2:5). Ela mostrou que acreditava que Jesus agiria, que Ele podia e faria algo para ajudar a resolver a situação. Maria agiu com fé e, ao fazê-lo, deu exemplo de oração: apresentou a necessidade e confiou que Deus responderia conforme a Sua vontade.

    “Ali perto havia seis potes de pedra, do tipo usado pelos judeus para as purificações cerimoniais. Em cada pote cabiam entre duas e três metretas. Jesus disse aos serviçais: — Encham os potes com água. E os encheram até a borda” (João 2:6–7).

    O potes de água seriam utilizados para os ritos de purificação. O Evangelho segundo Marcos diz: “Isso porque os fariseus e todos os judeus não comem sem lavar cerimonialmente as mãos, apegando-se, assim, à tradição dos anciãos. Quando chegam da rua, não comem sem antes se lavar” (Marcos 7:3–4).

    Os potes eram grandes recipientes usados para armazenar a água necessária às purificações regulares exigidas para que as pessoas estivessem ritualmente limpas. Tanto a água quanto os potes precisavam estar ritualmente purificados. Se um deles fosse contaminado, tanto a água quanto o pote se tornavam ritualmente impuros. Quando isso acontecia, se o pote fosse de barro, precisava ser destruído. Se fosse de pedra, podia ser limpo e usado novamente (Levítico 11:32). Normalmente as casas tinham um ou dois desses potes de água; por isso, em uma ocasião como essa, alguns dos potes provavelmente foram emprestados por outras pessoas da vila.

    Como se pode ver ao longo dos Evangelhos, Jesus, que normalmente observava a lei judaica, muitas vezes dava prioridade às necessidades de uma pessoa acima da observância da lei. Nessa festa, Jesus claramente considerou mais importante poupar o noivo da humilhação de ficar sem vinho, e os convidados da insatisfação, do que manter a tradição da purificação pela água.

    A ordem de Jesus para encher os potes era mais fácil de dar do que de cumprir. Seis potes, cada um com capacidade para 75 a 115 litros de água, significavam um total de 454 a 682 litros de água, que pesariam entre 400 a 700 kg. Aparentemente, nem todos os potes estavam completamente vazios, mas, ainda assim, para enchê-los por completo provavelmente precisaram ir buscar no poço da vila. Quando a tarefa foi concluída, o milagre aconteceu de uma forma que não chamou atenção.

    Em seguida, Jesus disse aos serviçais que levassem “um pouco ao encarregado da festa” (João 2:8). O encarregado da festa provavelmente teria sido o padrinho ou alguém próximo do noivo, responsável por cuidar do entretenimento e da música e, como parte de suas funções, determinar o grau em que o vinho seria diluído. Ele teria observado os convidados bebendo e saberia que a tendência era beber mais no início da festa, e que seus sentidos ficariam um tanto entorpecidos à medida que a noite avançasse, o que significava que um vinho inferior poderia então ser servido sem que percebessem.

    “E o encarregado da festa provou a água que fora transformada em vinho, sem saber de onde este viera, embora os serviçais que haviam tirado a água soubessem disso. Então, chamou o noivo e disse: — Todos servem primeiro o melhor vinho e, depois que os convidados já beberam bastante, o vinho inferior é servido; você, porém, guardou o melhor até agora” (João 2:9–10).

    Sem saber, o encarregado da festa estava confirmando o milagre que Jesus havia realizado. Ele não tinha ideia de que o vinho fora tirado dos potes de água; sabia apenas que era de qualidade melhor do que a do vinho servido até aquele momento. Os serviçais que tiraram a água, a essa altura, saberiam que se tratava de um milagre, mas não há indicação de que outros estivessem cientes disso, talvez com exceção de Maria. Mais adiante, ficamos sabendo que os discípulos tomaram conhecimento do ocorrido.

    Nesse relato, Jesus realizou o extraordinário milagre de alterar a composição molecular da água, transformando-a em vinho. Em termos atuais, Jesus forneceu entre 605 e 910 garrafas de vinho de boa qualidade. Isso é que é presente de casamento! Ele supriu de maneira milagrosa e generosa quando houve uma necessidade, como faria também ao alimentar as multidões.

    O evangelista conclui: “Este sinal milagroso, em Caná da Galileia, foi o primeiro que Jesus realizou. Revelou, assim, a sua glória, e os seus discípulos creram nele” (João 2:11). O Evangelho segundo João se refere aos atos ou milagres que Jesus realizou como “sinais”. A palavra grega traduzida como sinal nesse contexto significa um sinal de “milagres e maravilhas pelos quais Deus confirma que alguém foi enviado por Ele”.

    Outro exemplo de como os sinais de Jesus eram vistos como confirmação da parte de Deus aparece quando Nicodemos disse: “Rabi (Mestre), sabemos que ensinas da parte de Deus, pois ninguém pode realizar os sinais milagrosos que fazes, se Deus não estiver com ele” (João 3:2). Os sinais de Jesus apontavam para o fato de que Deus estava agindo por meio dEle; vinham de Deus, apontavam para Deus e, portanto, resultavam em fé. Nesse caso, os discípulos que estavam com Ele “creram nele”.

    Os sinais também manifestavam a glória de Jesus. Em um trecho anterior deste Evangelho, lemos que “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14). O relato de João sobre o primeiro sinal de Jesus, ao transformar água em vinho, fala da manifestação da glória. O mesmo ocorre no último milagre registrado nesse livro — a ressurreição de Lázaro dentre os mortos — quando Jesus disse a Marta: “Não lhe falei que, se você crer, verá a glória de Deus?” (João 11:40).

    Com esse primeiro milagre, temos um vislumbre do que Jesus quis dizer quando afirmou: “Em verdade lhes digo que vocês verão o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (João 1:51).

    Publicado originalmente em abril de 2015. Adaptado e republicado em julho de 2026.


    1 Craig S. Keener, The Gospel of John: A Commentary (Baker Academic, 2003), 501–502.

    2 Keener, The Gospel of John, 504.

  • Jul 14 Receberam de graça, deem de graça
  • Jul 13 Arco-íris em Meio à Chuva
  • Jul 10 O Dom de Esperar em Deus
  • Jul 7 Caminhe em paz
  • Jun 30 Vista-se de mansidão
  • Jun 26 Fé na Idade Avançada
  • Jun 25 O Deus da Bíblia é amor
  • Jun 24 Em Defesa dos Pobres
  • Jun 23 Recebendo as Bênçãos Divinas
   

Espaço dos Diretores

Estudos bíblicos e artigos para edificação da fé

  • A Vida de Discipulado, 12a. Parte: Discipulado no Cotidiano

    [The Life of Discipleship, Part 12: Everyday Discipleship]

    O discipulado é uma jornada para a vida toda que exige perseverança, determinação, convicção, o amor de Deus e o poder do Espírito Santo. O falecido reverendo Billy Graham certa vez disse: “A jornada de vida do cristão não é uma corrida de velocidade, mas uma maratona… Discipulado é um compromisso que se desenrola dia a dia, durante a vida toda”. O processo de crescer no discipulado e ser transformado à imagem de Cristo é uma tarefa que vai até o fim da nossa vida. Como alguém expressou:

    Somos criados como rascunhos que precisam passar por um processo de “edição”. Deus trabalha para nos transformar, passo a passo, em uma obra acabada que valha a pena ser lida. Somos remodelados repetidamente pelas nossas escolhas e decisões; as questões superficiais e supérfluas são eliminadas pelas provações da vida, e somos ajustados e polidos… nas mãos do Grande Editor. —Scott Montrose1

    O nosso discipulado deve abranger todos os aspectos da nossa vida, incluindo nosso relacionamento com Deus e nossa caminhada diária com Ele, bem como nosso amor pelo próximo, que inclui cada pessoa com quem temos contato. Nosso discipulado nos torna embaixadores de Cristo, de modo que devemos compartilhar as boas novas com todos que Ele coloca no nosso caminho. Devemos também ser um exemplo vivo do amor de Cristo em todas as esferas da nossa vida e procurar nos tornar mais semelhantes a Ele.

    Vivemos o discipulado em casa, no trabalho, na escola e na comunidade onde vivemos. Incorporamos os princípios do discipulado à maneira como criamos nossos filhos, aos nossos relacionamentos e ao modo como investimos nosso tempo, nossas habilidades e nossos recursos. Procuramos ser um exemplo da nossa fé para familiares, amigos, vizinhos e para as pessoas com quem interagimos ao longo do dia e em nossas comunicações online.

    O chamado a ser discípulo de Jesus é um chamado para toda uma maneira de viver, no qual reajustamos nossas prioridades para que Deus ocupe o primeiro lugar. Isso não significa que não teremos outras prioridades, mas nossa lealdade é para com Deus acima de tudo – de nossos próprios desejos e vontades, de nossos amados, das nossas posses e até mesmo da nossa própria vida. Não é fácil viver o discipulado cristão. Na verdade, Jesus disse que “o caminho é difícil”, mas é o caminho que “leva à vida” (Mateus 7:13–14). Exige compromisso e dedicação; Deus deve ocupar um lugar central na nossa vida, nas nossas decisões e nos nossos relacionamentos.

    Nos Evangelhos, Jesus desafia Seus seguidores a entregarem a própria vida por amor a Ele e a segui-lO. No evangelho segundo Mateus, Ele diz: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará” (Mateus 16:24–25).

    Negar a nós mesmos pode ser entendido como deixar de lado nossos desejos, ambições e objetivos pessoais e buscar a orientação de Deus na nossa vida, e colocar a Sua vontade acima da nossa. Isso não significa que o Senhor nunca nos conduzirá a buscar nossas ambições e metas pessoais, mas se estamos buscando a Sua vontade e desejamos agradar a Ele, é muito provável que a vontade dEle e os nossos desejos estejam alinhados (Salmo 37:4). No entanto, se a direção de Deus não estiver alinhada com o rumo que estávamos inclinados a seguir, como Seus discípulos, estaremos dispostos a “negar a nós mesmos” para segui-lO.

    Jesus nos deu a chave para vivermos nosso compromisso com o discipulado, começando com o nascimento espiritual por meio da salvação. “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (2 Coríntios 5:17; Gálatas 2:20).

    A capacidade e a graça para viver a vida de discipulado não provêm apenas do nosso desejo de obedecer aos mandamentos de Deus e viver segundo os Seus princípios, mas do poder de Deus por meio de “Cristo em nós” (Colossenses 1:27) e do Espírito Santo que vive em nós (João 14:15–17). “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos” (Efésios 2:10).

    Cristo em nós

    A cada manhã, podemos esperar que o Senhor Jesus Cristo Se expresse por meio de nós naquele dia e realize algum aspecto da Sua obra, quer nós consigamos identificar o que Ele fez ou não. Esse é um privilégio que Ele nos deu e que envolve também responsabilidade.

    Cristo em nós nos dá poder. Só podemos viver de forma eficaz na força que vem da vida de Jesus Cristo, pois Ele disse: “Sem mim vocês não podem fazer coisa alguma” (João 15:5). Estar em Cristo nos dá propósito e capacita para cumprir os Seus planos. Não é um poder que nos capacita a viver para nós mesmos.

    Cristo em nós nos dá recursos, pois tudo o que precisamos está em Cristo Jesus, o Senhor. E estar em Cristo nos dá responsabilidades, pois, como parte do Seu corpo, a questão mais importante que preciso enfrentar é: “O que Ele quer que eu faça?

    Cristo em nós é dinâmico. E estar em Cristo é algo que exige de nós. Se Ele quer que algo seja feito, tem o direito de nos usar como instrumentos. Se existe um “eunuco etíope” viajando em uma estrada deserta, Ele tem o direito de nos dizer que deixemos a nossa “Samaria” e vamos ao Seu encontro (Atos 8:26–40). Mas, para cada exigência que faz, Ele provê o poder do Seu Espírito em nós para cumpri-la.

    Assim é a vida do cristão. Ao reconhecermos nossa falha em expressar Sua semelhança e imagem no mundo, vamos à Cruz em busca de perdão. O Espírito Santo passa a habitar em nós, e somos incorporados a Cristo para nos tornarmos instrumentos por meio dos quais a Sua vida e o Seu propósito se expressem. O mundo precisa desesperadamente saber disso, mas não terá fundamento para crer nisso enquanto não vir a vida e o caráter de Jesus Cristo manifestos na sua vida e na minha! —Charles Price2

    Integrando-nos à missão do Seu Reino

    Deus nos convidou a participar com Ele da transformação do mundo. Ele tem um sonho para o mundo, que Jesus chamou de Reino de Deus. Ele nos criou para desempenharmos um papel importante na visão do Seu Reino. Jamais encontraremos o propósito mais profundo da nossa vida enquanto não descobrirmos o nosso lugar na construção do Reino de Deus.

    Não é preciso ter uma mente brilhante para mudar o mundo – nem ser rico, influente ou um gigante espiritual. Mas é preciso dizer sim ao convite. É preciso estar disponível e disposto a ser usado. E talvez seja preciso pagar o preço que vem com seguir Jesus, porque mudar o mundo e seguir Jesus não é fácil, nem acontece sem custo. É inevitável que envolva algum sacrifício.

    A fé cristã não é apenas uma maneira de encontrarmos perdão pelos nossos pecados e recebermos a vida eterna, embora seja isso. Não é apenas um sistema de crenças corretas sobre a verdade suprema e a ordem das coisas, embora seja isso. Não é apenas uma maneira de encontrar o consolo de Deus em tempos de dificuldade ou um código de conduta útil para saber como ter uma vida boa e produtiva, embora também sejam essas coisas.

    Fundamentalmente, a fé cristã é um chamado para […] seguir Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, e participar da grande missão de Cristo no nosso mundo. Só então nos tornaremos pessoas completas, que vivem de acordo com o propósito mais profundo de Deus para nossas vidas. —Richard Stearns3

    Conclusão: O modelo para a vida

    Como temos visto ao longo desta série sobre discipulado, a Bíblia nos ensina sobre o relacionamento que Deus deseja ter conosco e como podemos viver de uma maneira que Lhe agrade. Tornar-nos mais semelhantes a Cristo e sermos transformados à Sua imagem são fundamentos para vivermos uma vida piedosa, que dê frutos e esteja em harmonia com Deus e com os outros, produzindo o fruto do Seu Espírito tanto na nossa vida como na das outras pessoas (Gálatas 5:22–23). É na Bíblia que aprendemos as verdades reveladas por Deus, pelas quais podemos orientar nossa vida.

    Na Palavra de Deus, encontramos os princípios bíblicos que servem como bússola para a nossa vida e nos ajudam a enfrentar os desafios do cotidiano e a dar um testemunho eficaz de Cristo. A Sua Palavra transmite princípios que nos orientam na interação com os outros e na nossa tomada de decisões, ajudando-nos a distinguir o certo do errado. Esses princípios espirituais determinam nosso padrão moral e ético, nossas atitudes em relação à vida, ao amor, ao mundo, ao meio ambiente e aos relacionamentos. Embora a Bíblia não trate especificamente de todas as situações que poderíamos enfrentar, ela nos fornece os princípios necessários para nos guiar nas complexidades da vida de uma maneira que agrade a Deus.

    A Palavra de Deus nos ensina a viver o discipulado amando e servindo ao próximo. O nosso amor por Jesus nos move a servir aos outros em Seu nome e nos motiva a sermos Seus embaixadores onde quer que estejamos. Leva-nos a ajudar os necessitados e a oferecer esperança e cura aos que carecem delas. Podemos ser as Suas mãos para ajudar e tocar, a Sua boca para falar a verdade da Sua Palavra e transmitir encorajamento e esperança. Podemos ser os Seus olhos para transmitir compaixão, os Seus pés para caminhar ao lado da alma cansada e os Seus braços que ajudarão a carregar um fardo pesado. É assim que nossa vida O glorifica e abençoa outras pessoas, como destacam os textos a seguir.

    Uma vida bela

    Quando um seguidor de Jesus vive como Jesus pretendia, sua vida se torna algo belo. Ser cristão e ter um relacionamento com Deus deveria permear nossas experiências diárias, integrar-se às nossas decisões e dar cor à nossa percepção de nós mesmos, dos outros e da vida em geral. As inúmeras expressões do amor de Deus compartilhadas com outros ao longo da vida cristã podem parecer pequenas quando consideradas isoladamente; porém Deus as vê no contexto da totalidade de uma vida que O glorifica e Se deleita na beleza que elas compõem.

    Quanto mais determinados estivermos a fortalecer nossa caminhada com Jesus, e quanto mais desejarmos uma conexão espiritual mais profunda com Ele, mais Ele poderá manifestar o Seu Espírito por meio de nós. Somos obra de Suas mãos. Conforme permitimos que Ele combine as cores do Seu amor e da Sua misericórdia e desenvolva em nós a beleza que Ele pretendia para nós, tornamo-nos Sua obra-prima, que falará ao coração de muitos. Abracemos com entusiasmo a dádiva inestimável da Sua presença em nossa vida. E, ao cultivarmos a beleza cativante do amor de Deus em tudo o que fazemos e dizemos, outros serão atraídos a Ele por nosso intermédio. —Maria Fontaine

    O aroma de Cristo

    O apóstolo Paulo escreveu que a Igreja é o aroma de Cristo para o mundo: “Porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo” (2 Coríntios 2:15). Com isso, ele quer dizer que cada crente e cada congregação de crentes tornam perceptível aos não cristãos a presença de Cristo no mundo.

    Que aroma é esse? Como devemos esperar que os outros percebam a presença de Jesus em nós? Existem duas maneiras principais: a verdade do Evangelho e o amor de Jesus Cristo. A verdade de Deus abrange todos os aspectos da vida humana. Por meio da Sua Palavra da verdade, pela ação do Seu Espírito, Cristo está fazendo novas todas as coisas em nossa vida (Apocalipse 21:5). Isso significa que, em todas as áreas – relacionamentos, funções e responsabilidades – manifestaremos uma novidade de vida que não se conforma ao espírito do mundo, mas sim ao Espírito Santo de Cristo. Nossa conversa será diferente — não marcada por implicância e queixas, banalidades e frivolidades, críticas e mesquinhez. Nossas palavras serão sempre cheias de graça e edificantes, respeitando as pessoas com quem conversamos (Colossenses 4:6 NTLH; Efésios 4:29).

    Isso também se aplica à maneira como fazemos nosso trabalho, criamos nossos filhos, participamos da cultura do nosso tempo e nos conduzimos com dignidade e graça. Somos novas criaturas em Jesus Cristo e, portanto, em muitos aspectos, estamos fora de sintonia com a cultura ao nosso redor. Mas, ao vivermos a verdade em todos os aspectos da nossa vida, refletimos a luz de Jesus e exalamos o aroma da Sua visão de mundo em cada canto da nossa existência.

    Os cristãos precisam se empenhar para exalar o perfume de Jesus. Ao nos impregnarmos da Palavra de Deus e vivermos em atitude de oração […] passamos a exalar a fragrância do Rei Jesus cada vez mais em diversos aspectos e áreas do nosso cotidiano. Que decidamos ser esse perfume de verdade e amor, e descobriremos que o vento do Espírito de Deus nos acompanhará por onde quer que vamos, levando a fragrância de Jesus a todos, sem exceção, e a Deus. —T. M. Moore4

    Jesus nos confiou a responsabilidade de transmitir o Seu amor pessoal, incondicional e abrangente aos nossos semelhantes — às pessoas que compartilham este planeta conosco hoje. A missão que Ele confiou aos Seus discípulos é levar o evangelho a todo o mundo. O seu campo missionário é onde quer que o Senhor o tenha chamado e você é chamado a servir e alcançar as pessoas que Ele coloca no seu caminho. Cada um de nós tem alguma oportunidade, alguma rede ou alguma esfera de influência em que podemos compartilhar o Seu amor e a Sua verdade com os outros, fortalecendo a fé, a esperança e o ânimo das pessoas.

    Que o Senhor abençoe o seu discipulado, o seu serviço a Ele e o seu testemunho diante dos outros, para que você seja o sal da terra e a luz do mundo que Ele o chamou para ser (Mateus 5:13–14). Jesus disse: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês que está nos céus” (Mateus 5:16). Ao fazermos isso, viveremos um discipulado que glorifica a Deus (1 Coríntios 10:31).

    Para refletir

    Discipulado não é um programa ou um evento; é uma maneira de viver. Não é por um tempo limitado, mas por toda a vida. Discipulado [...] é para todos os que creem, todos os dias da sua vida. —Bill Hull

    Todo cristão que leva a sério sua vocação como discípulo de Jesus verá a si mesmo como um “enviado” onde quer que esteja, e procurará colocar-se em ação nesse lugar. Isso pode assumir a forma de ser uma “boa testemunha” no local de trabalho, um bom vizinho para os que moram perto, ou envolver trabalho voluntário. —Michael Frost e Alan Hirsch

    Não permita que as palavras de Jesus permaneçam apenas impressas na sua Bíblia. Dê-lhes asas e faça-as entrar em ação! Há pessoas na sua vida que precisam do seu cuidado. Considere como você pode demonstrar o seu interesse pelo bem-estar delas, amando e cuidando delas da mesma maneira como você já ama e cuida de si mesmo. Ao fazer isso, completará a corrente de amor que começou quando Deus o amou primeiro. —Karen Ehman

    O que a Bíblia diz

    “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim. Meu Pai é glorificado pelo fato de vocês darem muito fruto; e assim serão meus discípulos” (João 15:4–5; João 15:8).

    “Portanto, assim como vocês receberam a Cristo Jesus, o Senhor, continuem a viver nele, enraizados e edificados nele, firmados na fé, como foram ensinados, transbordando de gratidão” (Colossenses 2:6–7).

    “Edifiquem-se, porém, amados, na santíssima fé que vocês têm, orando no Espírito Santo. Mantenham-se no amor de Deus, enquanto esperam que a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo os leve para a vida eterna” (Judas 1:20–21).

    Uma oração para o discipulado no cotidiano

    Pai celestial, eu Lhe agradeço por ter me salvado, me chamado e me dado um propósito. O Senhor é bom, e a Sua graça me basta. Peço que purifique o meu coração do pecado e livre a minha mente das distrações que tentam me afastar da comunhão com o Senhor hoje. Ajude-me a permanecer em Cristo, a aprender com Ele e a me apoiar nEle, para que eu possa viver para Ele e conduzir outros a Ele. O Senhor é digno de toda a minha devoção e louvor. Faça de mim um discípulo fiel e frutífero, que glorifique o Senhor todos os dias. Peço no poderoso e incomparável nome de Cristo, meu Rei. Amém.5


    1 Scott Montrose, “Editar a Vida,” Contato, janeiro de 2021, https://activated.org/pt/vida/voce-como-todo/crescimento-pessoal/editar-vida/

    2 Charles Price, Christ for Real: How to Grow into Christ’s Likeness (Kregel Publications, 2011).

    3 Richard Stearns, Unfinished: Believing Is Only the Beginning (Thomas Nelson, 2013).

    4 T. M. Moore, “The Fragrance of Truth and Love,” 29 de janeiro de 2010.

    5 Annie McGuire, “What is a disciple of Christ?” Daily His Disciple, 11 de janeiro de 2022, https://dailyhisdisciple.com/2022/01/11/what-is-a-disciple-of-christ/.

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  • Abr 29 A Vida de Discipulado, 10a. Parte: Vida no Trabalho
  • Mar 17 A Vida de Discipulado, 9ª Parte: Discipulando
  • Mar 3 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 37–58)
  • Fev 17 A Vida de Discipulado, 8ª Parte: Compartilhando a Fé
  • Fev 3 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 20–36)
  • Jan 20 A Vida de Discipulado, 7ª Parte: Servir a Deus Servindo ao Próximo
  • Dez 16 1 Coríntios: Capítulo 15 (versículos 1–19)
  • Dez 2 A Vida de Discipulado, 6ª Parte: Amor pelos Outros
  • Nov 11 1 Coríntios: Capítulo 14 (versículos 26–40)
   

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